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Arquivo da Categoria Causos

06/05/2011 - 14:40

Cinco pubs de cervejarias nos EUA

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A edição de fevereiro da revista Alfa (com Chico Buarque na capa) trazia uma interessante reportagem sobre o Vale das Cervejas, no Estado do Colorado, região que tem, contada, 74 microcervejarias (leia, depois, aqui – hehe). Não fui a nenhuma dessas cervejarias na viagem, o que não quer dizer que me rendi ao império Inbev, muito pelo contrário, e abaixo listo (em cada uma das cidades pelas quais passei) bares cervejarias que valem muito a sua visita.

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Elevator Brewery And Draught, Columbus
A chance de você passar pela simpática capital do Estado de Ohio é pequena, mas se acaso acontecer, a High Street é a rua que você precisa encontrar. Dois bons pubs cervejarias estão ali: a Barley’s Brewing (nº 467), que além de cervejas direto do barril tem no cardápio a ótima Blue Moon e bons sanduíches, e a preferida da casa, Elevator Brewing. Em uma bela mansão de 1897, assombrada por fantasmas e espíritos (segundo o cardápio), o pub exibe uma lista extensa que mantém, ao menos, 12 tipos de cerveja diferentes escorrendo pelas torneiras. Você pode arriscar entre alguma dos cavalos de batalhas da cervejaria (Dark Horse, medalha de bronze em torneio, a Procastinator Doppelbock ou a demente Hours Imperial Red Ale, de 11% de graduação alcoólica) ou pedir um sampler com três (US$ 4,50) ou seis (US$ 9) cervejas do cardápio. Minha preferida: Three Frogs, uma IPA de responsa.

http://www.elevatorbrewing.com/

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Magnolia Pub and Brewery, São Francisco
Sob o comando do brewmaster Dave McLean, o Magnolia Pub não é só o lugar que vende brownie de chocolate com bacon de sobremesa. Todas as cervejas do cardápio são feitas na casa (são quase 20, embora algumas sejam sazonais) e os destaques são a poderosa Pride to Branthill, uma english strong ale de corar a alma com 9% de graduação alcoólica, mas deixe-a para a segunda ou terceira rodada (senão as outras soaram apagadas, menores), a Piper Pale Ale (5,2%) e a encorpada Stout of Circustance. Eles ainda têm uma Cole Porter no cardápio e uma sazonal bastante interessante: Magnolia Bonnie Lees Best Bitter. O fish and chips (tradicionalíssimo com fritas bravas e muito óleo) é ótimo. Pub com jeitinho de decadente, mas muito bem freqüentado, o Magnolia fica numa esquina da Haight Street, 1398, no bairro da contracultura.

http://www.magnoliapub.com/

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Barney’s Beanery, Los Angeles
Esqueça a Calçada da Fama. Este é o lugar obrigatório (junto com a Amoeba) a se passar em LA. Pub bacana que em suas mesas viu desde Marilyn Monroe comer sanduíche, Jimi Hendrix conversar com Janis Joplin pela última vez antes da overdose, e Quentin Tarantino rabiscar o roteiro de “Pulp Fiction” (entre outras coisas), e que hoje em dia está lotado de TVs passando jogos de basquete, hóquei e beisebol – além de ter mesas de bilhar. De produção própria só tem a boa cerveja que leva o nome da casa, mas o cardápio tentador tem mais de 200 marcas divididas entre EUA e Estrangeiras e entre torneira e garrafa. No cardápio (veja aqui e aqui) tinha uma Monty Python’s Holy Grail inglesa (que estava em falta), que me deixou curioso (essa da foto é uma Pyramid Hefe, do Havaí). A comida é bem boa – destaque para o chilli. São cinco filiais, mas a original é a da Santa Monica Boulevard, 8447, em West Hollywood, trecho histórico da Route 66.

http://www.barneysbeanery.com/

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Rock Bottom, Chicago
Pub cervejaria com mais de 30 filiais pelos Estados Unidos, a Rock Bottom de Chicago tem uma boa localização (na saída do metrô Grant, Red Line, na Magnificent Mille) e belíssimas cervejas no cardápio em um ambiente bem legal que se divide entre pub e restaurante. O mestre cervejeiro Chris Rafferty defende que uma boa cerveja se faz unindo as tradições com criatividade. Isso lhe rendeu dezenas de prêmios, como duas medalhas de ouro na Copa do Mundo de Cervejas em 2010. Assim como na Elevator, aqui você pode pedir um sampler com seis cervejas da casa antes de optar por um belo pint. Numa votação entre amigos (eu, Renato e Carlos), a Special Dark, uma stout com vários prêmios e muita personalidade, saiu vencedora, mas a clássica IPA, a ótima Red Ale e a encorpada Bock também podem fazer você feliz. Todo mês, Chris apresenta uma cerveja especial para o cardápio. Vale ficar atento.

http://www.rockbottom.com/chicago/

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Brooklyn Brewery, Nova York
A Brooklyn não é um pub, mas tem como beber cerveja lá. Uma das melhores cervejarias americanas tem casa no Brooklyn (muito fácil chegar de metrô) e faz concorridos tours de experimentação (incluindo títulos que não são encontrados no mercado) durante vários dias da semana no verão, além de ter um boliche, em que você pode jogar com os amigos bebendo direto dos barris fresquinhos. O grande mestre cervejeiro Garrett Oliver conseguiu dar às cervejas da Brooklyn uma característica que une todas as marcas do grupo, sem descaracterizá-las de sua essência. Assim, a Pale Ale deles é maravilhosa, mas tem algo que faz você saber que é uma Brooklyn. Esse mesmo algo, por exemplo, marca as monstruosas Monster Ale e Brooklyn Blast, de teor alcoólico elevado (10% a primeira, 9% a segunda) e muita personalidade. Visite a casa da melhor cerveja americana (grifo meu) na 79 North 11th Street, em Nova York, e muito cuidado com essas fichinhas da foto…

http://www.brooklynbrewery.com/

Veja também:
– Diário EUA 2011: http://screamyell.com.br/blog/category/eua-2011/
– Fotos da viagem: Flickr do Marcelo (aqui) e Flickr do Renato (aqui)
– Top 25 de cervejas da viagem (aqui) e Top 100 de cervejas (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Recomendamos Tags:
14/02/2011 - 19:01

O dry martíni, por Luis Buñuel

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“Meu drinque favorito é o dry martíni. Considerando o papel primordial que ele desempenhou em minha vida, vejo-me obrigado a dedicar-lhe uma ou duas páginas. Como todos os drinques, o dry martíni é uma invenção americana. Compõe-se essencialmente de gim e gotas de vermute, de preferência Noilly-Prat.

Os autênticos aficionados, que apreciam seu dry martíni bem seco, chegavam a dizer que bastava deixar um raio de sol atravessar uma garrafa de Noilly-Prat antes de tocar o copo de gim. Um bom dry martíni, diziam certa época nos Estados Unidos, deve se parecer com a concepção da Virgem Maria. Com efeito, sabemos que, segundo são Tomaz de Aquino, o poder gerador do Espírito Santo atravessou o hímen da Virgem “como um raio de sol passa através de uma vidraça, sem quebrá-la”. O mesmo se passa com o Noilly-Prat, diziam.

Mas eu achava isso um pouco de exagero.

Outra recomendação: convém que o gelo utilizado esteja bem frio, bem duro, para não soltar água. Nada pior do que um martíni aguado. Peço licença para dar minha receita pessoal, fruto de longa experiência, com a qual continuo a obter um sucesso lisonjeador.

Guardo tudo o que é necessário no congelador na véspera do dia em que espero os meus convidados, os copos, o gim, a coqueteleira. Tenho um termômetro que me permite certificar-me de que o gelo está numa temperatura de cerca de vinte graus abaixo de zero.

No dia seguinte, quando chegam os amigos, pego tudo o que preciso. Sobre o gelo bem duro despejo algumas gotas de Noilly-Prat e meia colherinha de café de angustura. Agito tudo, depois jogo fora o líquido. Preservo apenas o gelo, que carrega o ligeiro vestígio dos dois perfumes, e sobre o gelo despejo o gim puro. Sacudo um pouco e mais e sirvo. É só isso, mas é insuperável”.

Luis Buñuel, cineasta, morreu aos 83 anos em 1983 deixando um vasto catálogo de obras clássicas, das quais é possível destacar “Um Cão Andaluz” (1928), “Idade do Ouro” (1930), “Os Esquecidos” (1950), “O Alucinado” (1952), “Viridiana” (1961), “O Anjo Exterminador” (1962), “A Bela da Tarde” (1967) e “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). O trecho acima é um dos relatos do diretor em seu livro de memórias, “Meu Último Suspiro”, lançado no Brasil pela Cosac Naify. Saiba mais sobre o livro aqui.

Leia também
– “O bar é um exercício de solidão”, por Luis Buñuel (aqui)
– De Stanley Kubrick para Luis Buñuel, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Recomendamos Tags:
05/12/2008 - 08:00

Top Ten Cervejas Européias

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Entre julho e agosto passei 40 dias na Europa assistindo a shows, conhecendo alguns pontos turísticos do velho mundo e… bebendo cerveja. Era verão, o que não quer dizer muita coisa se você está na Escócia (e, às vezes, na Bélgica), mas faz toda diferença quando o assunto é Espanha, França ou Inglaterra (imagina: peguei uma semana inteira de sol em Londres!). Amigos ficaram decepcionados quando contei que não bebi uísque nacional na Escócia, mas meu lance era outro.

Assim que abri a primeira cerveja na Bélgica (na verdade, a primeira latinha foi aberta ainda sobre o Atlântico), um novo mundo se abriu com várias novidades. As cervejas belgas, sem dúvida, conquistaram o meu coração. As alemãs desceram bem – e a Beck’s, cerveja que me acompanhou no show do Radiohead em Berlim, está sendo vendida no Brasil – mas eu esperava mais. As escocesas foram uma completa decepção (a Tennents, que patrocina o T In The Festival é tão leve que parece água).

A Espanha, ao contrário, foi uma surpresa. E até a Heineken, que está entre as marcas que mais detesto no Brasil, se mostrou agradável em Benicassim. A Inglaterra também não surpreendeu (Newcasttle, John Smith’s), mas era de se esperar já que as cervejas preferidas dos ingleses são a irlandesa Guiness e a belga Stella Artois. No fim das contas foram umas 40 marcas de cerveja diferentes em 40 dias de viagem das quais selecionei 10 para este singelo Top Ten. Não tem nada de definitivo nem de especialista aqui. É apenas opinião de consumidor. Anote as dicas e experimente.

10) San Miguel (Espanha) 4,8%

Nos sites de especialistas ela não tem uma boa classificação, mas foi uma ótima companheira nas caminhadas pelo bairro gótico de Barcelona e também em alguns passeios em Madri. Sabor forte, metalizado, que você acostuma após a segunda latinha. Há, também, uma versão especial cuja receita segue a da primeira feita em um convento situado nas Filipinas.

09) Amstel (Holanda) 5,0%

Apesar de ter bebido algumas garrafas de um litro na beira da praia em Benicassim, na Espanha, essa cerveja é natural da Holanda e leva o nome do rio que corta Amsterdã, capital do país. Divide o mercado holandês com a Heineken, mas é um pouco mais forte (nem tanto assim) e mais amarga que a concorrente (que também faz sucesso na Espanha). Nasceu em 1883.

08) CruzCampo (Espanha) 4,8%

É uma cerveja pale lager suave que lembra muito as marcas brasileiras. È suave e refrescante e me acompanhou durante a estadia em Málaga, na Andaluzia, sob o sol de 40 graus que acariciava a praia banhada pelo Mediterrâneo. Segundo o rótulo, é fiel à receita original de 1904. Há, ainda, uma versão Especial bastante saborosa com 5,7% de grau alcoólico. Extra: é a cerveja que patrocina a seleção espanhola.

07) Orval (Bélgica) 6,2%

Orval é um mosteiro belga fundado em 1070 que fica perto da fronteira com a França. É de lá que sai uma das cervejas trapistas (produzida em abadia católica) mais famosas do mundo. A cerveja começou a ser produzida apenas em 1931 como forma de angariar fundos para a reconstrução da abadia destruída na Revolução Francesa. Sua produção ainda é feita na abadia sob a supervisão de 11 monges, e sua receita é um segredo absoluto. Bebi na praça central de Leuven. É uma cerveja forte, densa, que sobe que é uma beleza. Para tomar devagar, com cuidado e sonhar com anjos.

06) Köstritzer (Alemanha) 4,9%

Primeira cerveja escura e alemã da lista, a Köstritzer é a cerveja preta mais famosa da Alemanha. Fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516), a Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Deverá surpreender os fãs da docinha Malzbier nacional. Conta a história que Goethe, quando estava doente e impossibilitado de comer, se alimentava desta cerveja. Sabor forte e encorpado. Bebi caminhando pela ex-Berlim Oriental.

05) Mahou (Espanha) 5,5%

Pronuncia-se Mau, e se você for de Ibéria para a Europa não pense duas vezes: peça Mahou no almoço/jantar, no café da manhã ou antes de dormir e, se possível, faça amizade com os comissários de bordo para o caso da sede bater em algum horário diferente. É levíssima, de grau alcoólico elevado (para os nossos padrões, não para os belgas) e é uma ótima maneira de entrar no mundo das cervejas européias, já que lembra bastante as nacionais, mas é mais saborosa. Existe uma versão clássica, mais fraca. Deixe de lado e vá atrás da versão 5 Estrellas datada de 1969. Bebi em vários lugares da Espanha.

04) Voll-Damm (Espanha) 7,2%

Eu tinha certeza de que essa cerveja era alemã quando a peguei em uma lojinha de Madri, mas descobri depois que ela era de Barcelona. Cerveja quase escura cuja marca patrocina o festival de jazz da cidade. O rótulo ainda informa que ela ganhou o prêmio de melhor cerveza strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards. Extremamente saborosa. Uma delicia. Recomenda-se, porém, ir devagar. Seu alto teor alcoólico (para brasileiros, belgas e espanhóis) sobe rapidinho. A mesma cervejaria fabrica a Estrella Damm, clara, que poderia ter conseguido um lugarzinho nessa lista e serviu de consolo para a perda do show de Tom Waits, em Barcelona.

03) Hoegaarden (Bélgica) 4,9%

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden, também conhecida como White Beer, possui um processo de fabricação único e complexo: a primeira etapa é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas. Além de seu processo de produção diferenciado, ela contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico. É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Bebi várias em… Londres.

02) Leffe (Bélgica) 6,5%

Fui recebido em Leuven, cidade da Stela Artois, por uma belga, a Odile (que abrigou a mim e a um amigo, Carlos, durante os nossos dias de Rock Werchter). Ela preparou um jantar e, a certa altura, perguntou se gostávamos de cerveja. Resposta assertiva e, na seqüência, uma Leffe Blonde (que, segundo ela, era guardada para as visitas). Foi paixão ao primeiro gole que, em seguida, tive que dividir com a versão Brune, mais saborosa ainda. Segundo os fabricantes, ela mantém a mesma receita desde 1240, quando surgiu feita pelos monges da antiga abadia de Leffe. A clara tem um sabor forte e é levemente adocicada no final. A escura é mais encorpada. A paixão foi tanta que a bebi, ainda, em Glasgow, em Paris e em Londres. E mantenho sempre umas cinco (tanto dela quanto da Hoegaarden) na geladeira para o caso da saudade bater mais forte.

01) Duvel (Bélgica) 8,5%

Tirem as crianças da sala. O negócio aqui é sério. Quer sentir o clima: o nome desta excelência em cerveja, traduzido, quer dizer “Diabo”. Eita cervejinha danada. Eu e o Carlos a encontramos por acaso, no almoço de despedida em Leuven. Íamos pedir outra Orval, mas acabamos buscando uma novidade no cardápio, e nos deparamos com ela. Bebemos duas e saímos felizes da vida. Deixei o amigo na estação de trem, virei as costas e encontrei mais três comparsas recifenses e tive que mostrar para eles a descoberta. Bebemos mais três, pedimos a garrafa para descobrir a graduação alcoólica, e caímos pra trás com os 8,5% estampados no papel. Uma delicia com jeitinho inocente: uma garrafinha gordinha, fofa, que quer testar sua confiança. Cuidado: nunca (NUNCA) beba mais do que três garrafinhas. Diz a lenda que esta é a cerveja escura que se transformou em ouro. Criada em 1918 para comemorar a vitória dos Aliados na 1ª Guerra Mundial, é até hoje o carro chefe da pequena cervejaria independente Moortgat. Eleita a melhor cerveja disponível nas prateleiras brasileiras pela Revista Prazeres da Mesa. Faço coro, brindo e vou além: Duvel é uma das melhores cervejas do mundo.

Serviço:
As marcas espanholas ainda são difíceis de serem encontradas no Brasil. As belgas Leffe e Hoegaarden, no entanto, estão sendo importadas pela Ambev e podem ser encontradas em bons supermercados (em São Paulo, na rede Pão de Açúcar) por menos de R$ 4 a long neck. A alemã Köstritzer pode ser encomendada em importadoras, e a garrafa de 500 ml está saindo por volta de R$ 8. Já a espanhola Voll-Damm começa a pesar no bolso: R$ 12,90. A Duvel, no entanto, vai além e honra a qualidade custando mais caro que algumas boas vodkas: R$ 17 a long neck e R$ 47 a garrafa de 750 ml nas importadoras.

As cervejas Trapistas
Existem apenas sete cervejarias trapistas em todo o mundo. Só cerveja fabricada em um mosteiro, sob o olhar atento da comunidade monástica cisterciense que ali vive, pode legitimamente usar o nome das estritamente controladas “Trappiste”. A Bélgica é a casa de seis fábricas: Orval, Chimay, Rochefort, Westvleteren, Westmalle e Achel. A sétima é Koningshoeven e está localizada na Holanda.

Leia também:
– As oito melhores cervejas belgas, por Gustavo Brunoro (aqui)
– Diário de Viagem Europa 2008, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos, Utilidade pública Tags: , , , ,
03/11/2008 - 13:01

Alternativa curiosa de um ex-viciado

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Como já havia dito em minha primeira aparição por aqui, sou um dos raros participantes do Bebidinhas que não bebe absolutamente nada que contenha álcool. Até aí, tudo bem. O problema foi que em outubro de 2006 resolvi parar de consumir refrigerantes por um ano, um misto de promessa sem sentido com teste de resistência, afinal desde que me conheço por gente sempre fui um assíduo consumidor de guaranás.

Lutei bravamente nos primeiros meses de abstinência, principalmente nas noites de pizza, mas cheguei incorruptível até outubro de 2007, quando me olhei no espelho e pensei “por que voltar aos refrigerantes?”, e desde então nunca mais coloquei uma gota de xarope de qualquer coisa gaseificado na boca.

Mas isso não impediu que eu sofresse algumas crises, ansiando por sentir novamente o sabor do bom e velho guaraná passando gelado por minha garganta. Admito que comprei pó de guaraná e misturei com porções distintas de águas geladas, mas nenhuma das minhas experiências chegou perto da sensação provocada pelos refrigerantes da bela frutinha vermelha.

A guinada ocorreu durante uma dessas situações de desespero, quando encontrei o substituto perfeito na mais improvável das substâncias: o Sal de Fruta sabor guaraná!

Além de ter o gosto muito semelhante com o dos refrigerantes, sua efervecência simula de maneira impressionante o gás contido nos mesmos. E antes mesmo que alguém aponte todos os problemas que essa prática pode acarretar ao meu sistema gástrico, adverto que evito fazer uso do antiácido no meu dia a dia. Prefiro sim guardar meus pacotinhos de ENO para momentos especiais, como fazem os grandes sommeliers com seus vinhos mais raros.

PS – Crianças, não tentem repetir isso em casa: pode viciar.

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16/09/2008 - 15:18

I Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas

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A gente já tinha dito que ia marcar presença, né? Então hoje pegamos um táxi – claro – e fomos defender a camisa do Bebidinhas no campeonato. Na verdade a competição entre jornalistas era um “esquenta” para o 3º Brasil Master Chopp, etapa brasileira do World Draught Master 2008

 

Vamos ser honestos: a gente não conseguiu nenhum lugar no pódio, uma pena. Eu, “The Bad”, fiquei em quarto lugar, Marco “The Gaucho” ficou em quinto, e Marcelo “The Good” ficou em nono lugar. A honra do pódio ficou para os três da fotinho ao lado: em primeiro lugar Marcelo Jucá, do Gastronomia e Negócios; em segundo lugar Juliana Crem, do Guia da Cerveja, e em terceiro lugar Cleo Tassitani, do Destaque SP. Mas a gente deu muita risada, aprendeu os 9 passos do ritual para tirar um chopp Stella Artois e saimos de lá com vontade de fazer isso mais vezes, nem que seja em nossas próprias casas ;)

Nos próximos posts vamos explicar os 9 passos do ritual e contar nossas experiências do outro lado da chopeira. E, claro contar quem foi o grande campeão da competição SÉRIA, que reúne os maiores tiradores de chopp do Brasil. Aguardem ;)

 

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Se meu copo falasse... Tags: , , ,
14/09/2008 - 13:14

Abastecendo a adega

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Pra você ver: até os 20 eu gostava muito de uísque. Passou. Comecei a me interessar por vodka. Passou. Tequila eu sempre amei desde sempre, mas não dá para beber tequila em toda esquina, né mesmo. Então veio a cerveja, um longo caso de amor que, aos poucos, foi perdendo terreno para a cachaça e para a caipirinha (principalmente de frutas vermelhas e abacaxi). Antes de passar quase quarenta dias na Europa, meu beber socialmente estava completamente para as cachaças, mas não é que a Europa balançou comigo.

Foram tantas cervejas deliciosas na viagem que resgatei o bom gosto pela cerveja. As britânicas não me impressionaram. As alemãs, fora a Kostritzer, também ficaram para trás numa lista que ficou recheada de cervejas espanholas, mas foi dominada realmente pelas belgas. Neste fim de semana aproveitei para encher a geladeira e desbravar o delicioso mundo das cervejas importadas. Peguei algumas (Hoegarden, Erdinger e Wacfteiner) no Carrefour, e completei a festa no Empório do Shopping Frei Caneca, que estava em promoção.

Assim, além de sair com várias Leffe (Blonde and Brune), Becks e 8.6 Red Strong, ainda trouxe uma garrafa de Germana, uma das melhores cachaças que provei neste ano, e que estava saindo pela bagatela de R$ 22 (uma edição, especial, custava R$ 191). Para completar o pacote, um vinho chileno (um carmenere da Concha Y Toro) e um argentino (um malbec 2006 da San Umberto). A adega, que já tinha uma José Cuervo Especial, e outras marcas menos cotadas, está uma beleza.

Minha idéia pós-viagem era experimentar as dez melhores cervejas da viagem, para escrever sobre o sabor delas com muito mais detalhes, mas após uma longa pesquisa descobri que não vou conseguir fazer isso. É muito fácil achar as marcas belgas (mesmo as trapistas), holandesas, alemãs e britânicas em São Paulo, mas praticamente impossível encontrar uma cerveja espanhola, mesmo a Voll-Damm, que ganhou o prêmio de melhor cerveja strong lager do mundo em 2007 no World Beer Awards.

Devido a esta falha das importadoras de cerveja, o listão Top Ten virá com memórias saudosas da viagem. E viagem tem momentos particulares, tipo o Werchter ser patrocinado pela Stella Artois e o Festival de Benicassim pela Heineken, duas cervejas que dispenso no Brasil, mas que no velho mundo se mostraram deliciosas (o T In The Park é território da Tennents, escocesa fraquinha fraquinha, que em alguns pontos lembra a argentina Quilmes, que inclusive patrocina um festival em Buenos Aires). Vou terminar de beber a segunda taça da alemã Becks e, pra amanhã, preparo o listão. Aguarde.

Ps. Volto a jogar futebol nesta quarta em um confronto iG: “Editoria de Homes x Editoria de Esportes”. Melhor começar a cuidar do preparo físico se for começar a apostar assim na cevada…

Ps 2. A Budweiser na foto é uma dúvida pessoal: sempre adorei essa cerveja norte-americana, e tanta gente critica que fiquei curioso para voltar a experimentar. Vamos ver. Veredicto em alguns dias.

Ps 3. As fotos são da Lili (tem mais no flickr dela), que também me deu – no meu primeiro aniversário que passamos juntos – um conjunto de taças de cerveja (da Bohemia, que eu adoro). A taça de Guiness foi presente do queridissimo Fábio Shiraga, que a mandou por correio pra mim! Finalmente, esses copos vão “trabalhar”… 

Ps. 4: Serviço

– Cerveja Hoegarden (Bélgica): R$ 4,25
– Cerveja Leffe (Bélgica): R$ 5,25
– Cerveja Budweiser ((EUA): R$ 2,65
– Cerveja 8.6 Red (Holanda): R$ 4,47
– Cerveja Erdinger (Alemanha): R$ 4,59
– Cerveja Becks (Alemanha) R$ 3,75

Carrefour do Shopping Eldorado, São Paulo
Empório Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, São Paulo

Autor: - Categoria(s): Causos, São Paulo Tags: , , ,
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