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Arquivo de maio, 2011

19/05/2011 - 11:32

Opinião do Consumidor: Bière du Désert

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“Na Les Brasseurs De Gayantt, a cerveja ainda é preparada com o mesmo cuidado que um bom vinho”, avisa o site oficial da cervejaria francesa que produz, desde 1919, um catálogo de bons títulos cujos destaques são a La Divine, a Amadeus (“uma cerveja branca excepcional”, dizem os donos), a La Bière du Démon (“a cerveja loura mais forte do mundo”) e a Bière du Désert, apresentada como o “champagne das cervejas”.

Localizada em Douai, cidadezinha com pouco mais de 40 mil habitantes pertinho de Lille e da fronteira com a Bélgica, a Les Brasseurs De Gayantt é a segunda maior cervejaria independente da França (país cujas cervejas especiais representam 27% do mercado), e tem bastante influência do vizinho: Alain Dessy, mestre cervejeiro da casa, formou-se em engenheira cervejeira na Universidade de Louvain, Bélgica.

Primeira influência clara: os franceses seguiram a risca a tradição belga e conseguiram colocar 7,2% de teor alcoólico em uma cerveja levíssima, a Bière du Désert. Mesmo possuindo quase o dobro alcoólico de uma lager tradicional, a Bière du Désert impressiona pela leveza: em nenhum momento o álcool se faz presente. Eles conseguiram esconder o álcool, mas esqueceram de dar personalidade ao conjunto.

Refrescante como uma lager tradicional, a Bière du Désert tem um leve amargor e uma presença tão suave de lúpulo e malte que quase são imperceptíveis. A única qualidade da Bière du Désert, no final das contas, acaba sendo o modo como ela disfarça a forte presença de álcool, o que é muito pouco, vamos combinar. Na França, se tiver que escolher uma cerveja, vá de qualquer uma das Jenlain.

Bière du Désert só se tiver calor. E olhe lá.

Teste de Qualidade: Bière du Désert
– Produto: Lager
– Nacionalidade: França
– Graduação alcoólica: 7,2%
– Nota: 2,94/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six” (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
06/05/2011 - 14:40

Cinco pubs de cervejarias nos EUA

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A edição de fevereiro da revista Alfa (com Chico Buarque na capa) trazia uma interessante reportagem sobre o Vale das Cervejas, no Estado do Colorado, região que tem, contada, 74 microcervejarias (leia, depois, aqui – hehe). Não fui a nenhuma dessas cervejarias na viagem, o que não quer dizer que me rendi ao império Inbev, muito pelo contrário, e abaixo listo (em cada uma das cidades pelas quais passei) bares cervejarias que valem muito a sua visita.

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Elevator Brewery And Draught, Columbus
A chance de você passar pela simpática capital do Estado de Ohio é pequena, mas se acaso acontecer, a High Street é a rua que você precisa encontrar. Dois bons pubs cervejarias estão ali: a Barley’s Brewing (nº 467), que além de cervejas direto do barril tem no cardápio a ótima Blue Moon e bons sanduíches, e a preferida da casa, Elevator Brewing. Em uma bela mansão de 1897, assombrada por fantasmas e espíritos (segundo o cardápio), o pub exibe uma lista extensa que mantém, ao menos, 12 tipos de cerveja diferentes escorrendo pelas torneiras. Você pode arriscar entre alguma dos cavalos de batalhas da cervejaria (Dark Horse, medalha de bronze em torneio, a Procastinator Doppelbock ou a demente Hours Imperial Red Ale, de 11% de graduação alcoólica) ou pedir um sampler com três (US$ 4,50) ou seis (US$ 9) cervejas do cardápio. Minha preferida: Three Frogs, uma IPA de responsa.

http://www.elevatorbrewing.com/

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Magnolia Pub and Brewery, São Francisco
Sob o comando do brewmaster Dave McLean, o Magnolia Pub não é só o lugar que vende brownie de chocolate com bacon de sobremesa. Todas as cervejas do cardápio são feitas na casa (são quase 20, embora algumas sejam sazonais) e os destaques são a poderosa Pride to Branthill, uma english strong ale de corar a alma com 9% de graduação alcoólica, mas deixe-a para a segunda ou terceira rodada (senão as outras soaram apagadas, menores), a Piper Pale Ale (5,2%) e a encorpada Stout of Circustance. Eles ainda têm uma Cole Porter no cardápio e uma sazonal bastante interessante: Magnolia Bonnie Lees Best Bitter. O fish and chips (tradicionalíssimo com fritas bravas e muito óleo) é ótimo. Pub com jeitinho de decadente, mas muito bem freqüentado, o Magnolia fica numa esquina da Haight Street, 1398, no bairro da contracultura.

http://www.magnoliapub.com/

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Barney’s Beanery, Los Angeles
Esqueça a Calçada da Fama. Este é o lugar obrigatório (junto com a Amoeba) a se passar em LA. Pub bacana que em suas mesas viu desde Marilyn Monroe comer sanduíche, Jimi Hendrix conversar com Janis Joplin pela última vez antes da overdose, e Quentin Tarantino rabiscar o roteiro de “Pulp Fiction” (entre outras coisas), e que hoje em dia está lotado de TVs passando jogos de basquete, hóquei e beisebol – além de ter mesas de bilhar. De produção própria só tem a boa cerveja que leva o nome da casa, mas o cardápio tentador tem mais de 200 marcas divididas entre EUA e Estrangeiras e entre torneira e garrafa. No cardápio (veja aqui e aqui) tinha uma Monty Python’s Holy Grail inglesa (que estava em falta), que me deixou curioso (essa da foto é uma Pyramid Hefe, do Havaí). A comida é bem boa – destaque para o chilli. São cinco filiais, mas a original é a da Santa Monica Boulevard, 8447, em West Hollywood, trecho histórico da Route 66.

http://www.barneysbeanery.com/

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Rock Bottom, Chicago
Pub cervejaria com mais de 30 filiais pelos Estados Unidos, a Rock Bottom de Chicago tem uma boa localização (na saída do metrô Grant, Red Line, na Magnificent Mille) e belíssimas cervejas no cardápio em um ambiente bem legal que se divide entre pub e restaurante. O mestre cervejeiro Chris Rafferty defende que uma boa cerveja se faz unindo as tradições com criatividade. Isso lhe rendeu dezenas de prêmios, como duas medalhas de ouro na Copa do Mundo de Cervejas em 2010. Assim como na Elevator, aqui você pode pedir um sampler com seis cervejas da casa antes de optar por um belo pint. Numa votação entre amigos (eu, Renato e Carlos), a Special Dark, uma stout com vários prêmios e muita personalidade, saiu vencedora, mas a clássica IPA, a ótima Red Ale e a encorpada Bock também podem fazer você feliz. Todo mês, Chris apresenta uma cerveja especial para o cardápio. Vale ficar atento.

http://www.rockbottom.com/chicago/

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Brooklyn Brewery, Nova York
A Brooklyn não é um pub, mas tem como beber cerveja lá. Uma das melhores cervejarias americanas tem casa no Brooklyn (muito fácil chegar de metrô) e faz concorridos tours de experimentação (incluindo títulos que não são encontrados no mercado) durante vários dias da semana no verão, além de ter um boliche, em que você pode jogar com os amigos bebendo direto dos barris fresquinhos. O grande mestre cervejeiro Garrett Oliver conseguiu dar às cervejas da Brooklyn uma característica que une todas as marcas do grupo, sem descaracterizá-las de sua essência. Assim, a Pale Ale deles é maravilhosa, mas tem algo que faz você saber que é uma Brooklyn. Esse mesmo algo, por exemplo, marca as monstruosas Monster Ale e Brooklyn Blast, de teor alcoólico elevado (10% a primeira, 9% a segunda) e muita personalidade. Visite a casa da melhor cerveja americana (grifo meu) na 79 North 11th Street, em Nova York, e muito cuidado com essas fichinhas da foto…

http://www.brooklynbrewery.com/

Veja também:
– Diário EUA 2011: http://screamyell.com.br/blog/category/eua-2011/
– Fotos da viagem: Flickr do Marcelo (aqui) e Flickr do Renato (aqui)
– Top 25 de cervejas da viagem (aqui) e Top 100 de cervejas (aqui)

Autor: - Categoria(s): Causos, Recomendamos Tags:
02/05/2011 - 06:00

Opinião do Consumidor: Licher Weizen

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A Licher Privatbrauerei é uma cervejaria fundada na cidade de Lich, na Alemanha (pertinho de Frankfurt). O pai do fundador costumava fazer cerveja para os moradores e viajantes que passavam por sua pousada. Johann, o filho, decidiu investir no negócio, e abriu a cervejaria em 1854. Apesar dos mais de 160 anos de cervejaria, a versão weiss só começou a ser fermentada em 2006.

A característica básica do estilo já marca a Licher Weizen no aroma carregado de banana e cravo – ainda assim menos intenso do que os cânones do gênero. O sabor segue a risca a toada deixada pelo aroma: todos os detalhes de uma weiss estão presentes (banana, cravo, mel), mas a leveza a torna diferente, pois a Licher mantém um tom equilibrado e seco no conjunto, agradando bastante.

Os fãs da weiss tradicional (da alemã Weihenstephaner a nacional Bohemia Weiss) talvez estranhem as referências comportadas nos primeiros goles, mas a Licher Weizen tem poder de conquista a longo prazo (ou a meio copo). Já aqueles que desprezam as cervejas de trigo podem até se impressionar com esta alemã que aposta no equilíbrio e na simplicidade, e consegue um ótimo resultado (por um bom preço).

Teste de Qualidade: Licher Hefe-Weizen
– Produto: weiss
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 3,25/5

A Licher Weizen (versão de 500 ml) está chegando ao Brasil via Beermaniacs entre R$ 9 e R$ 12

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
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