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Arquivo de agosto, 2010

24/08/2010 - 12:11

Opinião do Consumidor: Köstritzer

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Na minha primeira viagem para a Europa, em 2008, a única cerveja alemã a freqüentar o top 10 (lotado de marcas belgas e algumas espanholas) foi esta belíssima Köstritzer, a cerveja escura mais famosa da Alemanha, fabricada pela cervejaria de mesmo nome desde 1593 (seguindo o acordo da Lei da Pureza Alemã de 1516).

Segundo consta, um dos mais famosos bebedores da Köstritzer foi Goethe, que se sustentou da famosa cerveja preta quando era incapaz de comer durante um período de sua doença. Essa foi para você, caro leitor, que sempre brinca que vai jantar pão liquido. Goethe jantou e almoçou Köstritzer durante um bom tempo.

A Köstritzer é moderadamente amarga e muito leve. Sua produção é baseada no estilo Pilsner, mas ela é bem mais saborosa culpa do malte especial que as nossas expoentes nacionais do estilo, tanto claras quanto escuras. Embora não tenha nada de adocicado, pode surpreender e conquistar os fãs da docinha Malzbier nacional.

Outro paralelo possível é com as Stouts (brinde ao malte torrado), porém a Köstritzer se destaca por ser mais leve e ter um aroma de café menos intenso que as possíveis rivais (Guiness inclusa). Carro chefe das schwazerbier (cervejas pretas), é uma cerveja deliciosa que pode salvar alguns almoços. Goethe que o diga.

Teste de Qualidade: Köstritzer
– Produto: Cerveja Pilsner
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 3,5/5

Leia também:
– Top Ten de Cervejas Européias – 2008 (aqui)
– Top 68 de Cervejas Européias – 2010 (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Recomendamos Tags:
20/08/2010 - 15:00

Opinião do Consumidor: La Brunette

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E não é que a cervejaria gaúcha Schmitt chegou ao empate técnico aqui em casa! Após sair perdendo por 2 a 0 (a Schmitt Ale e a Schmitt Sparkling foram tiros n’agua – leia sobre elas nos links no final do texto), e diminuir com a ótima Barley Wine, agora é a vez da boa Stout da cervejaria conquistar o paladar (e o olhar pelo rótulo bonito): La Brunette.

A Stout é originária da Irlanda (não à toa, a Stout mais famosa do mundo é a Guiness) e feita a partir de cevada torrada, que produz um malte especial escuro, que deixa um sabor amargo conferido pelo lúpulo associado ao adocicado do malte. As Stouts tradicionais eram carregadas de álcool (por volta de 7% a 8%), e a exemplar da Schmitt deixa a desejar nesse ponto ficando nos 4,5% tradicionais do mercado nacional.

Apesar do ponto a menos no quesito gradução alcoólica, a La Brunette merece uma conferida. É uma cerveja escura e cremosa com malte tostado bastante presente no paladar (e que lembra muito café) e, um pouco, no aroma (que também tem uma leve presença de chocolate, mas bem leve). O forte amargor pode incomodar os incautos, e atrapalhar uma segunda dose, mas vale arriscar o paladar. Perde em comparação com as gringas, mas faz bonito para uma nacional.

Teste de Qualidade: La Brunette
– Produto: Cerveja Stout Gaúcha
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2,2/5

Leia também:
– A dose tripla de malte da Schmitt Barley Wine (aqui)
– A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
– Sparkling Ale (sem bolhas) lembra demais a Schmitt Ale (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
19/08/2010 - 08:22

Opinião do Consumidor: Baltijos Dark Red

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A Lituânia é uma das três Repúblicas Bálticas (a saber, as outras duas são a Letônia e a Estônia) cuja história destaca invasões russas e prussianas, união com a Polônia, ocupação nazista, outra invasão russa após a segunda guerra mundial até se conseguir se firmar independente em 1990. Atualmente soma aproximadamente 4 milhões de habitantes e é desse país pouco conhecido pelos brasileiros que vem a Baltijos Dark Red, uma Dunkel avermelhada extremamente maltada e interessante.

A Baltijos é a mais antiga da família de cervejas Švyturys, uma cervejaria que abriu as portas em 1784 (a mais antiga da Lituânia) e que chega ao Brasil com site especial em português (veja aqui) e mais seis rótulos. O surgimento da cervejaria (número 1 de seu país) é bastante particular: um comerciante deixou de exportar cerveja alemã para a cidade e, na falta, os moradores decidiram fazer sua própria cerveja, nascendo assim a Švyturys em Klaipeda (na costa Lituana, Mar Báltico).

A Baltijos é uma boa pedida para quem gosta de cervejas adocicadas. O caramelo do malte se sobrepõe ao conjunto e se destaca, marcando não só o aroma, mas também o sabor, sem chegar a enjoar (na primeira garrafa). Há notas florais no paladar, mas o conjunto fica no meio do caminho entre uma Pale Ale (mais forte e encorpada) e uma Dunkel tradicional (mais leve e não tão adocicada). Interessante para variar o cardápio, mas não para ser consumida com regularidade.

Teste de Qualidade: Baltijos Dark Red
– Produto: Cerveja Munich Dunkel
– Nacionalidade: Lituânia
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 2,5/5

Leia também:
– Tour Europa 2010: 68 cervejas em 30 dias (aqui)
– Schmitt Barley Wine, Tucher, Edelweiss e outras (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
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