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Arquivo de janeiro, 2010

29/01/2010 - 00:56

Opinião do Consumidor: Cerveja Czechvar

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A Czechvar é um ícone da República Tcheca, mas lá é conhecida como Budweiser Budvar. Devido a uma pendenga judiciai com a Anheuser-Busc, dona da Budweiser norte-americana, a Budvar precisou mudar seu nome para ser exportada para alguns países. É uma cerveja que lembra muito as brasileiras, com seu amargor característico marcando o paladar.

A Pilsen como a conhecemos nasceu na cidade de Pilsen, na República Tcheca. A Czechvar começou a ser produzida em 1895 pela Budejovicky Budvar, uma das mais respeitadas cervejarias do mundo, que começou sua história com cerveja em 1265 na cidade de Ceské Budejovice (sede do governo da região da Boémia do Sul), que fica a duas horas de Praga e a uma hora da fronteira com a Alemanha (região da Baviera).

Uma das marcas mais famosas em seu país (uma de suas concorrentes – em qualidade e história – é a 1795), a Czechvar é muito leve e refrescante, mas a dosagem perfeita de malte e lúpulo confere ao conjunto um sabor perfeito para esta que é considerada por muitos como uma das melhores pilsens do mundo. A long neck (300 ml) pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 10 enquanto a garrafa (500 ml) sai por R$ 12.

Czechvar (Budweiser Budvar)
– Produto: Cerveja Lager
– Nacionalidade: Tcheca
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 4/5

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
17/01/2010 - 23:54

Opinião de Consumidor: Jenlain

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Dia desses, numa mesa de bar, algum amigo soltou uma daquelas “verdades de boteco”: “Um país que produz bom vinho não tem uma boa cerveja”. Não sei ao certo de onde ele tirou essa informação assim como não posso afirmar se é verdadeira, mas quem disse isso não deve conhecer a Jenlain, belíssima cerveja nascida no país número 1 em vinhos e champagne: a França.

A Jenlain é produzida pela Brasserie Duyck, a líder em vendas de cervejas especiais na França, produzindo cervejas somente com água, malte, lúpulo e levedura, sem aditivos ou conservantes. A cervejaria nasceu em 1922, após o filho Félix herdar a paixão por cervejas do pai, Léon Duyck, que fabricava cervejas de modo artesanal desde o começo do século passado.

No começo, a Jenlain era distribuída em grandes barris de madeira que abasteciam as tabernas locais. Após a segunda guerra, o hábito da população mudou, e os cervejeiros passaram a consumir a bebida em casa. Para atender a esse novo mercado, a Jenlain passou a reciclar garrafas de champagne para envasar suas cervejas, o que durante muito tempo foi marca registrada da cervejaria.

Em 1968, a cerveja fabricada pela Brasserie Duyck passou a receber o nome do vilarejo onde era produzida: Jenlain, um povoado que fica a cerca de 200 Km de Paris. Em 1993, ainda conduzida pela família Duyck (aliás, até hoje), a Jenlain passou a ter uma segunda marca, a Jenlain Ambrée, e em 2005, a Jenlain tradicional passou a se chamar Six dando espaço para a entrada de uma nova cerveja no cardápio: Jenlain Blonde.

As duas mais novas cervejas da casa são consideradas Biére de Garde, que em português significa cerveja de guarda, definição das cervejas fabricadas em pequenas cervejarias no norte da França. A fabricação ocorria durante os meses frios e estas cervejas ficavam guardadas, maturando até os meses quentes do verão, quando as altas temperaturas e leveduras selvagens poderiam atrapalhar o processo de fabricação.

Com estas três especialidades, a Jenlain honra o prazer pela boa cerveja na França. As três cervejas são excelentes, cada uma com um sotaque particular. A Jenlain Six é a mais leve das três, mas carrega detalhes que também vão aparecer nas outras duas, a saber: o aroma é frutado, valorizando muito o malte. O paladar é extremamente adocicado, a ponto de não se perceber o amargor, com um toque suave de mel.

A Jenlain Blonde parece uma versão premium da Jenlain Six. Tem as mesmas características, e mais álcool. São 7,5% da Blonde contra 6% da Six. Já a Jenlain Ambreé é mais carregada. Enquanto a Six e a Blonde são alaranjadas, a Ambreé é ruiva e tem mais corpo que suas irmãs. Seu paladar intenso – com notas de mel e ameixa – lembra, em alguns momentos, uísque.

Há uma definição bacana para explicar a paixão dos franceses pela Jenlain, especialmente a Six: “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six”, diz uma frase. O único problema é que, como são muito adocicadas, elas enjoam em grande quantidade. Ou seja: não é cerveja para se beber muitas. Mas são ótimas companheiras em refeições e duas seguidas podem deixar muito marmanjo “altinho”. O preço, no Brasil, varia entre R$ 8 e R$ 12. Vale muito experimentar.

Jenlain Six
– Produto: Cerveja Pale Lager
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 6%
– Nota: 3/5

Jenlain Blonde
– Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 4/5

Jenlain Ambreé
– Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 4/5

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
13/01/2010 - 16:46

Opinião do Consumidor: Backer Medieval

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Backer Medieval

Eu já tinha feito um post especial sobre a cervejaria mineira Backer (aqui) falando de suas quatro variedades, mas faltava a especialíssima Medieval, que não é tão fácil de ser encontrada, custa o triplo das outras da mesma cervejaria, mas é uma delícia de deixar a boca cheia d’agua (ou de cerveja).

A Medieval é um Blond Ale inspirada na tradição artesanal dos monges cervejeiros medievais da Europa. Foi desenvolvida por Paulo Schiavetto, mestre-cervejeiro formado em Louvain-la-Neuve, na Bélgica, em 1995, e é a melhor cerveja da Backer, e uma das melhores cervejas brasileiras que já provei.

É uma cerveja de alta fermentação, com um dourado quase castanho. Seu aroma é suave e adocicado. Seu sabor também é doce, mas traz um acento cítrico e levemente picante que lembra – um pouco – o da excelente Leffe Blonde. É uma cerveja altamente refrescante seguindo a tradição das belgas.

A garrafa também aposta no diferencial. Você pode abri-la queimando a cera da tampa com fogo, como se fazia nas tabernas da idade média. É girar a ponta do gargalo sobre uma chama, derreter a cera e, antes de servir, limpar o gargalo. As tampinhas são ilustradas com símbolos planetários dos alquimistas medievais.

Quem disse que cerveja não é cultura? Hehe. A Backer Medieval é vendida em garrafas de 330 Ml. Enquanto as outras da cervejaria (a saber: Pilsen, Pale Ale, Trigo e Brown) saem entre R$ 5 e R$ 6 em bons empórios, a Medieval chega a custar R$ 15. Procurando bem você até encontra mais barato, por volta de R$ 11, mas é uma cerveja mais cara (e melhor) do que as outras.

Teste de Qualidade: Backer
– Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil

Backer Medieval:
Graduação alcoólica: 6,7%
Nota: 4/5

Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags: ,
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