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Arquivo de outubro, 2009

07/10/2009 - 08:55

Opinião do Consumidor: Cerveja Backer

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Para quem acredita que Minas Gerais só produz caninha da boa (e bota boa nisso), a Backer, uma micro cervejaria artesanal mineira nascida em 1998, é uma surpresa bastante agradável. Com uma receita original da Serra do Curral, em Minas Gerais, que respeita a Lei da Pureza firmada em abril de 1516, na Baviera, a Backer pode ser encontrada nas lojas em quatro variações: Pilsen, Pale Ale, Brown e Trigo.

Seguindo uma preferência pessoal, Pale Ale lidera a preferência aqui em casa com a de Trigo um pouco atrás, depois a Pilsen em terceiro e a Brown segurando a lanterna da cervejaria. Vamos começar pela última, a Backer Brown, uma combinação de malte torrado, notas de café e aroma de chocolate. Isso mesmo que você leu: chocolate. A espuma bem formada e o corpo são marrons. O sabor levemente amargo pode surpreender alguns, mas a impressão final é de que colocaram Toddynho na sua cerveja. Vale provar por curiosidade, mas a cerveja peca pelo sabor artificial do chocolate.

A Backer Pilsen pode surpreender aqueles que gostam das marcas mais tradicionais. O aroma de frutas cítricas predomina, e dá personalidade ao conjunto. Sua cor é mais amarelada do que as pilsens normais, e o paladar é – após um amargor inicial que lembra canela – bastante suave chegando a lembrar mel. Bem refrescante e interessante. A Backer de Trigo lembra um pouco (e só um pouco) a belga Hoegaarden devido ao forte aroma cítrico que lembra laranja e limão (e um pouco de banana). O paladar apresenta notas de cravo e um amargor que aumenta no final, mas não atrapalha o conjunto.

Última do pacote, a Backer Pale Ale é a típica cerveja ruiva inglesa, com aroma frutado com toques de especiarias, café e malte. Um amargor leve e saboroso marca o paladar. É a mais encorpada das quatro – e pessoalmente a minha preferida. Há ainda uma quinta variável da micro cervejaria, a Backer Medieval, uma Blond Ale que não é tão fácil de ser encontrada, mas promete, e o chopp, que pode ser aprecidado com mais facilidade nas cidades mineiras e no tradicional caminho da Estrada Real.

As micro cervejarias que ainda trabalham de maneira artesanal são responsáveis por algumas das principais marcas de cervejas europeias. Com pouco mais de 10 anos de história, a brasileira Backer é uma surpresa que merece ser descoberta. Suas cervejas têm personalidade e podem agradar tanto aqueles que adoram as pilsens nacionais como até quem não gosta de cerveja. O preço da long neck de 355ml fica na média de R$ 4 e ela pode ser encontrada em distribuidoras online de bebidas assim como em boas adegas. Experimente. Nós recomendamos.

Teste de Qualidade: Backer
– Nacionalidade: Minas Gerais, Brasil

Backer Brown:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 1,5/5

Backer Pilsen:
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 2,5/5

Backer Trigo:
Graduação alcoólica: 5%
Nota: 3/5

Backer Pale Ale
Graduação alcoólica: 4,8%
Nota: 3,5/5

Site Oficial: http://www.cervejariabacker.com.br/

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Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags: , , , , , , ,
05/10/2009 - 10:50

Boteco Bohemia

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Desde quinta-feira passada, dia 01/10, os paulistanos amantes de uma cervejinha com os amigos podem experimentar petiscos especiais em 31 bares da cidade, durante a sexta edição do Boteco Bohemia. Uma das grandes novidades deste ano é que cada petisco foi harmonizado com uma das quatro variedades de Bohemia (Pilsen, Escura, Weiss e Confraria), dando um novo sentido à desgustação dos pratos. A votação dos melhores pratos vai até o dia 31/10.

Nós do Bebidinhas fomos convidados a provar quatro destes petiscos, numa noite regada a muita cerveja, principalmente Pilsen, a mais leve de todas. Eu não sou nenhum crítico de gastronomia nem tenho um paladar muito refinado (sou bem ogro no que diz respeito a combinações, dizendo a verdade, hehehe), mas de cerveja e petisco eu entendo. Abaixo, a minha relação com comentários de cada um.

BOTECO VERÍSSIMO - PIRULITO DE RABADA NO CAIXOTE (7)
4º Lugar: Pirulito de Rabada no Caixote, do Veríssimo. O mais “gourmet” dos petiscos mostrados, até traz uma boa combinação de sabores e uma polentinha gostosa, mas quiabo em conserva não dá, né, gente? Quiabo é uma coisa que eu não daria nem pro meu pior inimigo comer. Fora o fato de vir em pequeníssimas porções. Petisco não é refeição principal, mas quando se trata de acompanhar cerveja, sempre tem que dar aquela boa forradinha no estômago (acreditem, os efeitos contrários disso não são nada, nada agradáveis).

BOTECO SAO BENEDITO - TÁBUA DE CARNE (4)
3º Lugar: Tábua de carne prancha de polenta com ragú de carne ao vinho tinto e queijo parmesão, do São Benedito. Olha a polenta ai de novo, gente, mas agora com uma cobertura deliciosa de carne desfiada. Muito bom para relembrar minhas raízes gaúchas e os tempos em que eu passava as férias na casa de dona Ema, minha querida avó, lá na serra do Rio Grande do Sul.

BOTECO JACARÉ GRILL - ROLE DO JACARÉ (4)
2º Lugar: Role do Jacaré, do Jacaré Grill. Rapaz, carne suína recheada de queijo coalho não poderia ser ruim, né? E ainda acompanha um molhinho de mel picante, com uma pimenta junto, que dá um toque todo especial. Se tivesse um limãozinho pra acompanhar também seria lindo.

BOTECO IMPERATRIZ VILLA BAR - BOLINHO DE ARROFFLES (3)
1º Lugar: Bolinho de Arroffles, do Imperatriz Villa Bar. Lembra que eu falei que petisco tem que necessariamente forrar o estômago? Pois então, esse bolinho de arroffles é perfeito pra isso. Feito com arroz e batata americana, recheado com carne seca e pimenta mineira, ele tem um tamanho razoável e um sabor delicioso. Acompanha ainda um molhinho de pimenta bem leve, um dos melhores que eu já comi até hoje (odeio a ardência da pimenta tradicional). E é acompanhado pela Bohemia Pilsen, a mais refrescante de todas e perfeita para beber com os amigos no final de tarde quente que se aproximam.

Para saber todos os botecos participantes, de uma olhada aqui. Cheers.

Tiago Agostini edita a capa do iG junto com o Mac e o Renato, além de manter o blog sobre música A Day In The Life. Já teve sua época de destilados, mas hoje aprecia mesmo é uma boa cerveja, de qualquer tipo, a qualquer hora. Com uma boa companhia, então, tudo está valendo.

Autor: - Categoria(s): Provamos Tags:
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