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Arquivo da Categoria Eventos

30/09/2009 - 19:00

Campeão do Brasil Master Chopp rumo à Nova York

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Marcio de Souza, do Na Mata Café
Marcio de Souza, do Na Mata Café, o campeão

São Paulo foi palco de mais uma disputa na etapa final da 4ª edição do Brasil Master Chopp, campeonato promovido pela Real Academia do Chopp, da AmBev, que elege o melhor tirador de chope do País.

A equipe Bebidinhas tentou muito participar do Campeonato para Jornalistas, mas não conseguiu defender os honrosos quarto, quinto e nono lugar do ano passado (relembre a nossa participação aqui).

E como diria o Galvão, para você que chegou agora, e não sabia que existe um campeonato de tirador de chopp, fique sabendo que além de existir, o competidor precisa seguir um ritual de nove passos (segundo a tradição belga). Listamos todos aqui.

Neste ano, o paulista Marcio de Souza, do Na Mata Café (SP), ganhou o primeiro lugar na categoria Stella Artois Challenge e, ainda, o direito de representar o país na World Draught Master, campeonato mundial da categoria.

A grande disputa ocorre no dia 29 de outubro em Nova York e tem por objetivo incentivar a cultura cervejeira.

Ao todo, sete competidores participaram da etapa final nacional. Gabriel Almeida Coelho, do Bar Bazkaria (Porto Alegre), e Vivian Aline Salmeron, do Charles Edward´s (São Paulo), que dividiram o ranking com o campeão no segundo e terceiro lugares respectivamente.

Ligilena durante a primeira edição da competição para jornalistas
Ligia “The Bad” Helena, melhor colocada do Bebidinhas no campeonato de 2008

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02/06/2009 - 05:09

Como degustar uísques

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Em 1992, Jim Murray decidiu largar o jornalismo para escrever única e exclusivamente sobre uísque. Na época, não existiam revistas especializadas na bebida e pouco era o interesse no tema, mas aos poucos o inglês ganhou terreno e publica anualmente desde 2003 o “Whisky Bible”, a bíblia do uísque, um guia no qual avalia os lançamentos de destilarias de todo o mundo.

A Ballantine’s, que em 2008 ganhou o prêmio de melhor lançamento, trouxe Jim para o Brasil para fazer uma degustação em São Paulo e em Recife, a cidade brasileira onde mais se consome uísque. E claro que em nome de você, leitor, fiz o sacrifício de acompanhar a degustação. Rá!

Mas vamos às dicas de Jim para apreciar um bom uísque. Pra começar, o copo. “Sabe aquele copo de uísque de base reta? É ótimo para praticar tiro ao alvo”, disse o consultor. O ideal é uma taça com base, em forma de tulipa, para que os aromas se preservem. Aqui vai uma foto do copo ideal que tirei no dia da degustação. Prestem atenção no baldinho, em instantes explico o que ele está fazendo lá:

Gelo, como vocês deve imaginar, é um pecado aos olhos de Jim: “Uísque é uma bebida com 40% de álcool. Se você coloca água, vira uma água forte, não é uísque. Eu entendo que vocês brasileiros usem o gelo porque aqui é um país quente e é bom ter uma bebida refrescante, mas…”

Tacinhas ao invés de copos e a falta do gelo não são as únicas novidades na degustação, que pede também que você tenha em mãos uma cuspideira. Sim, é o baldinho, que estava cheio de areia. “Quantos de vocês cospem?” pergunta o malicioso Jim. “É necessário cuspir porque senão você fica bêbado e não consegue sentir os sabores e aromas da bebida”. Tudo preparado? Uísque servido nos copos? Vamos à degustação!

O primeiro passo é cheirar o líquido, encostando levemente o copo na boca sem que ele encoste no nariz, para que o ar se misture ao cheiro da bebida. O copo deve ser colocado debaixo de uma narina de cada vez. “Cheirar o uísque é como preliminares, tem que acontecer! É muito interessante observar se o que você esperava encontrar se confirma ao beber o uísque”, disse Jim.

Agora vou demonstrar toda a minha nerdice para explicar como segurar o copo para a segunda etapa: faça aquela mão de Spock (a do “Vida longa e próspera”, foto abaixo) e coloque o copo entre os dedos anelar e médio. Em seguida, tampe a boca do copo com a outra mão e encoste-o no corpo. A idéia aqui é deixar a bebida na temperatura do seu corpo, excitando as moléculas. Cheire de novo. Não parece que é outra bebida?

Finalmente um primeiro gole, mas que deve servir apenas para lavar a boca com a bebida., É beber e cuspir sem pensar para que no segundo gole você consiga sentir apenas o uísque. Na segunda vez você tem que segurar a bebida na boca com o queixo um pouco elevado para que você possa respirar pela boca e fazer com que o uísque passeie por todas as áreas. “É como se você fosse um peixe, passe vergonha sem medo”, instruiu Jim. E daí cuspa de novo.

Agora você pode refletir sobre as sensações que a bebida deixou. Indica Jim: “O segredo é pensar em coisas simples. Nada de ser enganado por essas histórias que se lê por aí de sentir o gosto de amoras peruanas colhidas ao cair da tarde. Procure perceber se o uísque é seco ou doce, se tem sabor defumado, se lembra frutas, se lembra sua infância. O interessante no uísque é que ele proporciona uma experiência totalmente pessoal.”

A complexidade da bebida é outro ponto a ser observado. “Um uísque interessante é complexo, começa de um jeito e termina de outro. Se ele é seco do começo ao fim, é sem graça, o segredo é justamente balancear sensações, sabores, ter ações e reações, é tornar a experiência única”.

Pronto! Seguindo esses passos você já pode iniciar suas explorações no mundo do uísque. E agora vou defender a degustação. Sim, é meio besta pensar em pagar uma grana no uísque (ou vinho, ou qualquer bebida que seja) e cuspir, mas a idéia aqui é aguçar o paladar pra você perceber realmente o que gosta, se uísques mais pesados, se mais leves, se mais doces, mais secos, se seu negócio é scotch, bourbon…

As opções são muitas e é bem legal essa experiência de parar para perceber o que realmente agrada seu paladar, conhecer novas marcas e seu próprio gosto. Por exemplo, depois da degustação fiquei morrendo de vontade de comprar uma garrafa de Jameson porque adorei o fato dele ser frutado, entre os scotch whiskys estou mais para os médios, como o Ballantine’s, ao invés dos mais leves, como o Red Label e que no final das contas, gosto mais de bourbon que de uísque. Agora, se vou trocar os copos e abrir mão do gelo, essa é uma outra história… :D

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08/04/2009 - 09:35

Opinião de Consumidor: Kriek Boon

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kriek_bonn.jpg

Teste de Qualidade: Kriek Boon
– Produto: cerveja
– Nacionalidade: belga
– Graduação alcoólica: 4%
– Nota: 2/5

Conhecida como “Fruit Lambic”, a Kriek Boon (que acaba de chegar ao país via Bier & Wein) é uma cerveja de fermentação espontânea que leva cereja (Krieken) em sua formulação. Melhor irmos com calma. O bom bebedor sabe que existem duas categorias básicas de cervejas, certo: as Ales (de alta fermentação) e as Lagers (de baixa fermentação). A Kriek Boon, porém, é de uma terceira categoria, conhecida por Lambics. São cervejas de fermentação espontânea (ou selvagem) produzidas no Vale do Senne, perto de Bruxelas, cujo maior diferencial é não receberem adição de fermento durante o processo de fabricação.

Se a falta de adição de fermento já bastaria para diferenciar uma cerveja, a Kriek Boon tem uma particularidade que a torna especial: cada litro de cerveja recebe ao menos 250 gramas de cereja. Isso mesmo, a fruta. A cereja é adicionada inteira via maceração (método adotado na cultura do vinho) e o resultado é uma cerveja de paladar ácido-doce, com bela espuma e baixa graduação alcoólica. Para dar um charme ao produto, a Kriek Boon é engarrafada com rolhas de champagne e já tem prêmio no currículo: medalha de ouro do Monde Selection, de Bruxelas.

A rigor, o brasileiro apaixonado por Lagers vai estranhar a Kriek Boon. Sua leveza e o sabor de cereja bastante destacado chamam a atenção enquanto produtos tão queridos como o malte e o lúpulo acabam ficando em segundo plano, porém é preciso ter em mente que essa é uma cerveja para ser bebida em ocasiões especiais (seu preço, em torno de R$ 30, exemplifica isso), e não em happy hour de sexta-feira ou em frente à TV assistindo a um jogo de futebol. Se os amantes da loura gelada talvez estranhem a Kriek Boon, aqueles que não gostam de cerveja (preferindo champagne ou mesmo vinho) deviam dar uma chance para esta belga doce e ruiva. Pode rolar romance.

Leia também:
– Opinião do Consumidor: Hoegaarden (aqui)
– Opinião do Consumidor: Erdinger Champ (aqui)
– Opinião do Consumidor: 8.6 Red (aqui)
– Opinião do Consumidor: Beck’s (aqui)
– Top Ten Cervejas Européias (aqui)

Autor: - Categoria(s): Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos Tags: , , , , ,
05/12/2008 - 08:00

Top Ten Cervejas Européias

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Entre julho e agosto passei 40 dias na Europa assistindo a shows, conhecendo alguns pontos turísticos do velho mundo e… bebendo cerveja. Era verão, o que não quer dizer muita coisa se você está na Escócia (e, às vezes, na Bélgica), mas faz toda diferença quando o assunto é Espanha, França ou Inglaterra (imagina: peguei uma semana inteira de sol em Londres!). Amigos ficaram decepcionados quando contei que não bebi uísque nacional na Escócia, mas meu lance era outro.

Assim que abri a primeira cerveja na Bélgica (na verdade, a primeira latinha foi aberta ainda sobre o Atlântico), um novo mundo se abriu com várias novidades. As cervejas belgas, sem dúvida, conquistaram o meu coração. As alemãs desceram bem – e a Beck’s, cerveja que me acompanhou no show do Radiohead em Berlim, está sendo vendida no Brasil – mas eu esperava mais. As escocesas foram uma completa decepção (a Tennents, que patrocina o T In The Festival é tão leve que parece água).

A Espanha, ao contrário, foi uma surpresa. E até a Heineken, que está entre as marcas que mais detesto no Brasil, se mostrou agradável em Benicassim. A Inglaterra também não surpreendeu (Newcasttle, John Smith’s), mas era de se esperar já que as cervejas preferidas dos ingleses são a irlandesa Guiness e a belga Stella Artois. No fim das contas foram umas 40 marcas de cerveja diferentes em 40 dias de viagem das quais selecionei 10 para este singelo Top Ten. Não tem nada de definitivo nem de especialista aqui. É apenas opinião de consumidor. Anote as dicas e experimente.

10) San Miguel (Espanha) 4,8%

Nos sites de especialistas ela não tem uma boa classificação, mas foi uma ótima companheira nas caminhadas pelo bairro gótico de Barcelona e também em alguns passeios em Madri. Sabor forte, metalizado, que você acostuma após a segunda latinha. Há, também, uma versão especial cuja receita segue a da primeira feita em um convento situado nas Filipinas.

09) Amstel (Holanda) 5,0%

Apesar de ter bebido algumas garrafas de um litro na beira da praia em Benicassim, na Espanha, essa cerveja é natural da Holanda e leva o nome do rio que corta Amsterdã, capital do país. Divide o mercado holandês com a Heineken, mas é um pouco mais forte (nem tanto assim) e mais amarga que a concorrente (que também faz sucesso na Espanha). Nasceu em 1883.

08) CruzCampo (Espanha) 4,8%

É uma cerveja pale lager suave que lembra muito as marcas brasileiras. È suave e refrescante e me acompanhou durante a estadia em Málaga, na Andaluzia, sob o sol de 40 graus que acariciava a praia banhada pelo Mediterrâneo. Segundo o rótulo, é fiel à receita original de 1904. Há, ainda, uma versão Especial bastante saborosa com 5,7% de grau alcoólico. Extra: é a cerveja que patrocina a seleção espanhola.

07) Orval (Bélgica) 6,2%

Orval é um mosteiro belga fundado em 1070 que fica perto da fronteira com a França. É de lá que sai uma das cervejas trapistas (produzida em abadia católica) mais famosas do mundo. A cerveja começou a ser produzida apenas em 1931 como forma de angariar fundos para a reconstrução da abadia destruída na Revolução Francesa. Sua produção ainda é feita na abadia sob a supervisão de 11 monges, e sua receita é um segredo absoluto. Bebi na praça central de Leuven. É uma cerveja forte, densa, que sobe que é uma beleza. Para tomar devagar, com cuidado e sonhar com anjos.

06) Köstritzer (Alemanha) 4,9%

Primeira cerveja escura e alemã da lista, a Köstritzer é a cerveja preta mais famosa da Alemanha. Fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516), a Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Deverá surpreender os fãs da docinha Malzbier nacional. Conta a história que Goethe, quando estava doente e impossibilitado de comer, se alimentava desta cerveja. Sabor forte e encorpado. Bebi caminhando pela ex-Berlim Oriental.

05) Mahou (Espanha) 5,5%

Pronuncia-se Mau, e se você for de Ibéria para a Europa não pense duas vezes: peça Mahou no almoço/jantar, no café da manhã ou antes de dormir e, se possível, faça amizade com os comissários de bordo para o caso da sede bater em algum horário diferente. É levíssima, de grau alcoólico elevado (para os nossos padrões, não para os belgas) e é uma ótima maneira de entrar no mundo das cervejas européias, já que lembra bastante as nacionais, mas é mais saborosa. Existe uma versão clássica, mais fraca. Deixe de lado e vá atrás da versão 5 Estrellas datada de 1969. Bebi em vários lugares da Espanha.

04) Voll-Damm (Espanha) 7,2%

Eu tinha certeza de que essa cerveja era alemã quando a peguei em uma lojinha de Madri, mas descobri depois que ela era de Barcelona. Cerveja quase escura cuja marca patrocina o festival de jazz da cidade. O rótulo ainda informa que ela ganhou o prêmio de melhor cerveza strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards. Extremamente saborosa. Uma delicia. Recomenda-se, porém, ir devagar. Seu alto teor alcoólico (para brasileiros, belgas e espanhóis) sobe rapidinho. A mesma cervejaria fabrica a Estrella Damm, clara, que poderia ter conseguido um lugarzinho nessa lista e serviu de consolo para a perda do show de Tom Waits, em Barcelona.

03) Hoegaarden (Bélgica) 4,9%

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden, também conhecida como White Beer, possui um processo de fabricação único e complexo: a primeira etapa é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas. Além de seu processo de produção diferenciado, ela contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico. É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Bebi várias em… Londres.

02) Leffe (Bélgica) 6,5%

Fui recebido em Leuven, cidade da Stela Artois, por uma belga, a Odile (que abrigou a mim e a um amigo, Carlos, durante os nossos dias de Rock Werchter). Ela preparou um jantar e, a certa altura, perguntou se gostávamos de cerveja. Resposta assertiva e, na seqüência, uma Leffe Blonde (que, segundo ela, era guardada para as visitas). Foi paixão ao primeiro gole que, em seguida, tive que dividir com a versão Brune, mais saborosa ainda. Segundo os fabricantes, ela mantém a mesma receita desde 1240, quando surgiu feita pelos monges da antiga abadia de Leffe. A clara tem um sabor forte e é levemente adocicada no final. A escura é mais encorpada. A paixão foi tanta que a bebi, ainda, em Glasgow, em Paris e em Londres. E mantenho sempre umas cinco (tanto dela quanto da Hoegaarden) na geladeira para o caso da saudade bater mais forte.

01) Duvel (Bélgica) 8,5%

Tirem as crianças da sala. O negócio aqui é sério. Quer sentir o clima: o nome desta excelência em cerveja, traduzido, quer dizer “Diabo”. Eita cervejinha danada. Eu e o Carlos a encontramos por acaso, no almoço de despedida em Leuven. Íamos pedir outra Orval, mas acabamos buscando uma novidade no cardápio, e nos deparamos com ela. Bebemos duas e saímos felizes da vida. Deixei o amigo na estação de trem, virei as costas e encontrei mais três comparsas recifenses e tive que mostrar para eles a descoberta. Bebemos mais três, pedimos a garrafa para descobrir a graduação alcoólica, e caímos pra trás com os 8,5% estampados no papel. Uma delicia com jeitinho inocente: uma garrafinha gordinha, fofa, que quer testar sua confiança. Cuidado: nunca (NUNCA) beba mais do que três garrafinhas. Diz a lenda que esta é a cerveja escura que se transformou em ouro. Criada em 1918 para comemorar a vitória dos Aliados na 1ª Guerra Mundial, é até hoje o carro chefe da pequena cervejaria independente Moortgat. Eleita a melhor cerveja disponível nas prateleiras brasileiras pela Revista Prazeres da Mesa. Faço coro, brindo e vou além: Duvel é uma das melhores cervejas do mundo.

Serviço:
As marcas espanholas ainda são difíceis de serem encontradas no Brasil. As belgas Leffe e Hoegaarden, no entanto, estão sendo importadas pela Ambev e podem ser encontradas em bons supermercados (em São Paulo, na rede Pão de Açúcar) por menos de R$ 4 a long neck. A alemã Köstritzer pode ser encomendada em importadoras, e a garrafa de 500 ml está saindo por volta de R$ 8. Já a espanhola Voll-Damm começa a pesar no bolso: R$ 12,90. A Duvel, no entanto, vai além e honra a qualidade custando mais caro que algumas boas vodkas: R$ 17 a long neck e R$ 47 a garrafa de 750 ml nas importadoras.

As cervejas Trapistas
Existem apenas sete cervejarias trapistas em todo o mundo. Só cerveja fabricada em um mosteiro, sob o olhar atento da comunidade monástica cisterciense que ali vive, pode legitimamente usar o nome das estritamente controladas “Trappiste”. A Bélgica é a casa de seis fábricas: Orval, Chimay, Rochefort, Westvleteren, Westmalle e Achel. A sétima é Koningshoeven e está localizada na Holanda.

Leia também:
– As oito melhores cervejas belgas, por Gustavo Brunoro (aqui)
– Diário de Viagem Europa 2008, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos, Utilidade pública Tags: , , , ,
23/09/2008 - 14:54

O melhor tirador de chopp do Brasil

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Lembram daquele concurso de tirador de chopp para jornalistas? Pois é, como já tínhamos dito na semana passada, a função era só uma prévia divertida para o que estava realmente em jogo: o título de melhor tirador do chopp do Brasil!

Oitenta e quatro pessoas, de 13 estados, participaram do 3º Brasil Master Chopp, a eliminatória para indicar o representante brasileiro no World Draught Master, campeonato mundial da categoria, em Leuven, Bélgica, berço da Stella Artois.

Não por acaso, a competição principal é realizada com o chopp de Stella, utilizado também no mundial. Mas como o néctar belga é bastante recente no Brasil, a grande massa dos bares tupiniquins manda é concorrentes para o Chopp Brahma Master, competição paralela, que, como o próprio nome diz, escolhe o especialista nas torneiras da AmBev.

À primeira vista até pode parecer um concurso de miss, mas esses são os quesitos avaliados pelo júri: habilidade, destreza, simpatia, qualidade do serviço e respeito ao ritual. A última parte a Lígia já explicou – são os nove passos que devem ser seguidos à risca para tirar o nobre chopp Stella.

Não sei o que vocês acharam, mas adianto, com conhecimento de quem tirou um honroso quinto lugar na prova dos jornalistas, que não é fácil não. Experimente unir louça lavada + coordenação motora + geometria + timing + carinho + equilíbrio + controle para não meter a boca no copo, tudo em um curto espaço de tempo e com um sorriso deslumbrante no final? Só depois de muito treino.

Vivian e XXXE o nome do atleta escolhido para representar o Brasil na olimpíada belga é… Vivian Aline Salmeron da Silva! Isso mesmo, ponto para o time das mulheres, que parecem estar se tornando hegemônicas no “esporte” – no ano passado, a campeã mundial foi Erin Carroll, uma neozelandesa de Auckland.

Vivian foi a representante do Bar Charles Edward, de São Paulo, seguida de perto por Marcelo Brandão (Tehama Tex Mex, Porto Alegre) e Pedro Augusto Costa (Seo Rosa Gramado, Campinas). Já o especialista em chopp Brahma, que ganhou o direito de ir torcer para Vivian na Bélgica, é Gilvandro Andrade Trindade, do bar Genuíno, também de São Paulo. Além da viagem, os dois vencedores embolsaram um prêmio de R$ 4 mil. Vai dizer que não dá vontade de largar tudo e ir pra trás do balcão?

***

Primeiro post, e o cartão de visitas habitual: repórter de cultura e música do iG, grande fã das pilsens belgas (e amante de uma certa cerveja de morango britânica). Após experimentar a mistura entre maracujá e Gabriela paratiense, descobri que a melhor caipirinha pode ser mesmo lá em casa.

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17/09/2008 - 00:00

O ritual para uma Stella perfeita

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No Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas a gente competiu tirando chopps Stella Artois. GENTE, é uma das minhas cervejas do coração, fiquei muito feliz quando soube que iamos aprender com ela. Confesso que nunca tinha bebido o chopp, só a cerveja, então estava ansiosa para provar a Stellinha – mais legal ainda ela tirada por minhas próprias mãos :D

Eu sabia que a Stella era uma cerveja de tradição e tudo – afinal vem escrito no rótulo que ela é fabricada desde 1366 – mas ainda não conhecia o ritual para servir Stella Artois. Foi aí que entrou em cena Andrei, nosso PROFESSOR DE TIRAR CHOPP, para ensinar os nove passos para servir uma Stella perfeitinha. Sim, são NOVE passos, e tivemos que repetir todos eles no campeonato. Não é fácil de lembrar de todos ali na hora do vamos ver, mas nos ensinaram direitinho, olha só:

(Se você não conseguir assistir ao vídeo aqui, assista no YouTube)

Vou explicar aqui por escrito como as coisas funcionam, se você quiser pode tentar em casa ;)

Passo 1 – A Purificação – Consiste em deixar o cálice perfeitamente limpo e gelado. Para isso, muito detergente, esfrega-esfrega e água gelada. Sua mão vai gelar também, mas tudo por um chopp perfeito! Pra ver se está limpinho, olhe o cálice contra a luz.

Passo 2 – O Sacrifício – Ai que dó: o primeiro jato de chopp tem que ser descartado. Isso pra evitar que a bebida que já está no “caninho” da chopeira vá para seu cálice. Esse jatinho pode estar quente, eca…

Passo 3 – A Alquimia – Ô coisa linda… com o cálice a 45°, você derrama o líquido dourado (emoção!) O chopp circula no fundo do cálice, formando a proporção ideal entre cerveja e espuma. Já dá pra começar a salivar.

Passo 4 – A Coroa – Também conhecida como colarinho. Para a coroa ficar linda, você deixa o cálice na posição vertical. Aí a cerveja não entra em contato com o ar, e o sabor fica intacto.

Passo 5 – A Remoção (que o professor chamou de reverência) – Fecha-se a torneirinha sem deixar nenhuma gota extra cair no cálice. Nem fora dele, né? Já basta o desperdício do começo…

Passo 6 – A Guilhotina – Elimina-se o excesso de espuma do cálice com uma espátula liiiinda. A espátula também tem que estar a 45°. Só pode passar a espátula uma vez, e COM AMOR. Nem muito rápido, nem muito devagar. Com isso você tira as bolhas maiores, que podem estragar seu chopp, e só deixa as bolhinhas pititicas, que deixam a coroa cremosa. Sabe?

Passo 7 – A Regra dos Dois Dedos – ALÔU CARIOCAS, ESSA É PRA VOCÊS: chopp tem que ter colarinho! Dois dedos (uns 3cm) de colarinho, pra manter a bebida geladinha e saborosa. E pra fazer aquele bigodinho maroto.

Passo 8 – A Limpeza do Cálice – Achou que já estava na hora de beber? Nããããão (é um pouco frustrante, eu sei). Depois disso tudo, o cálice volta pra uma banheira de água limpa e recebe um banho final, pra eliminar qualquer vestígio de chopp do lado de fora. Sua mão vai gelar de novo, mas você está quase lá.

Passo 9 – A Honra – AEEEEE! Pode beber feliz sua Stellinha perfeita. E exibir seu vasto conhecimento dos 9 passos na próxima mesa de bar!

Autor: - Categoria(s): Eventos, Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: , , ,
16/09/2008 - 15:18

I Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas

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A gente já tinha dito que ia marcar presença, né? Então hoje pegamos um táxi – claro – e fomos defender a camisa do Bebidinhas no campeonato. Na verdade a competição entre jornalistas era um “esquenta” para o 3º Brasil Master Chopp, etapa brasileira do World Draught Master 2008

 

Vamos ser honestos: a gente não conseguiu nenhum lugar no pódio, uma pena. Eu, “The Bad”, fiquei em quarto lugar, Marco “The Gaucho” ficou em quinto, e Marcelo “The Good” ficou em nono lugar. A honra do pódio ficou para os três da fotinho ao lado: em primeiro lugar Marcelo Jucá, do Gastronomia e Negócios; em segundo lugar Juliana Crem, do Guia da Cerveja, e em terceiro lugar Cleo Tassitani, do Destaque SP. Mas a gente deu muita risada, aprendeu os 9 passos do ritual para tirar um chopp Stella Artois e saimos de lá com vontade de fazer isso mais vezes, nem que seja em nossas próprias casas ;)

Nos próximos posts vamos explicar os 9 passos do ritual e contar nossas experiências do outro lado da chopeira. E, claro contar quem foi o grande campeão da competição SÉRIA, que reúne os maiores tiradores de chopp do Brasil. Aguardem ;)

 

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Se meu copo falasse... Tags: , , ,
12/09/2008 - 20:10

Nosso time no campeonato de tirador de chope

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O Brasil Master Chopp, etapa brasileira do concurso mundial World Draught Master, que elege o melhor tirador de chope, acontecerá no dia 16 de setembro em São Paulo. E o Bebidinhas vai mandar o seu time para a competição café-com-leite que vai ser promovida entre os jornalistas.

Nosso Drink Team: The good, the bad and the gaucho

O vencedor do Brasil Master Chopp, que vai ser anunciado ao final do evento, vai ganhar uma viagem para Leuven, na Bélgica, e concorrer com tiradores de chope do mundo inteiro.

Já os nossos Mac Costa, Ligelena e Marco vão competir entre si para ganhar o título de O Maior Tirador do Bebidinhas.

Mac acaba de voltar de uma turnê na Europa degustando muitas cervejas e parece estar bem treinado para o desafio. Ligia é a representante das mulheres do blog, que não são de brincadeira.

E Marco, com toda sua calma, pode surpreender todo mundo e levar o prêmio. Em qual deles você coloca mais fé?

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