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Arquivo da Categoria Minas Gerais

28/02/2011 - 12:33

Opinião do Consumidor: Wäls

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O trio de fource da excelente cervejaria Wäls (da região da Pampulha, em Minas Gerais) têm apenas quatro anos de vida, mas são tão especiais e deliciosas quantos as milenares cervejas alemãs ou belgas. A cervejaria, por sua vez, nasceu em 1999, e começou fabricando chopes Pilsen, Stout e English Pale Ale para a rede de fast-food do patriarca da família, e só foi se aventurar nas belgas em 2007.

A Wäls continua fabricando os chopes além de engarrafar uma versão Pílsen Bohemia (também de receita belga), mas desde 2007 adentrou o território strong ale de cervejas, primeiro lançando a elogiada versão Dubbel (bastante tradicional), e nos dois anos seguintes surgindo com as sensacionais versões Trippel (2008) e Quadruppel (2009), a última a mais forte da casa, e desde já uma das melhores cervejas brasileiras.

A ideia pessoal era começar pela Dubbel (7,5%) e então passar para a Tripel (9%), mas na hora de fazer a foto, me enrolei e quando vi já havia enchido o copo com a complexa, assustadora e sensacional Quadruppel, 11% de teor alcoólico embrenhado em meio a um aroma adocicado que lembra caramelo, ameixa e uvas passas e prepara o paladar para uma experiência especialíssima.

A Quadruppel consegue conciliar com brilhantismo a imensa quantidade de álcool (que aqui remete diretamente a melhor cachaça mineira, como avisa a fórmula) com um adocicado que lembra ameixa, café (mas de forma bem leve), malte e caramelo, que permeiam a boca durante toda a passagem, deixando no final um ponto de amargor (característico de cachaça) que finaliza uma cerveja excepcional.

Eis uma cerveja encorpada e forte, mas não agressiva. Seu principal diferencial surge na maturação, quando são inseridos chips de carvalho que, antes, foram deixados marinando em cachaça mineira – e esse processo confere extrema personalidade ao conjunto. A cerveja continua sendo refermentada na garrafa. A validade desta que provei era outubro de 2013.

Após se encantar com a Quadruppel, a versão Trippel parece ser a cerveja mais leve do mundo. Não é bem assim. São 9% de graduação alcoólica, que seguindo a tradição belga, desaparecem no conjunto harmonioso. Aqui não há cachaça para rebater o adocicado, apesar de o aroma destacar o álcool em meio a notas de malte, coentro e casca de laranja (todos integrantes da formulação da Trippel), além de mel.

Ao primeiro toque na língua, o álcool se faz marcante, mas desaparece logo em seguida dando lugar a um dulçor que permanecerá durante toda a ingestão. Esse adocicado é embalado por frutado (lembrando algo de banana, mas bastante distante de uma Weiss, e algo de laranja) e um pouco de malte (que remete bastante a mel). No final, longo, o álcool volta a marcar presença. Uma bela cerveja, menos complexa e interessante que a Quadruppel, mas ainda assim especial.

Por fim, aquela que deveria ser a primeira: a Dubbel. Imagino que começando por ela, depois pela Trippel e terminando na Quadruppel, a empolgação seja maior. Mas quando se começa pela melhor, o paladar cobra um pouco mais. Importante ressaltar, as três cervejas têm personalidade definida ao ponto de uma se diferenciar bastante da outra. A Dubbel é a mais tradicional das três chegando a lembrar bastante as strong ales belgas (diferente da Quadruppel, cujo cachaça a torna praticamente única).

No aroma, a Dubbel traz as características notas de nozes, frutas secas, uvas passas, caramelo e café (os dois últimos em menor quantidade), com um pouquinho de álcool (são 7.5% de graduação) muito bem inserido no conjunto (como uma boa belga). Na boca ela impressiona mais. O começo valsa entre o adocicado e o amargo, numa complexidade deliciosa que remete a ameixa e malte, finalizando com um seco e levemente amargo (em teste cego, muitos diriam estar diante de uma belga original). Ainda que inferior as suas irmãs, uma cerveja excelente.

Teste de Qualidade Wäls Dubbel
– Produto: Strong Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 4,11/5

Teste de Qualidade Wäls Trippel
– Produto: Strong Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 9%
– Nota: 4,19/5

Teste de Qualidade Wäls Quadruppel
– Produto: Strong Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 11%
– Nota: 4,90/5

A Wäls pode ser encontrada em empórios e algumas lojas online entre R$ 11 e R$ 19 e garrafa de 330 ml (R$ 35 a garrafa de 750 ml) no formato com rolha, que pode ser guardado por até dois anos (ela continua refermentando na garrafa). As três acima foram compradas no Empório do Shopping Frei Caneca.

Autor: - Categoria(s): Minas Gerais, Provamos, Recomendamos Tags:
25/08/2008 - 14:16

Onde encontrar a melhor água com gás do mundo?

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Muita gente acredita que água com gás é tudo igual. Eu discordo. E tenho cacife para tanto. Não sei exatamente se foi esse o motivo que me colocou na posição de editor do iG Crianças, mas o fato é que em 29 anos de existência jamais coloquei uma gota de álcool na boca. E sim, isso quer dizer que nunca provei champagne no Reveillon, vinho na macarronada de domingo e cerveja nos bares de São Paulo.

Antes que alguém pense que essa atitude está ligada a um culto religioso, trauma de infância ou problemas genéticos, afirmo que não pertenço a nenhuma seita, nunca apanhei de parentes bêbados quando criança e possuo um fígado em perfeito estado de conservação.

Agora que já deixei claras minhas credenciais, vou seguir com o tema proposto que é água com gás. Existe uma infinidade desse tipo de bebida nos bares e mercados das cidades, mas uma marca supera as demais. No caso, a água gaseificada de São Lourenço.

Para quem não conhece, a cidade mineira de São Lourenço tem como principal cartão postal o Parque das Águas, que consiste numa enorme área verde onde foram construídas fontes de águas minerais específicas.

Uma dessas águas é a famosa água gasosa, engarrafada e distribuída pela Nestlé. Essa água, ao contrário da maioria disponível no mercado, não é gaseificada artificialmente. Isso mesmo, o grande lance das águas de São Lourenço é o fato de que elas “brotam da terra” assim, com um gosto específico de minerais naturais. E essa naturalidade, por assim dizer, é o que torna o seu gosto incomparável.

Mas infelizmente a água “gasosa” não chega sequer aos pés da melhor de todas as fontes existentes no Parque das Águas. E quando afirmo isso estou me referindo a melhor de todas as águas que já tomei na minha vida, que é a água mineral carbogasosa ferruginosa.

Desde pequeno freqüento o balneário de São Lourenço com meus pais, e a grande expectativa após horas de viagem até lá é sentir o sabor de “ferrugem” que só essa bebida possui. Tenho certeza de que ali “o criador” gastou uns minutos a mais.

Mas como nem tudo é perfeito, descobri a duras penas que o gosto da ferruginosa não resiste mais que dois ou três dias após ser engarrafada, o que sempre me impediu de apreciar seu sabor no sofá de casa. Paciência.

Mas a dica está aí: se quiser beber a melhor água com gás do mundo, rume para São Lourenço e procure pela Fonte Primavera no Parque das Águas. Se não tiver paciência, contente-se com a inigualável água gasosa nos melhores bares, cafés e restaurantes da cidade.

Autor: - Categoria(s): Minas Gerais, Recomendamos, São Lourenço Tags: , , ,
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