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29/07/2011 - 13:04

Opinião do Consumidor: Bock Damm

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A cervejaria catalã DAMM é uma das três maiores fabricantes de cerveja espanholas (as outras duas, a saber, são a Heineken e a San Miguel/Mahou) e desde 1876 distribui para os botecos espanhóis nomes como a famosa Estrella Damm (naquela época, Estrella de Ouro), a Xibeca, a poderosa Voll-Damm Doble Malta e esta boa Bock Damm, cujo rótulo atual homenageia o rótulo de sua primeira versão – datada de 1888.

Apesar do nome, a Bock Damm está muito mais para uma Dunkel de Munique (seu sobrenome, inclusive) do que para uma Bock tradicional. A diferença começa pela cor negra (contra o avermelhado da bock). No aroma, presença suave de malte tostado, café e caramelo, que se replicam no paladar, que começa amargo no primeiro toque na língua (café é a primeira lembrança) até tornar-se adocicado e finalizar levemente amargo.

Bem gostosa e leve, a Bock Damm não prima pela complexidade, mas se porta muito bem no copo. É o tipo de cerveja que, caso fosse brasileira, teria um bom mercado a se explorar. Porém, sendo espanhola e chegando ao Brasil entre R$ 8 e R$ 12 a garrafinha (bonita) de 250 ml fica difícil. Mesmo assim, apesar da falta de personalidade, eis uma boa pedida para se procurar em terras catalãs.

Teste de Qualidade: Bock Damm
– Produto: Dunkel Munick
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,95/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Top 10 Cervejas Européias, Viagem 2008, por Marcelo Costa (aqui)
– Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza em Madri (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
25/07/2011 - 19:40

Cerveja com fruto amazônico

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A Amazon Beer (www.amazonbeer.com.br), cervejaria de Belém do Pará (e, segundo eles, a única cervejaria 100% artesanal da região) sob a coordenação do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli, inspira-se na tradicional Lei Alemã de Pureza, de 1516, mas incrementa a tradição (água, malte e lúpulo) com produtos da região, como o bacuri (fruto típico da Amazônia) – na Bacuri Beer.

Para sua primeira investida nacional, a cervejaria paraense apresenta dois dos seus seis rótulos (River, Forest, Weiss, Red, Black e Bacuri Beer), as “comportadas” pilsens Amazon Forest (standard lager levíssima de apenas 3,5% de teor alcoólico pensados para o calor da região amazônica) e a Amazon River, uma premium lager tipo exportação de teor alcoólico de 4,8%.

Porém, o que a gente quer realmente saber é: qual o sabor desta Bacuri Beer? Alguém já experimentou? Conta pra nós.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/07/2011 - 16:10

Opinião do Consumidor: Göttlich Divina!

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Elaborada pelo mestre cervejeiro Leonardo Botto (associado fundador e atual Presidente da ACervA Carioca – Associação de Cervejeiros Artesanais Cariocas), as Göttlich Divina! Pilsen e Weiss nasceram após uma visita ao Monastério de Weihenstephan, em 2007 (casa de uma das melhores Weiss do mundo, a Weihenstephaner). A visita rendeu a exportação dos lúpulos e leveduras Weihenstephan e Hallertäu, da Alemanha e Saaz, da República Tcheca, que aqui encontram o Tropical Guaraná da Amazônia em uma receita bastante particular.

Na versão pilsen da Göttlich Divina!, o aroma é marcado pela presença de lúpulo floral e malte encobrindo o tão esperado guaraná, que fica na retaguarda meio que causando um charme. Na boca, no entanto, o guaraná se faz muito mais presente (ainda que discreto – a intenção pelo jeito não era fazer uma cerveja doce, mas sim uma pilsen aromática e um tiquinho adocicada), principalmente no primeiro toque na língua, adocicado (com lembrança de mel). O amargor aparece no final marcando o céu da boca e a garganta. Muito boa.

Já na versão Weiss, o aroma é totalmente ocupado pelo tom de banana (escondendo o guaraná), característica básica de uma boa Weiss (aqui reforçada pela valorização do fermento Weihenstephan). No paladar, altamente refrescante, a banana se acentua ainda mais e o conjunto se torna mais adocicado do que o de uma Weiss comum. O guaraná desaparece no conjunto e surge discretamente no final – mas é o responsável pelo delicioso dulçor da cerveja e também por deixa-la bem mais encorpada que uma Weiss tradicional.

As duas Göttlich Divina! estão sendo fabricadas pelo Opa Bier e distribuídas pela On Trade. Os preços variam entre R$ 13 e R$ 15 (a garrafa de 600 ml) e ambas são ótimas cervejas que podem surpreender na mesa. A presença do guaraná é delicada e acentua qualidades nas duas versões. Vale muito experimentar.

Teste de Qualidade: Göttlich Divina! Pilsen
– Produto: Pilsen
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,19/5

Teste de Qualidade: Göttlich Divina! Weiss
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,20/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Weihenstephan, a cervejaria mais antiga do mundo (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Recomendamos Tags:
30/06/2011 - 10:21

Trailer do documentário “Cerveja Falada”

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“Diga lá Marcelo, estava conferindo no teu blog os posts sobre cerveja – quem escreve é o Demétrio da banda Repolho.

Fizemos um doc recentemente, “Cerveja Falada”, sobre um cervejeiro de SC, Canoinhas, em que a vida foi toda ela voltada para a produção artesanal de cerveja. Segue o trailer:”

Quer conhecer mais do documentário? Escreva para Demétrio Panarotto: demetriopanarotto@gmail.com

Autor: - Categoria(s): Recomendamos Tags:
29/06/2011 - 22:40

Opinião do Consumidor: Red Stripe

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A Desnoes and Geddes Limited (D&G) é uma empresa jamaicana fundada em 1918 em Kingston que produz cervejas e refrigerantes. O carro chefe da casa é esta Red Stripe, uma lager sem graça que patrocina a equipe de bobsleigh da Jamaica (bobsleigh? algo como uma corrida de trenó!) e que faz um sucesso danado no Inglaterra, um país cuja cerveja clara mais famosa é belga (Stella Artois) e a escura é irlandesa (Guiness).

Os Estados Unidos até tentaram resistir quando a Diageo (toda poderosa distribuidora da Smirnoff, do Johnnie Walker, do Baileys, da Guiness e da Jose Cuervo) comprou 51% da D&G e tentou enfiar goela abaixo dos norte-americanos a faixa vermelha. A Red Stripe não repetiu o êxito europeu, mas ainda assim é facilmente encontrada em território ianque.

Leve e refrescante como uma tradicional american lager (que aqui do lado debaixo do Equador são conhecidas como pilsens), a Red Stripe é indicada apenas para matar a sede em dias quentes. E olhe lá. Esqueça o quesito complexidade. O sabor do malte está por ali, escondido, mas o amargor acentuado no final chega a incomodar. Comparada aos títulos nacionais, Bohemia ou Original são muito melhores. E mais baratas…

Teste de Qualidade: Red Stripe
– Produto: Pale Lager
– Nacionalidade: Jamaica
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 2,26/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor Tags:
19/06/2011 - 10:36

Opinião do Consumidor: St Landelin Mythique

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Da mesma cervejaria francesa que distribui a La Divine, a Amadeus (“uma cerveja branca excepcional”, dizem os donos), a La Bière du Démon (“a cerveja loura mais forte do mundo”) e a Bière du Désert, apresentada como o “champagne das cervejas”, surge a St Landelin Mythique que, consta a lenda, era produzida pelos monges da Abadia Crespin exatamente onde o fundador da abadia, St Landelin, descobriu uma fonte de água mineral natural.

O belga São Landelin, que viveu entre 625 e 686, era um ex-bandido que se converteu ao cristianismo tendo fundado três mosteiros (Lobbes, Crespin e, segundo créditos, Aulne). O segundo deles, fundado em 651 na vila francesa de Crespin, duas horas e meia distante de Paris (40 minutos de Lille), foi onde nasceu a Mythique, uma das mais antigas cervejas de abadia da França (hoje produzida pela Brasseurs de Gayant à Douai), loura, leve e forte como uma boa belga.

Apesar dos 7.5% de graduação alcoólica, a St Landelin Mythique é extremamente leve. Um dos motivos é a utilização do sistema dry hopping, em que o lúpulo entra na mistura apenas na fase de fermentação com a função de incrementar ainda mais o aroma sem aumentar seu amargor. No caso da Mythique funciona muito bem. O aroma floral é suave (com uma queda para o cítrico – mais laranja) e o sabor levemente adocicado (de poucas nuances) com final amargo de curta duração batendo na garganta.

A St Landelin Mythique está chegando ao Brasil em sua versão 750 ml com o preço (salgado) entre R$ 40 e R$ 50. É um bière de garde interessante e bem boa (sinceramente, gostei), mas talvez com esse dinheiro valha investir em outras definitivamente melhores. Uma Chimay, por exemplo.

Teste de Qualidade: St Landelin Mythique
– Produto: Bière de garde
– Nacionalidade: França
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,20/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
19/05/2011 - 11:32

Opinião do Consumidor: Bière du Désert

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“Na Les Brasseurs De Gayantt, a cerveja ainda é preparada com o mesmo cuidado que um bom vinho”, avisa o site oficial da cervejaria francesa que produz, desde 1919, um catálogo de bons títulos cujos destaques são a La Divine, a Amadeus (“uma cerveja branca excepcional”, dizem os donos), a La Bière du Démon (“a cerveja loura mais forte do mundo”) e a Bière du Désert, apresentada como o “champagne das cervejas”.

Localizada em Douai, cidadezinha com pouco mais de 40 mil habitantes pertinho de Lille e da fronteira com a Bélgica, a Les Brasseurs De Gayantt é a segunda maior cervejaria independente da França (país cujas cervejas especiais representam 27% do mercado), e tem bastante influência do vizinho: Alain Dessy, mestre cervejeiro da casa, formou-se em engenheira cervejeira na Universidade de Louvain, Bélgica.

Primeira influência clara: os franceses seguiram a risca a tradição belga e conseguiram colocar 7,2% de teor alcoólico em uma cerveja levíssima, a Bière du Désert. Mesmo possuindo quase o dobro alcoólico de uma lager tradicional, a Bière du Désert impressiona pela leveza: em nenhum momento o álcool se faz presente. Eles conseguiram esconder o álcool, mas esqueceram de dar personalidade ao conjunto.

Refrescante como uma lager tradicional, a Bière du Désert tem um leve amargor e uma presença tão suave de lúpulo e malte que quase são imperceptíveis. A única qualidade da Bière du Désert, no final das contas, acaba sendo o modo como ela disfarça a forte presença de álcool, o que é muito pouco, vamos combinar. Na França, se tiver que escolher uma cerveja, vá de qualquer uma das Jenlain.

Bière du Désert só se tiver calor. E olhe lá.

Teste de Qualidade: Bière du Désert
– Produto: Lager
– Nacionalidade: França
– Graduação alcoólica: 7,2%
– Nota: 2,94/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six” (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
02/05/2011 - 06:00

Opinião do Consumidor: Licher Weizen

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A Licher Privatbrauerei é uma cervejaria fundada na cidade de Lich, na Alemanha (pertinho de Frankfurt). O pai do fundador costumava fazer cerveja para os moradores e viajantes que passavam por sua pousada. Johann, o filho, decidiu investir no negócio, e abriu a cervejaria em 1854. Apesar dos mais de 160 anos de cervejaria, a versão weiss só começou a ser fermentada em 2006.

A característica básica do estilo já marca a Licher Weizen no aroma carregado de banana e cravo – ainda assim menos intenso do que os cânones do gênero. O sabor segue a risca a toada deixada pelo aroma: todos os detalhes de uma weiss estão presentes (banana, cravo, mel), mas a leveza a torna diferente, pois a Licher mantém um tom equilibrado e seco no conjunto, agradando bastante.

Os fãs da weiss tradicional (da alemã Weihenstephaner a nacional Bohemia Weiss) talvez estranhem as referências comportadas nos primeiros goles, mas a Licher Weizen tem poder de conquista a longo prazo (ou a meio copo). Já aqueles que desprezam as cervejas de trigo podem até se impressionar com esta alemã que aposta no equilíbrio e na simplicidade, e consegue um ótimo resultado (por um bom preço).

Teste de Qualidade: Licher Hefe-Weizen
– Produto: weiss
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 3,25/5

A Licher Weizen (versão de 500 ml) está chegando ao Brasil via Beermaniacs entre R$ 9 e R$ 12

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
28/04/2011 - 07:34

Opinião do Consumidor: Bernard Dark

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Em 1991, três tchecos venceram o leilão de privatização de uma pequena cervejaria fundada no século 16, em Humpolec, uma cidadezinha de 10 mil habitantes na fronteira da Bélgica com a França. A Bernard estava falida, mas os novos donos apostaram e conseguiram conquistar os belgas a ponto de, dez anos depois, ganhar um aporte financeiro da Duvel Moortgat, que colocou a Bernard na prateleira de 26 países.

Como diferencial, a Bernard optou por trabalhar a cerveja microfiltrada ao contrário da pausterizada, bastante comum no grande mercado. Deste modo, as Bernard passam por processos de fermentação, que duram de 7 a 10 dias, e maturação em caves, que pode chegar a 40 dias. O catálogo da casa traz mais de dez rótulos, entre eles a Bernard Dark, uma cerveja escura elaborada com quatro tipos de malte.

A tampa de pressão é um luxo, e assim que aberta derrama no ar o aroma reconhecível de malte tostado das cervejas escuras. Há algo de doce no conjunto que a suaviza e a diferencia em relação a outras lagers escuras – principalmente as britânicas, mais amargas e encorpadas. O padrão adotado é o tcheco. Há bastante similaridade da Bernard Dark com outras tchecas escuras, como a 1795 Dark, por exemplo.

Além do malte tostado, o aroma traz algo de ameixa e de frutas cítricas sem sugerir complexidade. O paladar, desde o primeiro toque na língua, é levemente adocicado com amargor quase zero. O toque na garganta lembra algo de açúcar caramelado que consegue esconder o malte torrado (que está ali sugerindo café e chocolate amargo, sem tanta convicção). No final, há um rastro de café que persiste por um bom tempo.

Há uma leveza excessiva e uma falta de complexidade na Bernard Dark que acabam comprometendo o resultado final. Os referenciais estão todos no lugar, mas ela é tão leve que você pode achar que está bebendo um copo d’água borrado de café. Na falta da ótima 1795 Dark, os fãs podem até despistar com a Bernard, mas a diferença saltará da boca nos primeiros goles. Eis uma cerveja que, mesmo premiada, é apenas ok.

Teste de Qualidade: Bernard Dark
– Produto: cerveja lager
– Nacionalidade: República Tcheca
– Graduação alcoólica: 5,1%
– Nota: 3,09/5

Leia também:
– 1795 Dark, leve amargor que mantém o gosto no paladar (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
28/03/2011 - 15:25

Opinião do Consumidor: Westvleteren 8

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Westvleteren é uma aldeia na província dos Flandres Ocidentais, na Bélgica. A cidade (quase na fronteira com a França) é conhecida por dar nome a uma cervejaria fundada em 1838 na abadia trapista de Saint Sixtus, que já foi apontada por especialistas como fabricante da melhor cerveja do mundo. O título que daria orgulho para muitas cervejarias não foi visto com bons olhos no monastério. “Nós fazemos a cerveja para viver, mas não vivemos para a cerveja”, avisou o coordenador do claustro, Mark Bode, em entrevista (imperdível) ao tablóide britânico The Independent.

“Os monges acreditam que o mais importante é a vida monástica, não a cervejaria”, continua Mark, lembrando que a produção de cerveja da Westvleteren visa apenas financiar a comunidade – assim como as outras cinco cervejarias trapistas belgas conduzidas por religiosos (a saber: Westmalle, Achel, Chimay, Rochefort e Orval). Eles levam a regra tão à sério que você não irá encontrar as Westvleteren para comprar em empórios ou distribuidores: desde 1941 ela é vendida unicamente no mosteiro, com cota máxima de cinco caixas de 24 garrafas para cada pessoa, e o cliente tem que prometer não vender a cerveja! Você sabe, Deus está vendo.

Essa número 8 da foto acima chegou a minhas mãos como um presente especialíssimo do Guilherme Tosi (@guilhermetosi), que visitou o mosteiro e comprou um pack de seis cervejas. A garrafa não traz rótulo, mas a tampinha leva o brasão da casa e exibe a validade – neste caso, maio de 2013 – além de avisar que você está diante de uma cerveja de 8% de graduação alcoólica. Eles ainda fabricam uma versão loura, de 5,8%, que é liberada para consumo dos próprios monges, e uma número 12 (de 12% de graduação alcoólica), a vedete da casa eleita a melhor do mundo pelo site independente norte-americano Rate Beer – para desespero da comunidade.

No caso da número 8, o aroma é seco e perfumado (maçã em destaque) com notas de cravo, ameixa e nozes – e algo que lembra muito a madeira (e conquista logo que a cerveja é derramada no copo). O sabor, maravilhoso, é encorpado, mas suave. O primeiro toque é adocicado, então um leve amargor se faz presente e ambos vão se revezando (de forma impressionante) sem que um prejudique o outro. Há algo de frutado (ameixa e cereja) e um adocicado que remete diretamente a açúcar mascavo (mas sem o melado). O malte torrado aparece discretamente ao lado do álcool, extremamente bem balanceado no conjunto de uma cerveja espetacular.

Não tem muito mais o que falar. É uma das melhores cervejas do mundo, ponto. Favorite o site do mosteiro (aqui) e leia, ainda, a entrevista rara que o monge Mark Bode concedeu ao The Independent (aqui). E coloque como meta um dia conhecer o lugar. Você não vai se arrepender.

Ps. Tosi, novamente, obrigado \o/
Ps 2. Nunca terminar uma cerveja deu tanta dor no coração.

Teste de Qualidade: Westvleteren

– Westvleteren 8
– Produto: Dark Strong Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 8%
– Nota: 5/5

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
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