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24/11/2009 - 01:01

Top 5 cachaças artesanais

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cachaça

Faz muito tempo que não publico nada por aqui, então resolvi tirar o atraso e falar de uma das minhas bebidas prediletas, a cachaça. Ok, podem dizer que isso é coisa de bebum, mas confesso que não sou do tipo que recusa uma dose da “marvada”. E se você não sabe como apreciar uma boa cachaça, clique aqui e volte ao post em que falo sobre isso.

E mesmo que você não goste de tomar cachaça pura, vale a pena investir numa bebida de qualidade até na hora de preparar uma caipirinha. (E caipirinha, pra mim, tem que ser de cachaça! Não custa reforçar…) Quem gosta de vodca sabe que a qualidade da bebida faz diferença na hora de beber e até mesmo depois: na ressaca. Pois com a cachaça é a mesma coisa. Usar uma bebida de qualidade faz toda a diferença também numa caipirinha. E vale o investimento!

Eu não costumo tomar cachaça industrializada, embora às vezes acabe recorrendo a uma Ypióca ou uma Sagatiba na falta de outra. Mas elas nem se comparam a uma cachaça artesanal. E para os iniciantes na bebida, recomendo começarem com elas (nada de 51, ok?). Por isso, faço abaixo um ranking com as minhas cinco marcas de cachaça artesanal preferidas, seja para beber pura ou para desgustar com limão, açúcar e gelo.

5. Seleta (Salinas/MG)
4. Serrinha (Lavras/MG)
3. Boazinha (Salinas/MG)
2. Germana (Nova União/MG)
1. Santo Grau (Coronel Xavier Chaves/MG)

Santo Grau

Perdoem o bairrismo, mas minhas preferidas são mesmo todas de Minhas Gerais. =)

Em São Paulo, você pode encontrar uma cartela de cachaças bastante variada no Veloso Bar e no Paralelo 12:27, ambos localizados na Vila Mariana.

Você também é apreciador de cachaça? Então faça o seu top 5 nos comentários abaixo!


Anamaria Rinaldi, ou Aninha, é apaixonada por futebol, carros, Fórmula 1, beisebol e futebol americano, mesmo ouvindo todos os dias que isso é coisa de menino. Aprecia uma boa cachaça e adora tomar caipirinha (principalmente de limão e frutas vermelhas), mas não abre mão de uma cerveja gelada enquanto vê uma partida de futebol na TV.

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Recomendamos Tags: , , , , , , , , , ,
07/10/2009 - 08:55

Opinião do Consumidor: Cerveja Backer

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backer.jpg

Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.

Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.

A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.

Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser aprecidado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.

As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas europeias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.

Teste de Qualidade: Backer
– Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil

Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5

Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5

Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5

Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5

Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/

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Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags: , , , , , , ,
22/08/2008 - 09:02

Cachaça de raiz de pica de anta

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Cuiabá não é chamada de Hell City por acaso, a cidade é um forno. Nos dias em que estive lá era comum o termômetro da rua marcar 37º durante o dia e 31º à noite – isso que um motorista disse que tivemos sorte, porque havia chovido no fim de semana anterior. Devia querer me convencer que, como era começo de agosto, estávamos no inverno.

Quem reclamava do tempo seco em São Paulo precisa sentir um pouquinho só o que é Cuiabá. Basta dizer que eu entrava no quarto e corria para a pia do banheiro encher a boca de água pra acabar com a secura. Para combater esse estado, só mesmo muita água e um delicioso refrigerante Marajá sabor maçã verde que compramos eu e um amigo. Não é brincadeira, o refrigerante era bom mesmo.

Bem, almoçávamos todos os dias no restaurante Regionalíssimo, com comidas típicas da região, feitas à base de muito peixe (especialmente Pacu) e bem temperadas com pimenta. As bebidas típicas da região também marcavam presença. Em uma mesa ao lado da porta de entrada havia várias delas, cachaças e licores de todos os tipos. Olhando a foto, não é difícil descobrir qual a mais pitoresca e que todos tomavam.

No primeiro dia relutei em beber a tal da cachaça de raiz de pica de anta, mas no sábado não teve jeito. O sabor era meio seco e o líquido desceu queimando a garganta. Confesso que não senti nenhum gosto peculiar. Mesmo assim, é uma boa cachaça para se ter em casa e tomar com os amigos antes daquele almoço de final de semana. Vale, pelo menos, pelo inusitado da coisa.

De qualquer forma, em termos de bebidas regionais de Cuiabá, eu fico com a Marajá de maçã verde. Juro que tem gente pensando em trazer várias para São Paulo.

Me apresentando: Tiago Agostini, trabalho na home do iG e sou responsável pelo blog Balada do Louco. Em tempos de menos dinheiro (a tal da adolescência) já tomei muita vodca e cachaça baratas com qualquer refrigerante que houvesse. Hoje bebo basicamente cerveja e caipirinha, mas não dispenso uma boa dose de tequila (gosto de vinho, mas beber sozinho é deprimente). Para mim, a melhor cerveja é a Heineken. Prefiro Original a Bohemia e Brahma a Skol, mas como todo bom gaúcho afirmo que a melhor cerveja nacional é a Polar.

Crédito da foto: Cirilo Dias flickr do Urbanaque

Autor: - Categoria(s): Mato Grosso Tags: , , ,
20/08/2008 - 18:00

Você já tomou Na Bunda?

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Você já tomou Na Bunda?

Com todo respeito, por favor. A picante aguardente de cana grossa envelhecida em tonéis de pau barbado e produzida no município de Cacete Armado de pai para filho desde 1924 (clique nas fotos ao lado para ler mais detalhes do hilário rótulo da cachaça) é apenas uma das várias vedetes que circulam nos balcões do Porto da Pinga, cachaçaria de Paraty (endereço no fim do post). Neste caso, porém, a piada é mais importante que a cachaça (de terceira linha), por isso, deixe-a para o final da noite.

Antes, prove nomes como Canarinha, Boazinha, Lua Cheia, Seleta, Prosa e Viola (todas de Salinas, MG), Claudionor e Januária Centenária (Januária, MG), Germana (Nova União, MG), Benvinda (Patos de Minas, MG), Paratiana (Paraty, RJ), Maria Izabel (Paraty, RJ), entre outros, apreciando o sabor, degustando mesmo. Tome uma Providência (Buenópolis, MG) e, se a grana estiver sobrando, pense em encarar uma dose da mítica Anízio Santiago (Salinas, MG), que pode custar entre R$ 20 e R$ 30 (a dose, não a garrafa).

Curta o cardápio escolhendo as pingas pelas madeiras dos tonéis e, quando estiver preparado, tente encarar a botija com aguardente Pirahy (Volta Redonda, RJ) envelhecida com cobra. Você não tem nem tempo de pensar. O barman coloca o jarro na sua mesa e antes de você perguntar algo, ele mesmo enche o copo e vira a dita. Se ele não cair nos próximos dez segundos, não perca o brio: encha o copo, vire de uma vez e bata na mesa. Apenas tenha cuidado quando sair. Caminhar no Centro Histórico de Paraty pode ser uma aventura. Aqueles paralelepípedos…

Ps. Este blogueiro não tomou Na Bunda… apenas deu uma bicadinha nela! :)

Restaurante e Cachaçaria Porto da Pinga
Rua Matriz, 12, Centro Histórico, Paraty-RJ
(24) 99074370 / (24) 99580121

Leia também: XXVI Festa da Pinga de Paraty 2008 termina domingo

Autor: - Categoria(s): Recomendamos Tags: , ,
20/08/2008 - 10:59

XXVI Festa da Pinga de Paraty

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Paraty é uma cidade do litoral fluminense que além de abrigar um Centro Histórico tombado pelo Patrimônio Nacional (considerado pela UNESCO o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso do país) e uma das festas internacionais de literatura mais badaladas do país (a FLIP), mantém em seus arredores oito alambiques que produzem cachaças como a Maria Izabel e a Corisco (11º e 14º lugares do ranking Playboy, respectivamente).

A cidade, no entanto, já teve mais de 300 alambiques em uma história de paixão pela marvada que remonta ao período colonial. Em 1908, na Exposição Industrial e Comercial do Rio de Janeiro, a cidade recebeu a Medalha de Ouro com a Pinga Azuladinha, a famosa “azulada do Peroca”, que já não é mais fabricada, mas ajudou (junto com outras cachaças) a criar a fama da cidade, que desde 1983 dedica um espaço no calendário para o Festival da Pinga.

Neste ano, a XXVI edição do Festival começou no fim de semana passado (15 de agosto), e segue acariciando a garganta dos amantes da cachaça até o próximo domingo, dia 24 de agosto, com barracas de cachaça, artesanato, música caipira e show do cantor Fagner como ponto alto, no próximo sábado, às 23h, no estacionamento da Praça da Matriz, no Centro Histórico da cidade.

Se você não quer (ou não poderá) fazer “borbulhas de amor à luz da lua” neste fim de semana, saiba que o cardápio de pingas na cidade fica aberto o ano inteiro. Inclusive, neste festival, a cidade distribui para os restaurantes a Carta da Cachaça, uma forma de inserir no cardápio de drinques, sobremesas e pratos, produtos feitos à base da cachaça de Paraty. Porém, como você deve imaginar, nem só de cachaça de Paraty vive os bares e cachaçarias locais, mas isso é assunto para o próximo post.

XXVI Festa da Pinga de Paraty
Programação para os próximos dias

20/08/2008 (Quarta-feira)
20h – Cineclube Paraty “Seo Chico, Um Retrato” – Casa da Cultura

21/08/2008 (Quinta-feira)
16h – Rodada de Palestras
“A História e a Produção de Cachaça” – Casa da Cultura
21h – Abertura Oficial do XXVI Festival da Pinga
22h – Fábio Biggie

22/08/2008 (Sexta-feira)
21h – DJ Lívio
21h – Concurso da Rainha do Festival
22h – Cia Dança & Arte de Paraty
23h – DJ Lívio

23/08/2008 (Sábado)
22h – DJ Macaco
23h – FAGNER
00h30 – DJ Macaco

24/08/2008 (Domingo)
21h – Bebeto & Banda

LOCAL: Estacionamento Praça da Matriz – Centro Histórico

Foto: Mac

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Me apresentando: sou Marcelo Costa, o Mac, 38 anos. Sou editor do Scream & Yell e escrevo uma coluna sobre música, a Revoluttion, aqui no iG. Comecei com a Keep Coller no colégio e passei pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até me apaixonar pelas cachaças. Hoje em dia, socialmente, vou de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebo água, prefiro coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Paraty, Recomendamos, Rio de Janeiro Tags: , , ,
18/08/2008 - 18:07

A melhor caipirinha de São Paulo

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Não aceito os rótulos de “pinguça” (que palavra mais feia) ou “cachaceira”, mas faz alguns anos aprendi a apreciar o sabor de uma boa cachaça. Tudo começou quando um grupo de amigos resolveu escrever um livro sobre a bebida. Fiquei conhecendo a história da branquinha, que chegou no Brasil junto com os colonizadores portugueses e suas mudas de cana-de-açúcar, e provei marcas de todo o País, principalmente de Minas Gerais.

Pura ou como ingrediente da caipirinha, a bebida está cada vez mais conquistando novos consumidores, homens e mulheres. E para quem gosta do destilado de cana e quer experimentar uma ótima caipirinha, recomendo ir ao Veloso Bar, na Vila Mariana.

O drinque pode ser feito com as cachaças Velho Barreiro (R$ 10,00), Boazinha, Claudionor, Germana, Lua Cheia, Meia Lua, Sagatiba, Salineira, Santo Grau, Montanhesa, Seleta, Nega Fulô, Espírito de Minas ou Salinas (todas por R$12,50), à escolha do cliente.

Ao todo são 12 tipos de frutas disponíveis, sendo que as mais pedidas são (além da tradicional de limão) jabuticaba, frutas vermelhas e limão com gengibre. Confesso que ainda não provei todos os sabores (já vou avisando: caipirinha pra mim não tem que ser de limão pra receber essa alcunha), mas nem é preciso. As caipirinhas de tangerina e de jabuticaba são sensacionais e com certeza valem uma ida ao local.

  

Além de provar a melhor caipirinha de São Paulo, vale a pena experimentar a porção de coxinha de frango (R$13,20 com seis unidades), que sem dúvida também está entre as melhores da cidade. O prato conquistou o terceiro lugar como “Melhor Petisco” na votação do Boteco Bohemia. E por falar em prêmios, o barman do Veloso, o Souza, foi eleito “Barman do Ano” pela Veja São Paulo por dois anos consecutivos, em 2005 e 2006.

Veloso Bar
Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
Tel.: (11) 5572-0254

Crédito//Fotos: Flickr Capitu

Me apresentando: Sou jornalista, fanática por futebol, carros, fórmula 1 e futebol americano, além de, claro, cachaça. Aprecio uma boa cachaça artesanal, mas não abro mão de uma cerveja gelada enquanto vejo uma partida de futebol.

Autor: - Categoria(s): Recomendamos, São Paulo, Vila Mariana Tags: , , , , ,
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