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Arquivo da Categoria Utilidade pública

27/08/2009 - 12:12

Beber até morrer: quantas doses são necessárias para matar você?

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O site Barstools criou uma calculadora para determinar quantas doses de sua bebida favorita são necessárias para matar você (se elas forem consumidas em um intervalo de três horas).  Sim, o humor é negro, mas a brincadeira é bem divertida!

A ferramenta está em inglês, mas é bem simples. Escolha primeiro o drinque, coloque o seu peso (não esqueça de selecionar a opção kilograms para a medida) e se você é homem (male) ou mulher (female).

Clique aqui para descobrir a dose fatal de seu drinque favorito.

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06/08/2009 - 15:19

Compre a vodca e leve um… bafômetro?

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Gente, olha que coisa… er… interessante

A vodca polonesa Sobieski (nunca bebi, alguém recomenda?) criou um pack promocional para o dia dos pais. Você compra duas garrafas de vodca e ganha um… bafômetro. Gente!

Sabe que até eu, que sou do time das cervejinhas e do táxi, fiquei com vontade de experimentar? O bafômetro, não a vodca!

Autor: - Categoria(s): Utilidade pública Tags:
05/06/2009 - 12:50

Meus cinco botecos preferidos em SP

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Na mesa do Veloso

A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.

Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck. O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e, como já me lembraram nos comentários, o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…

Veloso
É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. O chopp é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.

As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo a namorada dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.

Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.

Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
http://www.velosobar.com.br/

Exquisito
Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Éum lugar bom para beber com amigos. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.

Rua Bela Cintra, 532, Consolação
http://www.exquisito.com.br

Esquinão do Fuad
Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” de uma ex-namorada, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar – nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. Ligelena é fã do lugar.

Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia
http://www.esquinagrill.com.br

Bar do Zé
Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater “Bar do Zé + Maria Antônia” no Google. hehe

Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque

Charm
A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci minha namorada, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da comunidade do bar no Orkut discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão… risos

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E então, quais são os seus botecos preferidos em Sâo Paulo?

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Me apresentando: Marcelo Costa, o Mac, 38 anos. Sou editor do Scream & Yell. Comecei com a Keep Coller no colégio e passei pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até me apaixonar pelas cachaças. Hoje em dia, socialmente, vou de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebo água, prefiro coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Se meu copo falasse..., Sem categoria, Utilidade pública Tags:
19/02/2009 - 00:48

Absolut por 50 reais em Salvador

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Olha a vodca barata aê, geeeente!SIM! Você não leu errado. Se tem a sorte de estar em Salvador, corra para o Sam’s Club, onde uma linda garrafa de vodca Absolut Masquerade o aguarda por carnavalescos R$ 50,00. Repito: CINQUENTA REAIS!

Só não sei se a promoção está valendo para outros Sam’s Club do Brasil. Quem tiver essa valiosa informação pode comentar aqui pra ajudar o pessoal?

Autor: - Categoria(s): Utilidade pública Tags:
20/12/2008 - 09:55

Champanhes com desconto? O Bebidinhas dá a dica!

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O clube de compras Coquelux vai somente neste domingo (dia 21) e na segunda (dia 22) oferecer champanhes da distribuidora francesa Part des Anges com até 45% de desconto.

O clube é fechado, mas os leitores do Bebidinhas podem conferir e comprar as bebidas clicando aqui.

Autor: - Categoria(s): Utilidade pública Tags:
12/12/2008 - 19:59

Um passeio no Empório Santa Maria

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A importadora de vinhos Expand está com o dólar a R$ 1,60 e fui com Guto visitar a loja que fica dentro do Empório Santa Maria (aqui em São Paulo) em busca de um prosecco pra fazer uma pauta de bebida de natal pro Bebidinhas. Ai, os sacrifícios que a gente faz por esse blog… ;)

Sim, os preços estão suuuuper amigos, não só na Expand, como também no Empório Santa Maria, que tem uma seleção incrível de bebidas. Foi lá que descobrimos a caixa especial de Cointreau para fazer Cointreau-politans (sim, Cosmopolitans de Cointreau) e a caixa da Chivas com um DVD do “Shine a light”, o documentário dos Stones de Scorsese. A caixa do Contreau estava por R$ 57,90 e a do Chivas, R$ 105. A foto é tosca porque tirei do celular, tem uma bonita no Trecos.

Dá pra ficar horas admirando as garrafas e pegando dicas com as atenciosas demonstradoras. Diante de meu espanto com a beleza das garrafas de vodca, uma delas me disse que fabricantes apostam em garrafas mais modernas para as vodcas porque é uma garrafa de jovem. Já as de uísque são mais tradicionais, porque têm um público mais velho. “Uísque de jovem é Red Label, e os apreciadores dizem que eles estragam a bebida ao misturar com energético”, a moça me disse. E não é que é verdade?

Pra completar, dava pra degustar copinhos de sorvete de chocolate com laranja, Cointreau e de uísque Jim Bean. Já se programou pra dar um pulinho lá? Se você não está em São Paulo, não fique triste. O Empório Santa Maria entrega em todo o Brasil.

Autor: - Categoria(s): Jardins, Recomendamos, São Paulo, Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: ,
05/12/2008 - 08:00

Top Ten Cervejas Européias

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Entre julho e agosto passei 40 dias na Europa assistindo a shows, conhecendo alguns pontos turísticos do velho mundo e… bebendo cerveja. Era verão, o que não quer dizer muita coisa se você está na Escócia (e, às vezes, na Bélgica), mas faz toda diferença quando o assunto é Espanha, França ou Inglaterra (imagina: peguei uma semana inteira de sol em Londres!). Amigos ficaram decepcionados quando contei que não bebi uísque nacional na Escócia, mas meu lance era outro.

Assim que abri a primeira cerveja na Bélgica (na verdade, a primeira latinha foi aberta ainda sobre o Atlântico), um novo mundo se abriu com várias novidades. As cervejas belgas, sem dúvida, conquistaram o meu coração. As alemãs desceram bem – e a Beck’s, cerveja que me acompanhou no show do Radiohead em Berlim, está sendo vendida no Brasil – mas eu esperava mais. As escocesas foram uma completa decepção (a Tennents, que patrocina o T In The Festival é tão leve que parece água).

A Espanha, ao contrário, foi uma surpresa. E até a Heineken, que está entre as marcas que mais detesto no Brasil, se mostrou agradável em Benicassim. A Inglaterra também não surpreendeu (Newcasttle, John Smith’s), mas era de se esperar já que as cervejas preferidas dos ingleses são a irlandesa Guiness e a belga Stella Artois. No fim das contas foram umas 40 marcas de cerveja diferentes em 40 dias de viagem das quais selecionei 10 para este singelo Top Ten. Não tem nada de definitivo nem de especialista aqui. É apenas opinião de consumidor. Anote as dicas e experimente.

10) San Miguel (Espanha) 4,8%

Nos sites de especialistas ela não tem uma boa classificação, mas foi uma ótima companheira nas caminhadas pelo bairro gótico de Barcelona e também em alguns passeios em Madri. Sabor forte, metalizado, que você acostuma após a segunda latinha. Há, também, uma versão especial cuja receita segue a da primeira feita em um convento situado nas Filipinas.

09) Amstel (Holanda) 5,0%

Apesar de ter bebido algumas garrafas de um litro na beira da praia em Benicassim, na Espanha, essa cerveja é natural da Holanda e leva o nome do rio que corta Amsterdã, capital do país. Divide o mercado holandês com a Heineken, mas é um pouco mais forte (nem tanto assim) e mais amarga que a concorrente (que também faz sucesso na Espanha). Nasceu em 1883.

08) CruzCampo (Espanha) 4,8%

É uma cerveja pale lager suave que lembra muito as marcas brasileiras. È suave e refrescante e me acompanhou durante a estadia em Málaga, na Andaluzia, sob o sol de 40 graus que acariciava a praia banhada pelo Mediterrâneo. Segundo o rótulo, é fiel à receita original de 1904. Há, ainda, uma versão Especial bastante saborosa com 5,7% de grau alcoólico. Extra: é a cerveja que patrocina a seleção espanhola.

07) Orval (Bélgica) 6,2%

Orval é um mosteiro belga fundado em 1070 que fica perto da fronteira com a França. É de lá que sai uma das cervejas trapistas (produzida em abadia católica) mais famosas do mundo. A cerveja começou a ser produzida apenas em 1931 como forma de angariar fundos para a reconstrução da abadia destruída na Revolução Francesa. Sua produção ainda é feita na abadia sob a supervisão de 11 monges, e sua receita é um segredo absoluto. Bebi na praça central de Leuven. É uma cerveja forte, densa, que sobe que é uma beleza. Para tomar devagar, com cuidado e sonhar com anjos.

06) Köstritzer (Alemanha) 4,9%

Primeira cerveja escura e alemã da lista, a Köstritzer é a cerveja preta mais famosa da Alemanha. Fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516), a Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Deverá surpreender os fãs da docinha Malzbier nacional. Conta a história que Goethe, quando estava doente e impossibilitado de comer, se alimentava desta cerveja. Sabor forte e encorpado. Bebi caminhando pela ex-Berlim Oriental.

05) Mahou (Espanha) 5,5%

Pronuncia-se Mau, e se você for de Ibéria para a Europa não pense duas vezes: peça Mahou no almoço/jantar, no café da manhã ou antes de dormir e, se possível, faça amizade com os comissários de bordo para o caso da sede bater em algum horário diferente. É levíssima, de grau alcoólico elevado (para os nossos padrões, não para os belgas) e é uma ótima maneira de entrar no mundo das cervejas européias, já que lembra bastante as nacionais, mas é mais saborosa. Existe uma versão clássica, mais fraca. Deixe de lado e vá atrás da versão 5 Estrellas datada de 1969. Bebi em vários lugares da Espanha.

04) Voll-Damm (Espanha) 7,2%

Eu tinha certeza de que essa cerveja era alemã quando a peguei em uma lojinha de Madri, mas descobri depois que ela era de Barcelona. Cerveja quase escura cuja marca patrocina o festival de jazz da cidade. O rótulo ainda informa que ela ganhou o prêmio de melhor cerveza strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards. Extremamente saborosa. Uma delicia. Recomenda-se, porém, ir devagar. Seu alto teor alcoólico (para brasileiros, belgas e espanhóis) sobe rapidinho. A mesma cervejaria fabrica a Estrella Damm, clara, que poderia ter conseguido um lugarzinho nessa lista e serviu de consolo para a perda do show de Tom Waits, em Barcelona.

03) Hoegaarden (Bélgica) 4,9%

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden, também conhecida como White Beer, possui um processo de fabricação único e complexo: a primeira etapa é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas. Além de seu processo de produção diferenciado, ela contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico. É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Bebi várias em… Londres.

02) Leffe (Bélgica) 6,5%

Fui recebido em Leuven, cidade da Stela Artois, por uma belga, a Odile (que abrigou a mim e a um amigo, Carlos, durante os nossos dias de Rock Werchter). Ela preparou um jantar e, a certa altura, perguntou se gostávamos de cerveja. Resposta assertiva e, na seqüência, uma Leffe Blonde (que, segundo ela, era guardada para as visitas). Foi paixão ao primeiro gole que, em seguida, tive que dividir com a versão Brune, mais saborosa ainda. Segundo os fabricantes, ela mantém a mesma receita desde 1240, quando surgiu feita pelos monges da antiga abadia de Leffe. A clara tem um sabor forte e é levemente adocicada no final. A escura é mais encorpada. A paixão foi tanta que a bebi, ainda, em Glasgow, em Paris e em Londres. E mantenho sempre umas cinco (tanto dela quanto da Hoegaarden) na geladeira para o caso da saudade bater mais forte.

01) Duvel (Bélgica) 8,5%

Tirem as crianças da sala. O negócio aqui é sério. Quer sentir o clima: o nome desta excelência em cerveja, traduzido, quer dizer “Diabo”. Eita cervejinha danada. Eu e o Carlos a encontramos por acaso, no almoço de despedida em Leuven. Íamos pedir outra Orval, mas acabamos buscando uma novidade no cardápio, e nos deparamos com ela. Bebemos duas e saímos felizes da vida. Deixei o amigo na estação de trem, virei as costas e encontrei mais três comparsas recifenses e tive que mostrar para eles a descoberta. Bebemos mais três, pedimos a garrafa para descobrir a graduação alcoólica, e caímos pra trás com os 8,5% estampados no papel. Uma delicia com jeitinho inocente: uma garrafinha gordinha, fofa, que quer testar sua confiança. Cuidado: nunca (NUNCA) beba mais do que três garrafinhas. Diz a lenda que esta é a cerveja escura que se transformou em ouro. Criada em 1918 para comemorar a vitória dos Aliados na 1ª Guerra Mundial, é até hoje o carro chefe da pequena cervejaria independente Moortgat. Eleita a melhor cerveja disponível nas prateleiras brasileiras pela Revista Prazeres da Mesa. Faço coro, brindo e vou além: Duvel é uma das melhores cervejas do mundo.

Serviço:
As marcas espanholas ainda são difíceis de serem encontradas no Brasil. As belgas Leffe e Hoegaarden, no entanto, estão sendo importadas pela Ambev e podem ser encontradas em bons supermercados (em São Paulo, na rede Pão de Açúcar) por menos de R$ 4 a long neck. A alemã Köstritzer pode ser encomendada em importadoras, e a garrafa de 500 ml está saindo por volta de R$ 8. Já a espanhola Voll-Damm começa a pesar no bolso: R$ 12,90. A Duvel, no entanto, vai além e honra a qualidade custando mais caro que algumas boas vodkas: R$ 17 a long neck e R$ 47 a garrafa de 750 ml nas importadoras.

As cervejas Trapistas
Existem apenas sete cervejarias trapistas em todo o mundo. Só cerveja fabricada em um mosteiro, sob o olhar atento da comunidade monástica cisterciense que ali vive, pode legitimamente usar o nome das estritamente controladas “Trappiste”. A Bélgica é a casa de seis fábricas: Orval, Chimay, Rochefort, Westvleteren, Westmalle e Achel. A sétima é Koningshoeven e está localizada na Holanda.

Leia também:
– As oito melhores cervejas belgas, por Gustavo Brunoro (aqui)
– Diário de Viagem Europa 2008, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos, Utilidade pública Tags: , , , ,
16/10/2008 - 15:33

Colarinho é LEI

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No meu copo sempre foi lei dois dedos de colarinho. Pra manter o chopp gelado, saboroso e pra fazer bigodinho, rá! Mas não é que a questão chegou ao Tribunal Regional Federal?

Quando eu soube da notícia até comemorei, achei que tinham baixado um decreto mandando todos os bares servirem chope com colarinho. Mas lendo com atenção, o buraco é mais embaixo.

Tudo começou quando um restaurante de Blumenau foi multado pelo Inmetro por servir chope com colarinho. Segundo o Instituto, o restaurante estava exagerando no creme e servindo menos chope que devia.

O restaurante recorreu, dizendo que o colarinho faz parte do chope, que é a bebida em forma de espuma. E o restaurante ganhou – colarinho está dentro da lei, ninguém pode ser multado por colocar colarinho no chope. 

Masssssss… será que não tem bar por aí que sacaneia, colocando um dedinho de líquido e completando o copo só com espuma? Isso me fez parar pra pensar.

Certos mesmos estão os europeus: vocês já repararam que no pint de Guinness, ou no copão de Erdinger, ou no cálice de Stella Artois, no alto do copo, tem um risquinho com um número ao lado? Por exemplo, no pint de Guinness vem escrito “20 fl oz”. Isso significa que se tiver líquido até aquela marca, serão 20 fluid ounces (ou 591,47ml) de bebida. Acima desta marca, vem a espuma, como um extra. E aí não tem jeito de enganar o consumidor. 

Enquanto a gente não chega a este nível de sofisticação milimétrica, temos só que ficar de olho: se tem mais espuma que líquido, talvez seja o caso de reclamar. Mas se seu copo veio lindo e dourado, com dois dedos de puro creme sabor chope, saboreie e seja feliz!

Crédito da foto//Flickr de Luciano Meirelles

Autor: - Categoria(s): Sem categoria, Utilidade pública Tags: , , ,
07/10/2008 - 00:29

Eu bebo sim, e estou vivendo

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Velho BukSeria hipocrisia minha dizer que muitos dos grandes escritores da história nunca tiveram certa afinidade com o álcool. Tampouco seria bobagem deixar de associar alguns de seus feitos aos drinks a mais ou àquela sede insaciável do “dia seguinte”.

E é em homenagem a esses que nunca dispensaram uma saideira – mesmo passando da conta em alguns momentos – que citarei abaixo os literatos que nunca sofreram a ressaca moral, típica dos simples mortais, gente como a gente. E melhor: aproveitaram esses momentos para deixar para a humanidade algo melhor do que um “Te considero pacas”.

Top of the pops

– Jack Kerouac
– Jack London
– F. Scott Fitzgerald
– Edgar Allan Poe
– Willian Faulkner
– Charles Bukowski
– Ernest Hemingway
– Hunter S. Thompson
– Charles-Pierre Baudelaire

Vocês acham que faltam alguém na lista? Opinem!

Cheers!

 

Autor: - Categoria(s): Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: , ,
17/09/2008 - 00:00

O ritual para uma Stella perfeita

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No Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas a gente competiu tirando chopps Stella Artois. GENTE, é uma das minhas cervejas do coração, fiquei muito feliz quando soube que iamos aprender com ela. Confesso que nunca tinha bebido o chopp, só a cerveja, então estava ansiosa para provar a Stellinha – mais legal ainda ela tirada por minhas próprias mãos :D

Eu sabia que a Stella era uma cerveja de tradição e tudo – afinal vem escrito no rótulo que ela é fabricada desde 1366 – mas ainda não conhecia o ritual para servir Stella Artois. Foi aí que entrou em cena Andrei, nosso PROFESSOR DE TIRAR CHOPP, para ensinar os nove passos para servir uma Stella perfeitinha. Sim, são NOVE passos, e tivemos que repetir todos eles no campeonato. Não é fácil de lembrar de todos ali na hora do vamos ver, mas nos ensinaram direitinho, olha só:

(Se você não conseguir assistir ao vídeo aqui, assista no YouTube)

Vou explicar aqui por escrito como as coisas funcionam, se você quiser pode tentar em casa ;)

Passo 1 – A Purificação – Consiste em deixar o cálice perfeitamente limpo e gelado. Para isso, muito detergente, esfrega-esfrega e água gelada. Sua mão vai gelar também, mas tudo por um chopp perfeito! Pra ver se está limpinho, olhe o cálice contra a luz.

Passo 2 – O Sacrifício – Ai que dó: o primeiro jato de chopp tem que ser descartado. Isso pra evitar que a bebida que já está no “caninho” da chopeira vá para seu cálice. Esse jatinho pode estar quente, eca…

Passo 3 – A Alquimia – Ô coisa linda… com o cálice a 45°, você derrama o líquido dourado (emoção!) O chopp circula no fundo do cálice, formando a proporção ideal entre cerveja e espuma. Já dá pra começar a salivar.

Passo 4 – A Coroa – Também conhecida como colarinho. Para a coroa ficar linda, você deixa o cálice na posição vertical. Aí a cerveja não entra em contato com o ar, e o sabor fica intacto.

Passo 5 – A Remoção (que o professor chamou de reverência) – Fecha-se a torneirinha sem deixar nenhuma gota extra cair no cálice. Nem fora dele, né? Já basta o desperdício do começo…

Passo 6 – A Guilhotina – Elimina-se o excesso de espuma do cálice com uma espátula liiiinda. A espátula também tem que estar a 45°. Só pode passar a espátula uma vez, e COM AMOR. Nem muito rápido, nem muito devagar. Com isso você tira as bolhas maiores, que podem estragar seu chopp, e só deixa as bolhinhas pititicas, que deixam a coroa cremosa. Sabe?

Passo 7 – A Regra dos Dois Dedos – ALÔU CARIOCAS, ESSA É PRA VOCÊS: chopp tem que ter colarinho! Dois dedos (uns 3cm) de colarinho, pra manter a bebida geladinha e saborosa. E pra fazer aquele bigodinho maroto.

Passo 8 – A Limpeza do Cálice – Achou que já estava na hora de beber? Nããããão (é um pouco frustrante, eu sei). Depois disso tudo, o cálice volta pra uma banheira de água limpa e recebe um banho final, pra eliminar qualquer vestígio de chopp do lado de fora. Sua mão vai gelar de novo, mas você está quase lá.

Passo 9 – A Honra – AEEEEE! Pode beber feliz sua Stellinha perfeita. E exibir seu vasto conhecimento dos 9 passos na próxima mesa de bar!

Autor: - Categoria(s): Eventos, Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: , , ,
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