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Arquivo da Categoria São Paulo

28/08/2009 - 08:17

Que tal uma Gelatina de Pinga e de Caipirinha?

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gelatina.jpg

O mais próximo que eu já havia chegado de uma gelatina alcoólica foi no T In The Park, um festival no meio da Escócia, em que algumas garotas passavam vendendo gelatina de vodka feita em casa. Comprei para colaborar e, claro, experimentar, mas fiquei um pouco frustrado. A gelatina não tinha sabor de vodka (aliás, qual o sabor da vodega mesmo?) e não deu barato. A mistura não devia dar certo.

Bem, com vodka talvez não fosse para dar certo, mas com cachaça, meu amigo, é uma delicia. Dá até para brincar com um famoso slogan: é impossível comer uma só. No caso, a gelatina em questão é a da Bendita Hora, um local cujo conceito é misturar pizza com arte. Não provei da pizza, mas ganhei um potinho de Balas de Gelatina de Pinga que me conquistaram. É quase uma bala de goma, com gosto forte e delicioso de uma boa e velha cachaça.

Além da Balas de Gelatina de Pinga há outro sabor que me deixou bastante curioso: Gelatina de Caipirinha. Deve ser viciante se for na mesma linha dessa de Pinga. Cada potinho custa R$ 12 e durante os meses de agosto, setembro e outubro, uma parte deste valor será destinado para o Instituto Brasil Solidário. Coisa fina. Veja aqui a página do hot site da Balas de Gelatina de Pinga e aqui o site da Bendita Hora. Vou ali provar mais uma bala e já volto.

*******

Ps. Muitos leitores estão pedindo a receita e perguntando onde comprar. Na área de comentários já falaram da rede Frango Assado e do Mercado Central de Belo Horizonte além do Bendita Hora. Mais algum? E o Renato, leitor do Bebidinhas, postou uma receita que ele encontrou na internet. Nem ele e nem eu fizemos, mas parece bem fácil e prática. Segue abaixo:

Ingredientes

– 4 envelopes de gelatina incolor sem sabor (48 g)
– 1 xícara (chá) de aguardente (pinga)
– 2 xícaras (chá) de água
– 1 kg de açúcar
– Gotas de essência de laranja a gosto
– Gotas de essência de abacaxi a gosto
– Gotas de essência de morango a gosto
– Gotas de corante alimentício nas cores: laranja, amarelo e
vermelho a gosto
– Açúcar cristal ou refinado para polvilhar

Modo de Preparo

Hidrate e dissolva as gelatinas conforme as instruções da
embalagem. Leve para uma panela, adicione a pinga, a água e o
açúcar. Mexa bem. Leve ao fogo baixo para cozinhar por 20 min
após levantar fervura.

Retire do fogo e divida a mistura em três partes. Numa delas,
coloque a essência e o corante laranja, misture e despeje num
refratário pequeno.

Repita o mesmo processo com as duas partes restantes, misturando
a essência de abacaxi com o corante amarelo e a essência de
morango com o corante vermelho. Deixe endurecer em temperatura
ambiente por cerca de 24 h. Corte os quadradinhos ou do modelo
desejado e passe o açúcar cristal ou refinado.

*******

Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, São Paulo Tags:
04/05/2009 - 16:57

Runmirinha

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O bar Exquisito (Rua Bela Cintra, 532, SP) é conhecido pelo ótimo mojito e pelas gostosinhas comidas de inspiração latina, mas o cardápio traz outras curiosidades. Muitas delas estão ali na página de caipirinhas.

Além de oferecer a tradicional com cachaça e as mais comuns com vodca e saquê, o bar varia com drymirinha (com martini dry), ginmirinha (de gin), vinmirinha (de vinho) e runmirinha (com rum). Essa última, mais conhecida mundo afora como caipiríssima, foi o drink que o Bebidinhas resolveu provar no último fim de semana. E, para decepção geral, não aprovou.

Para começar, o garçom não sabia o que estávamos pedindo – ficou atrapalhado, foi preciso explicar. Quando a runmirinha finalmente veio, veio bastante forte e amarga demais, mal combinada e difícil de beber. Capitu, a maior apreciadora de rum deste blog, deixou seu copo pela metade. Foi muito mais feliz quem optou pelo certo e pediu mojito. E fica a dica: para uma boa caipiríssima, uma ida ao Veloso. A foto ao lado, de Capitu, foi tirada lá.

Autor: - Categoria(s): Centro, Opinião do Consumidor, Provamos, São Paulo Tags: , , , ,
12/12/2008 - 19:59

Um passeio no Empório Santa Maria

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A importadora de vinhos Expand está com o dólar a R$ 1,60 e fui com Guto visitar a loja que fica dentro do Empório Santa Maria (aqui em São Paulo) em busca de um prosecco pra fazer uma pauta de bebida de natal pro Bebidinhas. Ai, os sacrifícios que a gente faz por esse blog… ;)

Sim, os preços estão suuuuper amigos, não só na Expand, como também no Empório Santa Maria, que tem uma seleção incrível de bebidas. Foi lá que descobrimos a caixa especial de Cointreau para fazer Cointreau-politans (sim, Cosmopolitans de Cointreau) e a caixa da Chivas com um DVD do “Shine a light”, o documentário dos Stones de Scorsese. A caixa do Contreau estava por R$ 57,90 e a do Chivas, R$ 105. A foto é tosca porque tirei do celular, tem uma bonita no Trecos.

Dá pra ficar horas admirando as garrafas e pegando dicas com as atenciosas demonstradoras. Diante de meu espanto com a beleza das garrafas de vodca, uma delas me disse que fabricantes apostam em garrafas mais modernas para as vodcas porque é uma garrafa de jovem. Já as de uísque são mais tradicionais, porque têm um público mais velho. “Uísque de jovem é Red Label, e os apreciadores dizem que eles estragam a bebida ao misturar com energético”, a moça me disse. E não é que é verdade?

Pra completar, dava pra degustar copinhos de sorvete de chocolate com laranja, Cointreau e de uísque Jim Bean. Já se programou pra dar um pulinho lá? Se você não está em São Paulo, não fique triste. O Empório Santa Maria entrega em todo o Brasil.

Autor: - Categoria(s): Jardins, Recomendamos, São Paulo, Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: ,
20/10/2008 - 15:54

Para apimentar a caipirinha

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Sei que não há muito o que escrever sobre o Veloso depois do ótimo post que a Anamaria fez há uns dois meses aqui mesmo no Bebidinhas (você sabe, caipirinhas e coxinhas incríveis). Mas, como o bar é um dos favoritos da casa, o repeteco é inevitável.

O motivo é nobre: a caipirinha de tangerina com pimenta feita pelo Souza, barman da casa três vezes eleito o melhor de São Paulo pela Veja São Paulo (a mais recente este ano).

Além da tangerina e da pimenta, o drinque leva cachaça, um nadinha de açúcar e muito gelo. Perfeito para acompanhar uma feijoada num sábado à tarde!

Antes que aqueles de paladar mais delicado reclamem, vale avisar que ela não é tão ardida quanto parece. É que a bebida leva pimenta dedo-de-moça, uma variedade das mais suaves.

Mas, se mesmo as pimentas mais fracas são fortes demais para você, não tenha medo de pedir a caipirinha de tangerina simples. Também é sensacional!

Veloso Bar
Rua Conceição Veloso, 56
Vila Mariana – São Paulo, SP
Tel.: (11) 5572-0254

PS 1: Para quem quer fazer em casa, lá vai a receita da caipirinha de tangerina com pimenta. Deve ser difícil preparar uma tão boa quanto a do Souza, mas não custa tentar!

1 tangerina (com casca, sem as extremidades)
2 colheres de sopa de açúcar
8 cubos de gelo
1 pimenta dedo-de-moça pequena (sem as sementes)
50 ml de cachaça

1. Limpe bem a casca da tangerina. Corte ao meio e depois em fatias

2. Corte a pimenta ao meio. Retire todas as sementes e corte em fatias finas

3. Coloque a tangerina num copo, misture o açúcar e macere

4. Depois, acrescente o gelo, a pimenta e a cachaça, e mexa bem

5. Beba!

Autor: - Categoria(s): Provamos, Receitas, Recomendamos, São Paulo, Vila Mariana Tags: , ,
14/10/2008 - 17:25

Clássicos paulistanos: chope com steinhäger no Amigo Leal

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Tirar férias é bom por vários motivos. Um deles é poder ir a seu bar de preferência numa terça-feira, às quatro da tarde, quando todo mundo ainda está trabalhando. Dá até tristeza escrever sobre isso dentro do escritório, com o ar condicionado funcionando mal e aquele sol lá fora convidando para um chopinho. Mas vamos lá!

O tal bar das quatro da tarde de uma terça-feira é o Amigo Leal, instituição etílica paulistana que fica logo embaixo do Minhocão. Foi aberto há mais de 40 anos por Leopoldo Urban, o criador do lendário Bar Léo. Segue a mesma linha daquela casa: ótimo chope e petiscos de inspiração alemã.

O bairro se degradou bastante desde então – culpa, obviamente, do Minhocão -, mas o Amigo Leal não mudou nada: estão lá a mesma madeira escura nas paredes, a mesma toalha xadrez nas mesas, e também boa parte dos funcionários da casa.

Terça-feira é o dia de chope duplo por lá: você pede um copo e ganha outro de graça. O acompanhamento perfeito para a bebida – o garçom sugere mal você se senta na mesa – é uma dose de steinhäger. No Amigo Leal, ele fica armazenado dentro de um bloco de gelo, então chega à mesa tinindo.

Para quem não sabe o que é steinhäger: trata-se de um destilado de origem alemã, aromatizado com zimbro. O gosto lembra um pouco o do gim, só que mais forte. É para ser bebido puro, numa mini-canequinha típica. Perfeito para abrir caminho para o chope – ou então misturar mesmo, como muita gente prefere.

Se não der para ir numa tarde de terça-feira, não se preocupe: o bar funciona todos os dias. De segunda a sexta, abre das 16h à 01h; sábados, das 12h à 01h; e domingos, das 17h até meia-noite. O chope duplo, infelizmente, é só às terças.

Amigo Leal
Rua Amaral Gurgel, 165
Vila Buarque, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3223 6873

PS: a foto é do site oficial do Amigo Leal. Viu as três mini-canequinhas? O Steinhäger é servido nelas.

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29/09/2008 - 18:12

Nem só de chope vivem os dias quentes

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Não curte chope ou cerveja? A tipicamente espanhola sangria é uma boa alternativa para os dias mais quentes que estão chegando aí. A bebida, você já deve saber, é uma mistura de vinho, suco de laranja, várias frutas picadinhas e muito gelo.

Em São Paulo, a sangria é encontrada quase que exclusivamente em restaurantes espanhóis – a da foto acima é do Calà del Grau, na Vila Mariana. É perfeita para acompanhar tapas (os deliciosos petiscos espanhóis) como a lula en su tinta.

Na receita, os únicos itens obrigatórios são vinho tinto e suco de laranja. De resto, pode quase tudo: água com gás ou soda, para deixar o drinque mais leve, ou um pouco de gim ou conhaque (um pouco!), para deixar mais pesadinho.

A receita abaixo foi tirada do Panelinha. Fica bem parecida com a do Calà del Grau. A diferença é que o restaurante usa pêssegos em calda ao invés de frescos. Fica bom!

Ingredientes

750 ml de vinho tinto seco
600 ml de soda limonada
5 pêssegos
3 maçãs
1/2 abacaxi
1/2 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de açúcar
1 dose / 60 ml de conhaque
1 dose / 60 ml de gim

Modo de Preparo

1. Leve o vinho e a soda limonada à geladeira por 30 minutos.

2. Prepare as frutas: descasque o abacaxi e corte em fatias de 0,5 cm. Corte as fatias em tiras de 0,5 cm e as tiras em cubos de 0,5 cm. Repita o procedimento com as maçãs e os pêssegos, mas sem descascar as frutas.

3. Numa tigela, coloque todas as frutas picadas. Regue com o suco de laranja e leve à geladeira.

4. Na hora de servir, misture todos os ingredientes na tigela com as frutas. Coloque em uma jarra ou divida em copos. Acrescente gelo a gosto.

PS número 1: sangria não é suco. Como é leve e refrescante, parece que nem leva álcool. Mas leva!

PS número 2: as frutas que sobram no copo depois que a bebida acaba contêm álcool. Cuidado!

PS número 3: A I Vitelloni, aquela pizzaria que serve o Lolita Pilsen, também tem uma ótima sangria.

Calà del Grau
Rua Joaquim Távora, 1266
Vila Mariana – São Paulo, SP
Telefone: (11) 5549-3210

Autor: - Categoria(s): Receitas, Recomendamos, São Paulo, Vila Mariana Tags: , ,
22/09/2008 - 14:41

O chope da I Vitelloni

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Antes de mais nada, já vou avisando que, ao contrário de outros colaboradores do Bebidinhas, eu não sou muito fã de cerveja. Estou no time dos destilados: rum, cachaça, vodka e especialmente gim. Mas, de vez em quando, me aventuro num chopinho.

No último sábado, descobri um que é uma delícia. Chama-se Lolita Pilsen, e é produzido pela Microcervejaria Nacional com exclusividade para a pizzaria I Vitelloni, em Pinheiros, São Paulo. Pizza com chope? Acredite, fica bom.

Diz o cardápio: “Elaborado com lúpulos especiais da Alemanha e 100% de puro malte, o Lolita Pilsen equilibra aroma e amargor tornando-se especial e consistente. De estilo lager, volume pronunciado de gás e porcentagem alcóolica de 5,5”.

Eu traduzo tudo isso mais ou menos assim: ele tem aquele gostinho amargo típico das cervejas mais fortes, mas ao mesmo tempo é leve como um chope. Vale a ida à I Vitelloni – que, aliás, tem ótimas pizzas e uns sorvetes incríveis.

I Vitelloni
Rua Conde Silvio Álvares Penteado, 31
Pinheiros – São Paulo
Telefones: (11) 3816 3071 / 3819 0735

Autor: - Categoria(s): Pinheiros, Provamos, Recomendamos Tags: , ,
17/09/2008 - 19:10

Clássicos paulistanos: batida de amendoim no Jabuti

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O Jabuti é um botequim aberto há mais de quarenta anos na Vila Mariana, em São Paulo, e que até hoje é célebre por dois motivos: a porção de calabresa no álcool (a tal Joana d’Arc) e a batida de amendoim que leva o nome da casa.

Devo dizer que a idéia de misturar amendoim com álcool nunca me pareceu das melhores. Mas, como a tal batida é um dos drinques mais tradicionais de São Paulo, meu dever como colaborador do Bebidinhas era experimentar.

De cara, a bebida me pareceu um pouco aguada – culpa do gelo derretido que ficou concentrado no alto do copo. Nada que uma boa mexida não resolvesse, ainda bem.

A segunda impressão foi a de estar bebendo uma espécie de paçoca líquida. É que o drinque é quase pastoso, e o gosto de amendoim é bem forte. É estranho, mas, como é docinho, desce fácil.

A receita exata é segredo da casa. Mas dá para sentir que, além de gelo e amendoim, a receita leva cachaça e licor de cacau, e ainda um pouco de leite condensado.

Um amigo me passou uma receita que, diz ele, fica bem parecida com a batida do Jabuti. Vai leite, acredite se quiser! Vão cinco colheres de sopa de pasta de amendoim, uma lata de leite condensado, duas latas de leite, quatro doses de cachaça e uma dose de licor de cacau.

É só bater tudo no liquidificador e deixar um tempo na geladeira. Na hora de servir, misture com algumas pedras de gelo. E mexa bem, senão fica aguado na parte de cima!

Meu veredito: vale só como curiosidade. Tanto que, para acompanhar a igualmente famosa calabresa no álcool da casa, preferi o bom e velho chope. Meu veredito: chope ótimo, calabresa melhor ainda!

O Jabuti fica na esquina da ruas Joaquim Távora e Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, em frente ao Instituto Biológico. Quem freqüenta recomenda as caipirinhas e porções de frutos do mar. Não experimentei, mas boto fé.

Antes que eu me esqueça: o preço! A batida de amendoim pequena custa R$ 7 e a grande sai por R$ 12.

***

Seguindo a tradição do Bebidinhas, o primeiro post pede apresentação. Sou editor de música e cultura aqui no iG, fã de David Bowie, escritores argentinos, quadrinhos da Marvel e um montão de filmes. Na minha opinião, a melhor bebida do mundo é aquela mistura de gim, água tônica e uma rodelinha de limão.

Autor: - Categoria(s): Provamos, Receitas, São Paulo, Vila Mariana Tags: , ,
14/09/2008 - 13:14

Abastecendo a adega

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Pra você ver: até os 20 eu gostava muito de uísque. Passou. Comecei a me interessar por vodka. Passou. Tequila eu sempre amei desde sempre, mas não dá para beber tequila em toda esquina, né mesmo. Então veio a cerveja, um longo caso de amor que, aos poucos, foi perdendo terreno para a cachaça e para a caipirinha (principalmente de frutas vermelhas e abacaxi). Antes de passar quase quarenta dias na Europa, meu beber socialmente estava completamente para as cachaças, mas não é que a Europa balançou comigo.

Foram tantas cervejas deliciosas na viagem que resgatei o bom gosto pela cerveja. As britânicas não me impressionaram. As alemãs, fora a Kostritzer, também ficaram para trás numa lista que ficou recheada de cervejas espanholas, mas foi dominada realmente pelas belgas. Neste fim de semana aproveitei para encher a geladeira e desbravar o delicioso mundo das cervejas importadas. Peguei algumas (Hoegarden, Erdinger e Wacfteiner) no Carrefour, e completei a festa no Empório do Shopping Frei Caneca, que estava em promoção.

Assim, além de sair com várias Leffe (Blonde and Brune), Becks e 8.6 Red Strong, ainda trouxe uma garrafa de Germana, uma das melhores cachaças que provei neste ano, e que estava saindo pela bagatela de R$ 22 (uma edição, especial, custava R$ 191). Para completar o pacote, um vinho chileno (um carmenere da Concha Y Toro) e um argentino (um malbec 2006 da San Umberto). A adega, que já tinha uma José Cuervo Especial, e outras marcas menos cotadas, está uma beleza.

Minha idéia pós-viagem era experimentar as dez melhores cervejas da viagem, para escrever sobre o sabor delas com muito mais detalhes, mas após uma longa pesquisa descobri que não vou conseguir fazer isso. É muito fácil achar as marcas belgas (mesmo as trapistas), holandesas, alemãs e britânicas em São Paulo, mas praticamente impossível encontrar uma cerveja espanhola, mesmo a Voll-Damm, que ganhou o prêmio de melhor cerveja strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards.

Devido a esta falha das importadoras de cerveja, o listão Top Ten virá com memórias saudosas da viagem. E viagem tem momentos particulares, tipo o Werchter ser patrocinado pela Stella Artois e o Festival de Benicassim pela Heineken, duas cervejas que dispenso no Brasil, mas que no velho mundo se mostraram deliciosas (o T In The Park é território da Tennents, escocesa fraquinha fraquinha, que em alguns pontos lembra a argentina Quilmes, que inclusive patrocina um festival em Buenos Aires). Vou terminar de beber a segunda taça da alemã Becks e, pra amanhã, preparo o listão. Aguarde.

Ps. Volto a jogar futebol nesta quarta em um confronto iG: “Editoria de Homes x Editoria de Esportes”. Melhor começar a cuidar do preparo físico se for começar a apostar assim na cevada…

Ps 2. A Budweiser na foto é uma dúvida pessoal: sempre adorei essa cerveja norte-americana, e tanta gente critica que fiquei curioso para voltar a experimentar. Vamos ver. Veredicto em alguns dias.

Ps 3. As fotos são da Lili (tem mais no flickr dela), que também me deu – no meu primeiro aniversário que passamos juntos – um conjunto de taças de cerveja (da Bohemia, que eu adoro). A taça de Guiness foi presente do queridissimo Fábio Shiraga, que a mandou por correio pra mim! Finalmente, esses copos vão “trabalhar”… 

Ps. 4: Serviço

– Cerveja Hoegarden (Bélgica): R$ 4,25
– Cerveja Leffe (Bélgica): R$ 5,25
– Cerveja Budweiser ((EUA): R$ 2,65
– Cerveja 8.6 Red (Holanda): R$ 4,47
– Cerveja Erdinger (Alemanha): R$ 4,59
– Cerveja Becks (Alemanha) R$ 3,75

Carrefour do Shopping Eldorado, São Paulo
Empório Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, São Paulo

Autor: - Categoria(s): Causos, São Paulo Tags: , , ,
04/09/2008 - 19:47

Bebidas e festivais, um coquetel de emoções

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Acontece neste sábado em São Paulo a primeira edição de um novo festival de música no Brasil, o Orloff Five. Evento que, como você deve ter percebido, é ancorado no patrocínio da vodca (ruim) Orloff. Mas e aí, em um período de polêmica em torno da lei seca, você acha legal usar nome de bebida alcóolica em um festival?

Esse recurso não é novidade. Há pouco tempo já tivemos por aqui mais de uma edição do festival Campari Rock, que usando boas bandas como Gang of Four e Supergrass estimulava seus frequentadores a beber aquela mistura indigesta de Campari e energético. Era de graça, todo mundo bebia – não adianta negar. E não dá para esquecer o tradicional Skol Beats, que não dá Skol de graça – infelizmente.

No Reino Unido, essa prática também é antiga. Por lá existem, por exemplo, os festivais T in the Park e T-Break patrocinados pela cerveja Tennent’s. Nos Estados Unidos, temos o Jagermeister Music Tour, festival de rock pesado (metal e hard rock, principalmente), que se distribuísse doses gratuitas seria o festival favorito de um outra colaboradora do Bebidinhas independente da qualidade duvidosa de sua escalação.

E o Orloff Five, o que será que vai oferecer a seus espectadores? Boa música pura ou com aditivos? E – pergunta importante – seria inteligente aceitar? Pense na dor de cabeça do dia seguinte. Vale lembrar que o Hives, principal atração da noite, é sueco – terra da vodca Absolut que deixa a Orloff no chinelo. Será que eles sabem no que estão se metendo? E o que será que nos aguarda no futuro: Velho Barreiro Fest? Também neste fim de semana São Paulo terá o Guaraná Antarctica Street Festival com Bad Religion e Charlie Brown Jr. Encarava?

Muitas perguntas, nenhuma resposta. Ainda. O Orloff Five acontece no Via Funchal, em São Paulo. Estarei por lá em busca de drinks. Se encontrar, conto aqui.

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