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Arquivo da Categoria Sem categoria

03/08/2011 - 12:37

Um festival nos EUA com música e vinho

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São Francisco, nos Estados Unidos, recebe entre os dias 12 e 14 de agosto, no Golden Gate Park, a quarta edição do Outside Lands Music and Arts Festival, um festival que tem um line-up de bandas e outro de… vinho e comida. Isso mesmo, vinho e comida! Algumas das mais famosas vinícolas do Sonoma e do Napa Valley marcam presença no festival e uma lista com 50 restaurantes promete não deixar ninguém passar fome.

Em 2008, os headliners musicais foram Radiohead, Wilco, Tom Petty and the Heartbreakers, Beck, Manu Chao, Ben Harper e Jack Johnson. Em 2009 foi a vez de Pearl Jam, Dave Matthews Band, Black Eyed Peas, Ween, TV on the Radio, Dead Weather, Jason Mraz e The National. No ano passado subiram no palco The Strokes, Cat Power, Kings of Leon, Phoenix, Social Distortion, Chromeo e Al Green (entre muitos outros).

2011 promete muito com Arcade Fire, The Black Keys, The Shins, The Decemberists, John Fogerty, Erykah Badu, Beirut, Arctic Monkeys, Big Audio Dynamite e Muse. Entre as vinicolas destacam-se a Ridge Vineyards, de Monte Belo, na Califórnia – que produz premiados Cabernet Sauvignon, Zinfandel e Chardonnay –, Gloria Ferrer, Hess Collection, Summer of Riesling e muitas outras (são 30 vinícolas no total).

Os ingressos comuns por dia saem por 85 dólares (a noite de sábado já está esgotada), aproximadamente R$ 135. Os ingressos vips, ainda disponíveis para todos os dias, custam 185 dólares (R$ 290) e permitem área de descanso especial, massagem, acesso privilegiado para a área com cervejas, vinhos e alimentação além de um pôster comemorativo do festival. Caprichado. Será que daria certo algo assim no Brasil?

http://www.sfoutsidelands.com

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Leia também:
– Diário: 20 dias nos Estados Unidos, por Marcelo Costa (aqui)
– Uma noite com PJ Harvey em São Francisco, por Marcelo Costa (aqui)
– São Francisco e as rachaduras do american dream, por Mac (aqui)

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25/07/2011 - 19:40

Cerveja com fruto amazônico

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A Amazon Beer (www.amazonbeer.com.br), cervejaria de Belém do Pará (e, segundo eles, a única cervejaria 100% artesanal da região) sob a coordenação do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli, inspira-se na tradicional Lei Alemã de Pureza, de 1516, mas incrementa a tradição (água, malte e lúpulo) com produtos da região, como o bacuri (fruto típico da Amazônia) – na Bacuri Beer.

Para sua primeira investida nacional, a cervejaria paraense apresenta dois dos seus seis rótulos (River, Forest, Weiss, Red, Black e Bacuri Beer), as “comportadas” pilsens Amazon Forest (standard lager levíssima de apenas 3,5% de teor alcoólico pensados para o calor da região amazônica) e a Amazon River, uma premium lager tipo exportação de teor alcoólico de 4,8%.

Porém, o que a gente quer realmente saber é: qual o sabor desta Bacuri Beer? Alguém já experimentou? Conta pra nós.

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30/06/2011 - 11:17

São Paulo recebe a Exposição Absolut Illusion

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A Absolut está lançando um edição especial, Illusion, que será tema de uma exposição de arte no espaço multidisciplinar Cartel Zero Onze, em São Paulo. Com concepção e curadoria de Fernando Sappupo, Daniel Ueda, Cristian Resende e Jorge Grimberg, a exposição trará diferentes peças, instalações e pinturas que buscam seduzir e enganar o sistema visual.

A linha tênue que separa o que é real do que é ilusão permeará a exposição, que estará aberta ao público de 04 a 16 de julho com entrada gratuita, das 11h às 20h. O designer e ilustrador Ricardo Actus, famoso por seus intensos desenhos a lápis, também fará intervenções no espaço. As peças de arte vão brincar com os sentidos e pontos de vista sobre um mesmo objeto, que podem mudar em um segundo olhar.

Serviço – Exposição Absolut Illusion
Data: 04 a 16 de julho
Local: Cartel Zero Onze – Rua Artur de Azevedo 517 – Pinheiros
Horário: 11h às 20h
Entrada gratuita

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06/12/2009 - 12:05

Como fazer uma boa caipirinha

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caipirinhaBrasileiro que é brasileiro sabe apreciar uma boa caipirinha, ainda mais porque essa bebida é um acompanhamento ideal para a feijoada no sábado à tarde. E com esse calor que tem feito então… Por isso, achei que valia a pena fazer um post com algumas dicas de como fazer uma caipirinha deliciosa.

Primeiro, corte as duas pontas do limão, retirando a maior parte daquela camada branca que encobre a polpa. Não vale cortar só a pontinha da casca! Se você não gosta muito do sabor azedo do limão, pode até remover toda a casca, mas isso não é necessário.

Depois, corte o limão ao meio. Em seguida, remova aquele miolo branco no meio. Se você levar jeito com a faca, faça dois cortes em V, assim você remove mais facilmente essa parte. Então, corte cada metade do limão em quatro partes. Se o limão for grande ou tiver bastante poupa, cada metade pode render uma caipirinha.

Coloque o limão partido no copo (com a polpa do limão sempre para cima e a casca para baixo) e adicione uma colher de sopa rasa de açúcar. Rasa, ok? Nada de caipirinha muito doce… E então chegamos ao momento de espremer o limão. Aqui está a parte mais delicada. Se você não removeu a casca do limão, é preciso ter cuidado para espremer somente a polpa, não a casca. Como assim? Basta usar o socador sempre em contato direto com a polpa, nunca sobre a casca. Faça movimentos mais suaves para não espremer também o sumo da casca, que é bem mais azedo e dá um gosto diferente à caipirinha. Isso pode exigir um pouco mais de treino, então não se preocupe se não der certo na primeira tentativa.

Depois, adicione gelo. O recomendado é usar um copo próprio para caipirinha, daí não tem como errar na medida. Nesse tamanho de copo, coloque gelo até a borda. Em seguida, é só completar o copo com a cachaça (cachaça, claro!) da sua preferência.

Preparar um drinque é uma arte e exige prática. Então não se sinta frustrado se na primeira tentativa não sair como você gosta. Tente de novo outra hora….

Tin tin!

Foto: Flickr Capitu

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09/11/2009 - 11:28

Para se render ao rum

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Na noite de quinta-feira, 05 de novembro, fui ao Sonique a convite da Bacardi, para uma aula de bargirl seguida de uma festinha open bar da bebida, em um dos mezaninos do bar paulistano. Até aí, nenhuma novidade. Cheguei cerca de meia hora atrasada, mas ok, esses eventinhos nunca começam na hora. Tímida, estava com vergonha de dizer que eu não sou fã de mojito, o drink principal da noite, que foi servido sem economia até à uma da manhã aos convidados.

Quando a aula começou, outros blogueiros se empolgaram e não viam a hora de tomar o mojito feito ali, na hora. Eu engoli seco e me enfiei no fundo da minimultidão, uma vez que até a noite daquela quinta-feira eu não tomava nada que misturasse limão, açúcar, hortelã e destilado (eu gosto -muito- de cerveja e champanhe. Não tomo vodka nem amarrada. Não que eu me lembre!). Antes da parte prática, aprendemos que o mojito nasceu no Caribe. Os europeus vinham para a América e traziam bebidas como vinho e uísque. Mas, claro que a viagem demorava dias e o estoque de bebida acabava, geralmente ali pela região das ilhas da América Central. Então, todo mundo bebia rum, a bebida oficial dos piratas. A mistura com hortelã também é secular. Os piratas acreditavam que o hortelã tinha propriedades benéficas para o sistema respiratório, então, amassavam folhas de hortelã com rum e “blup” pra dentro.

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De volta à aula prática, inevitavelmente chegou a minha vez de preparar um mojito e lá fui eu com nojinho de espremer o limão. Cumprida a missão, veio o que seria o pior: provar o drink. Contei até três e tomei um gole razoável. Ufa! Sobrevivi! E gostei. A bebida não é nem doce, nem azeda. Eu diria que é na medida. Quase não dá para sentir o gosto do rum branco. A dica é ficar de olho quando pedir um mojito na rua: se o barman colocar Soda Limonada ou algo do tipo, peça outro, porque vai ficar muito doce.

A receita básica do mojito é essa (e funciona sim, fica bem bom):

Ingredientes
Meio limão espremido
50ml de rum branco (o Bacardi é ótimo)
Uma colher rasa (de sopa) de açúcar
7  folhas de hortelã (pode por mais, se quiser)
Água com gás
Gelo

Preparo
Em uma coqueteleira, coloque o suco do meio limão, o rum, o açúcar, as folhas de hortelã. Amasse o hortelã, mas não triture.  Tampe a coqueteleira e mexa sem dó, por uns 30 segundos. Despeje a bebida em um copo com o gelo. Adicione a água com gás. mexa de leve, com um canudinho por exemplo e sirva.

O barman da noite serviu também mojito com um preparado especial de morango, que fica incrível. A receita do preparado ele não me passou, infelizmente, mas parece uma raspadinha. Basta adicionar o morango gelado após colocar a água com gás. Mas cuidado, é bem docinho, e do mal (no bom sentido alcoólico)!

Olha, confesso que a experiência foi boa e a noite também. Quando vi, já estava animada, dançando e conversando, com o segundo copo de mojito em mãos. O ponto alto foram os mojitos gigantes, preparados especialmente pelo barman. Para fazer, as medidas são: 250 ml de rum branco, 30 folhas de hortelã, 3 colheres (sopa) de açúcar, suco de três limões, muuuuuuuuito gelo e cerca de 200ml de água com gás. O preparo é semelhante ao citado acima. Hoje é segunda-feira, eu sei, mas quem disse que essa dica só serve pro fim de semana? É pra vida toda, né? Olha aí a galera se jogando no mojitão:

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Marie, repórter do iG Gourmet  e blogueira do Blog de Moda do iG.

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29/09/2009 - 18:26

A noite em que entrei para a Guinness

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Guinness

SÃO PAULO (valeu pelo sol, Pedrão) – O último 24 de setembro foi uma data para os fãs da cerveja Guinness comemorarem. Não, não era Saint Patrick’s Day (dia de São Patrício, como eles dizem cá), o padroeiro da Irlanda. Na verdade fez 250 anos que Arthur Guinness arrendou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e trouxe ao mundo o hoje famoso líquido rubi-avermelhado.

Confesso que não sou um grande fã da invenção de Arthur. Sou mais pra Zeca Pagodinho do que pra U2, apesar de também gostar do som do grupo de Bono Vox. Mesmo assim,  como bom bebedor, não poderia negar a sugestão do garçom, digo, meu chefe, para participar de uma degustação da cerveja irlandesa no Drake s Bar, ali em Pinheiros, São Paulo. Tá bom vai, vou facilitar a localização. Ali pertinho do Pirajá.

A Guinness era a grande estrela da noite dessa segunda-feira quente e chuvosa. Ainda estavam por lá outras duas marcas do clã Diageo, a fábrica da Guinness. A “Harp Premium Lager”, uma cerveja clara, de baixa fermentação e com teor alcoólico de 5% . E a “Kilkenny”, uma red ale cremosa, com teor alcoólico de 4,3% e coloração vermelho-rubi, mais escura que a Harp e menos que a Guinness.

Como bom apreciador de Brahmas, logo de cara fiquei encantado pela Harp por seu parentesco com as pilsens. Está bem. Tinha muita sede e foi logo a primeira a ser servida. Três copos depois, percebe-se que é levemente encorpada e forma um gostoso colarinho de uns três dedos no copo tulipa. Petisco daqui, petisco dali. Era chegada a vez da ruiva dar o ar de sua graça.

Apagaram-se as luzes e… guarde sua imaginação para você. Com o microfone em mãos, o “cervejólogo” (existe isso no dicionário? Vou ver) Edu Passarelli começou sua apresentação com a ajuda de vídeos no telão. Enquanto éramos apresentados a Arthur, que Deus o tenha, e víamos comerciais da marca, a Kilkenny descia pelos copos. Infelizmente, não pude apreciá-la em um ambiente mais claro. Ainda assim, dois copos depois, deu para reconhecer sua vermelhidão característica e sua bela espuma. O gosto mais forte e amargo que da Harp me pegou de jeito. Foi a que mais gostei na noite.

Nem tinha acabado de conhecer a Kilk e Passarelli já preparava o grande momento. Explicou como se serve um “perfect pint” (um “pint” equivale a 568 mililitros): pega-se um copo limpo (ufa), seco, e na temperatura ambiente, incline-o a 45 graus e comece a despejar o líquido rubi-avermelhado até passar a marca Guinness gravada no copo. Deixe a cerveja descansar por 60 segundos para formar o creme. Então, complete o copo usando a opção de creme da choppeira. Isso é a receita, principalmente, para quando ela é tirada do barril.

Como estávamos em um pouco mais de 50 pessoas, o “cervejólogo” (não encontrei nem no Aurélio, nem no Houaiss) disse que iria poupar o nosso tempo e a Guinness seria servida em lata. Gostei mesmo foi de um detalhe que Passarelli nos contou. Existe uma cápsula de nitrogênio dentro das latas. Assim, a famosa espuma enebriante se forma no copo. É praticamente um rito. Ele pede para que todos esperem para abrirem seus brinquedos ao mesmo tempo. Não teve jeito. Logo eram ouvidos os cracks, gluglugluglu. Outro pedido e os que ainda não tinham se atrevido esperaram. Era então chegada a hora. Quase um parabéns. Um, dois, três. Crack, gluglugluglu. Uma delícia.

Já tinha bebido a tal Guinness. Realmente encorpada e diferente. Uma cerveja tipo stout com um gosto tostado de seu malte, teor alcoólico de 4,1% espuma densa e cremoooosa. Dois pints depois, ouvi gente dizendo que não foi muito com a cara dela. Cada um tem sua preferência e há cervejas para diversos momentos. Confesso que, às vezes, gosto de ouvir um U2, desculpa aí Zeca.

“Slainté” (Saúde, como eles dizem lá)

Renato Schreiner Salem, 27 anos, faz parte da equipe que edita a capa do iG. Gosta mais de fermentadas do que de destilados. Mesmo assim, não nega uma boa caipirinha e está aprendendo a beber caninha sem fazer careta. Vinho? Também é bom. É viciado em sucos, Coca (as feitas em Jundiaí são as melhores, dizem que é a água) com gelo e limão e Guaraná (Antártica) com gelo e laranja. Diet? Light? Zero? Não, obrigado.

Foto: Rafael Brandimarti

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/09/2009 - 18:52

Uma cerveja que é orgulho nacional

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Na última semana estive na República Dominicana, para fazer uma série de reportagens para a editoria de Turismo aqui do iG. Se você não consegue nem imaginar no mapa-mundi onde fica a República Dominicana, não é sua culpa: o país é pequenininho, do tamanho do Estado do Espírito Santo, e fica logo ali na América Central, no Caribe, dividindo uma ilha com o Haiti.

Olha que lugarzinho mais chato e feio...

Caribe, né gente? Sol o ano inteiro – e quando eu fui ainda era verão pelas bandas de lá. Logo que cheguei, me abanando no aeroporto e praguejando contra o calor, fui interceptada pelo querido Pruddy, nosso fiel guia pelo país: “está com calor? Gosta de cerveja? Você tem que experimentar a nossa Presidente“.

Não botei muita fé na qualidade da cervejinha, mas naquele calor, até uma Schincariol cairia bem. Meus olhos brilharam. Resolvemos deixar as malas no hotel e partir em busca de um bar para refrescar a garganta. No caminho Pruddy alertou: “Presidente es una cerveza que se bebe muy fria”. AE! Já gostei desses dominicanos… porque beber cerveja morna não dá – que me desculpem os alemães.

Sentamos, 11 brasileiros e nosso fiel guia, num barzinho dentro da cidade colonial de Santo Domingo. Pra começar os trabalhos pedi drinks com rum – uma especialidade do país. Mojito pra lá, Daiquiri pra cá… mas comecei a invejar a ala masculina da mesa, lambendo os beiços com suas  garrafinhas verdes de Presidente.

presidente2

Pedi uma, que veio trincando de tão gelada, com aquela “nevezinha” do lado de fora. Foi paixão ao primeiro gole. Forte, amarga, mas extremamente refrescante. Uma delícia. Douradinha, deliciosa, tudo que eu precisava. Dá pra entender porque a Presidente (que eu apelidei carinhosamente de “Prê”) é orgulho nacional.  Além da Presidente lá é fácil encontrar Brahma e Bohemia, mas dá até uma tristeza quando você pede cerveja lá e não tem A Prê…

Alguém sabe se há Cerveja Presidente no Brasil? Em São Paulo? Frangó, Melograno, Anhanguera, Tortula, Drake’s e tantos outros… se vocês não têm Cerveza Presidente nos seus cardápios não sabem o que estão perdendo! Tirem os olhos da República Tcheca e mirem que loco – muito mais pertinho da gente tem uma outra República que faz cervejas maravilhosas e super adequadas para esse verão que vem aí. Fica a dica ;)

"Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?"
“Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?”

Ligelena trabalha na área de Web 2.0 do iG. Gosta (muit0) de viajar e mais ainda de descobrir novos sabores por aí. Especialmente se forem bebidinhas. Já entendeu que em lugares com tradição de vinho não se deve beber cerveja. Mas que alguns países podem guardar boas surpresas. Foi à República Dominicana a convite do Ministério de Turismo da República Dominicana e da companhia aérea Avianca.

Autor: - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, Sem categoria Tags: ,
05/06/2009 - 12:50

Meus cinco botecos preferidos em SP

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Na mesa do Veloso

A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.

Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck. O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e, como já me lembraram nos comentários, o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…

Veloso
É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. O chopp é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.

As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo a namorada dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.

Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.

Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
http://www.velosobar.com.br/

Exquisito
Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Éum lugar bom para beber com amigos. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.

Rua Bela Cintra, 532, Consolação
http://www.exquisito.com.br

Esquinão do Fuad
Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” de uma ex-namorada, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar – nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. Ligelena é fã do lugar.

Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia
http://www.esquinagrill.com.br

Bar do Zé
Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater “Bar do Zé + Maria Antônia” no Google. hehe

Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque

Charm
A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci minha namorada, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da comunidade do bar no Orkut discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão… risos

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E então, quais são os seus botecos preferidos em Sâo Paulo?

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Me apresentando: Marcelo Costa, o Mac, 38 anos. Sou editor do Scream & Yell. Comecei com a Keep Coller no colégio e passei pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até me apaixonar pelas cachaças. Hoje em dia, socialmente, vou de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebo água, prefiro coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Se meu copo falasse..., Sem categoria, Utilidade pública Tags:
13/04/2009 - 08:37

Opinião de Consumidor: Steenbrugge

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steenbrugge.jpg

Teste de Qualidade: Steenbrugge Dubbel Bruin

– Produto: cerveja escura
– Nacionalidade: belga
– Graduação alcoólica: 6,5%
– Nota: 3,2/5

Um leitor alemão comentou por aqui certa vez que eu precisava urgentemente passar pela Bavária. Ele estava incomodado com minha predileção pelas cervejas belgas e, principalmente, com meu descaso com as alemãs. Porém, é só pegar uma Steenbrugge nas mãos para descobrir que a paixão pelas belgas não é à toa. Produzida na Abadia de St. Peter, a Steenbrugge versão Dubbel Bruin (há, ainda, uma versão clara) é uma cerveja Ale de (bela) cor escura, espuma persistente, com aroma de chocolate, café e especiarias que se estende ao sabor cujo paladar abre um pouco amargo no começo para ficar suavemente doce no final com notas de caramelo e ervas aromáticas. Uma delícia.

A história da cervejaria é bastante interessante. Ela começou a ser produzida em 1084 em Flandres, na Bélgica, por Arnold de Tiegem que fundou a Abadia de St. Peter e passou a produzir cerveja com a qual “curava” operários doentes, pois ao consumir cerveja no lugar de água (imprópria para beber na Idade Média), os operários livravam-se das doenças. A fama da cervejaria foi tanta que ela foi declarada o santo patrono dos produtores belgas.

O que diferencia a Steenbrugge de outras marcas de Abadia é o Gruut. Há séculos atrás, cada cidade costumava ter sua própria cerveja, com sua própria personalidade. Em Bruges, cidade de Flandres próxima ao pequeno vilarejo de Steenbrugge, onde se encontra a abadia se St. Peter, a personalidade foi determinada por essa mistura de ervas que os fabricantes adquiriam da casa de ervas da cidade, conhecida como Gruuthuse. Para a fabricação de Steenbrugge, esta tradição medieval continuou e os padres da Abadia de St. Peter também enriqueceram sua cerveja com esta mistura. A Steen Brugge chega ao Brasil importada pela Bier and Wien com o preço em torno de R$ 17 (a garrafa de 330 ml). Em se tratando de cerveja sou mais as belgas.

Leia também:
– Opinião do Consumidor: Kriek Boon (aqui)
– Opinião do Consumidor: Hoegaarden (aqui)
– Opinião do Consumidor: Erdinger Champ (aqui)
– Opinião do Consumidor: 8.6 Red (aqui)
– Opinião do Consumidor: Beck’s (aqui)
– Top Ten Cervejas Européias (aqui)

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/04/2009 - 11:28

Smirnoff por Michel Gondry

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Comerciais de bebidas – especialmente os de cerveja – costumam ser constrangedores e machistas ao extremo, mas que bom que sempre há uma ou outra exceção.

Em 2007, diretor francês Michel Gondry, responsável por filmes como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” e por uma porção de clipes incríveis de bandas legais, assinou o comercial da Smirnoff e transformou o mundo visto através de uma garrafa de vodca em uma corrida frenética.

Ok, o mundo pode nem sempre parecer uma corrida frenética depois de um pouco de vodca, mas o comercial vale uma espiada (ou seria um gole?):

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