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Arquivo da Categoria Provamos

12/01/2011 - 16:16

Opinião do Consumidor: IPA Estrada Real

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Fundada em 2004 em Belo Horizonte, a Falke Bier é resultado dos esforços de três irmãos (Marco Antonio, Juliana e Ronaldo Falcone), que fundaram a cervejaria em 2004. Segunda micro-cervejaria mineira a freqüentar este espaço (a primeira foi a Backer), a Falke surge representada por um de seus maiores destaques, a Índia Pale Ale Estrada Real.

A Estrada Real ligava Villa Rica, hoje Ouro Preto, a Paraty, mas pela necessidade de uma via de escoamento mais segura e rápida ao porto do Rio e, também por imposição da Coroa foi aberto um “caminho novo”. A rota de Paraty passou a ser o “caminho velho”. Com a descoberta das pedras preciosas na região do Serro, a estrada se estendeu até Diamantina, deixando Ouro Preto como o centro de convergência.

No site oficial, os Falcone explicam a escolha do nome: “O estilo India Pale Ale foi criado pelos ingleses durante a colonização da Índia no século XVIII. Aumentaram a lupulagem (o lúpulo tem ação bactericida) e o teor alcoólico (diminui a atividade microbiológica), conferindo, naturalmente, maior durabilidade à bebida. Certamente seria a cerveja que acompanharia os viajantes da Estrada Real no séc. XVIII.”

Faltou dizer que os viajantes ficariam facilmente bêbados, pois o alto teor alcoólico (7,5%) está bem disfarçado no conjunto balanceado desta ótima IPA. O aroma fica entre o frutado e o levemente floral enquanto o paladar, de amargor acentuado, dá o tom perfeito deixando algo de tostado e café no primeiro toque na língua, para depois amaciar e terminar levemente adocicado (bem leve – o amargor comanda o conjunto).

Ainda sinto falta de alguma coisa, talvez um pouco mais de corpo. Mesmo assim, uma ótima cerveja e uma bela homenagem a Estrada Real. Agora é preciso investigar o cardápio da cervejaria (eles fazem uma Tripel Monasterium que me tentou), e vale acompanhar o blog do Marco Falcone, com várias dicas. A garrafa de 600 ml (um pouco mais baixinha que a tradicional nacional – e por isso, mais robusta) pode ser encontrada entre R$ 11 e R$13 (essa foi comprada nos Supermercados Mambo).

Teste de Qualidade: Estrada Real
– Produto: Índia Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,4/5

Leia também:
– As passagens minhas e de Lili pela Estrada Real (aqui)
– Quatro Backer (Brown, Pilsen, Trigo, Pale Ale (aqui)
– Site oficial da Estrada Real: http://www.estradareal.org.br/
– Blog do Marcelo Falcone: http://culturacervejeira.blogspot.com/
– Site oficial da Falken Bier: http://www.falkebier.com.br/

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
03/01/2011 - 09:54

Opinião do Consumidor: Brooklyn Brewery

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Um ex-correspondente da Associated Press (Steve Hindy), um ex-bancário (Tom Potter) e o mestre cervejeiro mais badalado dos Estados Unidos (Garrett Oliver, autor dos livros “The Good Beer Book” e “The Brewmaster’s Table”) formam o trio de frente de uma das cervejarias norte-americanas mais bacanas da atualidade: a Brooklyn Brewery, que abriu as portas timidamente em 1987 em Nova York, mas hoje têm um catálogo vasto que mantém as características de uma micro-cervejaria delicada e personal – indo na contramão do imperialismo american lager.

Primeira do pacote (e carro chefe da casa), a deliciosa Brooklyn Lager promete muito mais do que o nome deixa transparecer. Por isso esqueça as American Lagers (levezinhas) cuja receita faz sucesso no Brasil. Apesar de ter casa em Nova York, a inspiração da Brooklyn Lager é austríaca, mais precisamente nas Vienna Lagers surgidas na primeira metade do século 18. O aroma floral (carregado de lúpulo) é marcante. O sabor é maltado entre o amargo é o levemente caramelizado com final suave e também amargo. Simplesmente apaixonante.

Próxima: A Índia Pale Ale nasceu na Inglaterra, que encheu de lúpulo a cerveja tradicional para que ela resistisse mais tempo e fosse levada em viagens de návio pela Índia. A Brooklyn Brewery seguiu a risca o mandamento na East India Pale Ale. O que a difere da versão Lager é que suas características, por natureza, são mais intensas. Lagers são cervejas de baixa fermentação enquanto as Ales são de alta. Ou seja: está tudo ali (o aroma floral, o sabor maltado, o final amargo), mas mais acentuado. Bate bem mais forte.

Fechando o trio (particular – o catálogo da Brooklyn Bewery é bem mais extenso), a Brooklyn Brown Ale, que deixa o lúpulo em segundo plano (mas só um pouco) para valorizar o malte torrado. O aroma é de um chocolate sutil com um pouco de café, mais forte – mas ainda sútil (ao contrário dos cânones do gênero, que capricham no cheiro), que acaba conquistando. O sabor segue o aroma, com um leve amargor e um final seco e refrescante, delicioso.

Antes das considerações (quase) finais, uma observação bastante pertinente d0 amigo Eduardo Nasi (@eduardonasi): “Deixa as conclusões finais sobre a Brooklyn Brewery pra depois de beber a pint da lager tirada do barril”. Anotado. Nova York, me aguarde.

Teste de Qualidade: Brooklyn Brewery

– Brooklyn Lager
– Produto: Vienna Lager
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 4,21/5

– Brooklyn Índia Pale Ale
– Produto: Índia Pale Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 6,8%
– Nota: 4,22/5

– Brooklyn Brown Ale
– Produto: Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,6%
– Nota: 4,18/5

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
13/12/2010 - 15:33

Opinião do Consumidor: Murphy’s Irish Stout

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Após passar por uma double chocolate stout (a ótima Young’s), hora de encontrar uma stout de verdade, com colarinho hiper-cremoso, cheiro marcante de café e muita história cervejeira. A Murphy’s – fundada em Cork, na República da Irlanda – já passou por aqui, mas com sua versão Irish Red, mas o patrimônio da casa é a versão stout, que segundo consta ainda segue a receita original desde sua fundação, em 1856.

Principal particularidade: o sistema Draughtflow. Ao abrir o latão de 500 ml, um dispositivo libera nitrogênio formando um efeito de cascata de espuma (semelhante ao da Guiness), o que torna o colarinho permanente e bastante cremoso. Já que falamos em Guiness, numa comparação com a stout mais famosa do mundo, a Murphy’s parece mais doce, mais seca e muito mais leve (são só 4% de graduação alcoólica).

Uma propaganda da empresa brinca que a cerveja é escura como um capuccino forte. A comparação tem relação também com o aroma e o sabor marcados por café (devido ao malte tostado) e, levemente, por caramelo (há malte de chocolate na formulação). Se não há muita personalidade no conjunto, o que valoriza a Murphy’s Irish Stout é sua suavidade, tornando-a boa companheira para qualquer ocasião.

Está sendo trazida ao Brasil pela Femsa e pode ser encontrada entre R$ 9 e R$ 14 em supermercados (Pão de Açúcar) e empórios.

Teste de Qualidade: Murphy’s Irish Stout
– Produto: Stout
– Nacionalidade: Irlanda
– Graduação alcoólica: 4%
– Nota: 3,02/5

Leia também:
– Young’s Double Chocolate Stout, uma delícia (aqui)
– Murphy’s Irish Red, não é perfeita, mas é agradável (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
30/11/2010 - 09:57

Opinião do Consumidor: Verboden Vrucht

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A cervejaria belga Hoegaarden não produz apenas a clássica e deliciosa cerveja que leva o nome da casa. Além da própria, nascida em 1966 (com a cervejaria defendendo que a receita original data de 1441), a Hoegaarden ainda fabrica a Grand Cru (1985), com 8,5% de teor alcoólico e sabor marcante; a Speciale (1995), quase uma versão de luxo da Hoegaarden tradicional; a Rosée (2007), com sabor de framboesa; e a Citron (2008), quase uma limonada com um tiquinho de álcool (só 3%).

Não presente no site oficial, mas também fabricada pela cervejaria surge a Verboden Vrucht, que em bom português significa Fruto Proibido. Não é a toa que no rótulo Adão e Eva (em imagem inspirada no quadro de Peter Paul Rubens) trocam a maçã por um copo de cerveja. A ilustração tornou esta cerveja de alta fermentação rara, já que um processo da American Bureau of Álcool, Tobacco and Firearms, nos Estados Unidos, acusou a cervejaria de pornografia, e proibiu a Verboden Vrucht em território norte-americano (veja o rótulo em alta aqui).

Uma pena, já que a Strong Ale pecadora da Hoegaarden é simplesmente uma delícia. Esqueça a delicadeza da versão tradicional (bastante refrescante, mas inocente perto da Verboden Vrucht). O álcool (8,5%) está presente e se destaca na composição, do aroma ao paladar. O primeiro é marcado por malte, algo entre caramelo e café, e também uvas passas e cravo. Já o paladar é intenso, reafirmando o que pode ser sentido no aroma – mas valorizando o adocicado, que se esconde atrás do álcool no aroma, mas surge para contrabalancear no paladar.

Fato interessante: ela fica bem mais gostosa conforme vai esquentando no copo. Seu sabor se torna mais presente (e mais adocicado e frutado, mas não enjoativo), mas não é recomendável abusar da quantidade (cuidado, cuidado com os 8,5%). Não é lá muito fácil de encontrar (principalmente pelas Américas), mas vale e muito a procura. Do mesmo estilo (e mais encontráveis) são a Chimay Azul e a poderosa Rochefort 8, duas cervejas que entram facilmente no território dos frutos proibidos. Todas pecadoras… e maravilhosas.

Teste de Qualidade Hoegaarden Verboden Vrucht
– Produto: Dark Strong Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 8,5%
– Nota: 4,41/5

Ps. Agradecimento a Marco Antonio Bart pelo presente raro :P

Leia também:
– Hoegaarden, uma cerveja leve e deliciosa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
19/11/2010 - 08:46

Opinião do Consumidor: 1906 Reserva Especial

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As lagers (cervejas de baixa fermentação) datam do século 14 e exibem um leque de variações que podem alegrar muito fã do estilo. Entre as claras, por exemplo, temos a Pilsner, cuja pátria mãe é a República Tcheca (e o modelo a Pilsner Urquell) e a American Lager, uma cerveja leve e refrescante para ser bebida exageradamente gelada. Sim, é essa que você e 90% dos brasileiros consomem.

Outra variação é a Vienna Lager, um estilo surgido na Áustria na primeira metade do século 18, cujas características destacam a cor avermelhada e sabor e aroma levemente adocicados pelo malte torrado. É um tipo de cerveja que sumiu do mapa durante um tempo, mas que se viu renascida em nomes como as mexicanas Negra Modelo e Dos Equis Âmbar, e nesta espanhola 1906 Reserva Especial.

Fabricada pela Estrella Galícia, a 1906 Reserva Especial homenageia a data de fundação da cervejaria espanhola, mas nasceu apenas nas comemorações do centenário da fábrica, em 2006, presenciada inclusive pelo rei da Espanha, Juan Carlos. Fundada por José Maria Rivera Curral na cidade de La Coruña, a Estrella Galícia ainda continua na família sendo administrada pela quarta geração do patriarca.

De teor alcoólico elevado para padrões brasileiros (6,5%), a 1906 chega a causar estranhamento com o álcool se fazendo presente desde o primeiro momento. O aroma é forte e marcante remetendo a milho (presente na formulação) e ao malte tostado. O paladar começa adocicado e quase licoroso, mas se torna amargo progressivamente – carregando no álcool e no malte tostado.

A 1906 Reserva Especial não parece uma cerveja para ser apreciada a qualquer hora, mas sim para momentos especiais. A favor tem o preço (importada pelo Grupo Pão de Açúcar, pode ser encontrada por cerca de R$ 3 nos supermercados da rede). Contra, o fato de que existem cervejas muito melhores para momentos especiais. Ainda assim é um tipo de cerveja interessante para ser desbravado. Numa avaliação pessoal, a Negro Modelo sai ganhando.

Teste de Qualidade: 1906 Reserva Especial
– Produto: Vienna Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 6,5%
– Nota: 2,29/5

Leia também:
– Europa 2010: 68 cervejas diferentes em 30 dias (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
20/08/2010 - 15:00

Opinião do Consumidor: La Brunette

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E não é que a cervejaria gaúcha Schmitt chegou ao empate técnico aqui em casa! Após sair perdendo por 2 a 0 (a Schmitt Ale e a Schmitt Sparkling foram tiros n’agua – leia sobre elas nos links no final do texto), e diminuir com a ótima Barley Wine, agora é a vez da boa Stout da cervejaria conquistar o paladar (e o olhar pelo rótulo bonito): La Brunette.

A Stout é originária da Irlanda (não à toa, a Stout mais famosa do mundo é a Guiness) e feita a partir de cevada torrada, que produz um malte especial escuro, que deixa um sabor amargo conferido pelo lúpulo associado ao adocicado do malte. As Stouts tradicionais eram carregadas de álcool (por volta de 7% a 8%), e a exemplar da Schmitt deixa a desejar nesse ponto ficando nos 4,5% tradicionais do mercado nacional.

Apesar do ponto a menos no quesito gradução alcoólica, a La Brunette merece uma conferida. É uma cerveja escura e cremosa com malte tostado bastante presente no paladar (e que lembra muito café) e, um pouco, no aroma (que também tem uma leve presença de chocolate, mas bem leve). O forte amargor pode incomodar os incautos, e atrapalhar uma segunda dose, mas vale arriscar o paladar. Perde em comparação com as gringas, mas faz bonito para uma nacional.

Teste de Qualidade: La Brunette
– Produto: Cerveja Stout Gaúcha
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2,2/5

Leia também:
– A dose tripla de malte da Schmitt Barley Wine (aqui)
– A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
– Sparkling Ale (sem bolhas) lembra demais a Schmitt Ale (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
19/08/2010 - 08:22

Opinião do Consumidor: Baltijos Dark Red

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A Lituânia é uma das três Repúblicas Bálticas (a saber, as outras duas são a Letônia e a Estônia) cuja história destaca invasões russas e prussianas, união com a Polônia, ocupação nazista, outra invasão russa após a segunda guerra mundial até se conseguir se firmar independente em 1990. Atualmente soma aproximadamente 4 milhões de habitantes e é desse país pouco conhecido pelos brasileiros que vem a Baltijos Dark Red, uma Dunkel avermelhada extremamente maltada e interessante.

A Baltijos é a mais antiga da família de cervejas Švyturys, uma cervejaria que abriu as portas em 1784 (a mais antiga da Lituânia) e que chega ao Brasil com site especial em português (veja aqui) e mais seis rótulos. O surgimento da cervejaria (número 1 de seu país) é bastante particular: um comerciante deixou de exportar cerveja alemã para a cidade e, na falta, os moradores decidiram fazer sua própria cerveja, nascendo assim a Švyturys em Klaipeda (na costa Lituana, Mar Báltico).

A Baltijos é uma boa pedida para quem gosta de cervejas adocicadas. O caramelo do malte se sobrepõe ao conjunto e se destaca, marcando não só o aroma, mas também o sabor, sem chegar a enjoar (na primeira garrafa). Há notas florais no paladar, mas o conjunto fica no meio do caminho entre uma Pale Ale (mais forte e encorpada) e uma Dunkel tradicional (mais leve e não tão adocicada). Interessante para variar o cardápio, mas não para ser consumida com regularidade.

Teste de Qualidade: Baltijos Dark Red
– Produto: Cerveja Munich Dunkel
– Nacionalidade: Lituânia
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 2,5/5

Leia também:
– Tour Europa 2010: 68 cervejas em 30 dias (aqui)
– Schmitt Barley Wine, Tucher, Edelweiss e outras (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
24/06/2010 - 11:47

Opinião do Consumidor: Schmitt Barley Wine

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Finalmente, uma das gaúchas me conquistou. Após mostrar má vontade com a Schmitt Ale e desaprovar a Schmitt Sparkling, eis que a versão Barley Wine da cervejaria artesanal de Porto Alegre conseguiu um pontinho a favor com meu paladar cervejeiro – e agora é esperar que a La Brunnete Stout empate a peleja e a Magnum vire o jogo.

O segredo da Barley Wine é a dose tripla de malte que deixa a cerveja encorpada e agressiva não só no sabor, mas também na graduação alcoólica: 8,5% (contra 4,5% das nossas tradicionais de boteco) mesma graduação da Duvel, cerveja belga que se chama Demônio e reina absoluta aqui em casa.

O aguado e o azedo característico das versões Ale e Sparkling também batem ponto aqui, porém, logo cedem lugar para o amargor que deixa clara a valorização do álcool no ótimo conjunto. Nota-se ainda um pouco de frutado e cítrico no paladar, que ficam em segundo plano. À frente, brilhando, vem o álcool e o malte.

A top das Schmitt é uma cerveja que pode ser guardada por bastante tempo (essa da foto poderia ser consumida até novembro de 2014), e pede-se para bebê-la como se fosse conhaque. Recomenda-se, inclusive, envelheça-la (as Barley Wine inglesas, por exemplo, podem ser consumidas em até 25 anos). Pode ser encontrada em lojas e revendedores entre R$ 6 e R$ 8 a garrafa de 355 ml.

Teste de Qualidade: Schmitt Barley Wine
– Produto: Cerveja Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 8,5%
– Nota: 3,5/5

Leia também:
– A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
– Sparkling Ale (sem bolhas) lembra demais a Schmitt Ale (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
24/06/2010 - 11:38

Opinião do Consumidor: Tucher

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Quando fiz minha listinha top ten de cervejas européias da viagem de 2008 (link no final do texto), e coloquei apenas uma cerveja alemã entre as dez escolhidas, um alemão chamado Wolfgang questionou nos comentários: “Sou alemão e fiquei um pouco assustado. Na Alemanha tem mais de 2500 fábricas de cerveja. Da próxima vez que você for a Europa, vá à Bavária e experimente as cervejas de lá (mais aqui)”. Não fui a Bavária, mas a Bavária veio até mim através da Tucher.

Fundada em 1672, a cervejaria Städtisches Weizenbrauhaus (Cervejaria de Trigo Municipal) foi a primeira a produzir cerveja de trigo em Nüremberg. Em 1806, o Reino da Bavária anexou o território de Nüremberg, e a cervejaria passou a se chamar Königliches Weizenbrauhaus (Cervejaria de Trigo Real). 50 anos depois, a família von Tucher comprar a cervejaria, mudando em definitivo seu nome, que passou a ser: Freiherrlich von Tucher’sche Brauerei (Cervejaria do Barão von Tucher).

Hoje em dia, a cervejaria do Barão von Tucher continua se dedicando as cervejas de trigo (que eles fazem desde o século 17) de baixa (Tucher Übersee Export e Tucher Bajuvator) e alta fermentação (Tucher Dunkles Hefe Weizen e Tucher Helles Hefe Weizen). Essas duas últimas podem ser encontradas com certa facilidade no Brasil (entre R$ 9 e R$ 14), mas não mantém o mesmo padrão. Enquanto a Helles (clara) é uma delicia, a Dunkles (escura) deixa bastante a desejar.

A Dunkles é uma cerveja de trigo da Bavária elaborada com malte de cevada pálido e tostado e malte de trigo. A Helles é feita com malte de cevada e malte de trigo. Ambas trazem o sabor característico de uma Weiss: notas de banana, cravo e na escura, um pouco de café e chocolate. Porém, a Dunkel é muito aguada, o que acaba prejudicando seu conjunto. Já a Helles é bastante saborosa, se destacando com uma das melhores cervejas de trigo que já provei. Pouco amargor, sabor delicioso e uma suavidade que não é característica principal das Weiss credenciam a Tucher Helles. Deixe a morena de lado e se concentre na loira.

Teste de Qualidade: Tucher

– Produto: Weiss

– Nacionalidade: Alemanha

– Graduação alcoólica: 5,3% (a Dunkles), 5,2% (a Helles)

– Nota: 3,8/5 para a Helles (clara)

– Nota: 1,2/5 para a Dunkles (escura)

Leia também:

– Top Ten de cervejas européias, tour 2008 (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
11/05/2010 - 12:26

Opinião do Consumidor: Edelweiss

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Um dos carros chefes da cervejaria Hofbräu Kaltenhausen, a Edelweiss Weissbier é a cerveja de trigo número 1 da Áustria e a terceira (e melhor) cerveja austríaca a integrar este espaço (a saber, as outras são a densa double bock Eggenberg e a ótima scoth ale Mac Queens Nessie – links no final). A Hofbräu foi fundada em 1475 em Kaltenhausen, uma pequena vila perto de Salzburgo, e a Edelweiss Weissbier começou a ser fabricada em 1986.

Seu nome foi inspirado na flor Edelweiss, que cresce no alto dos Alpes, cuja coleta é proibida por lei. Assim, dizem os austríacos, ao invés de dar uma flor, você pode presentear sua amada com uma taça de Edelweiss (boa, vai). A cerveja é feita com água de um reservatório próprio nos Alpes, e, dizem, entre as especiarias que integram o rótulo está a tal flor proibida. O processo todo pode ser conferido no site oficial da cervejaria (aqui).

De cara, é uma das melhores cervejas de trigo que já experimentei. Não tirou a apaixonante Hoegaarden do topo da lista, mas está ali. A comparação não é à toa: a Edelweiss lembra muito as witbier belgas (que acrescentam especiarias na fórmula). O aroma doce característico de banana que marca uma boa Weiss está presente. O sabor é marcante, refrescante, uma delicia. Tem um pouco de banana, especiarias, malte de trigo. A long neck pode ser encontrada por ai em torno de R$ 8 enquanto a garrafa de 500 ml sai por R$ 13. Belo investimento.

Teste de Qualidade: Edelweiss Weissbier
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Austríaca
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,9/5

Leia também:
– Eggenberg, “a cerveja mais forte do mundo” (aqui)
– Mac Queens Nessie, feita com malte de uísque escocês (aqui)

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