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29/09/2009 - 18:26

A noite em que entrei para a Guinness

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Guinness

SÃO PAULO (valeu pelo sol, Pedrão) – O último 24 de setembro foi uma data para os fãs da cerveja Guinness comemorarem. Não, não era Saint Patrick’s Day (dia de São Patrício, como eles dizem cá), o padroeiro da Irlanda. Na verdade fez 250 anos que Arthur Guinness arrendou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e trouxe ao mundo o hoje famoso líquido rubi-avermelhado.

Confesso que não sou um grande fã da invenção de Arthur. Sou mais pra Zeca Pagodinho do que pra U2, apesar de também gostar do som do grupo de Bono Vox. Mesmo assim,  como bom bebedor, não poderia negar a sugestão do garçom, digo, meu chefe, para participar de uma degustação da cerveja irlandesa no Drake s Bar, ali em Pinheiros, São Paulo. Tá bom vai, vou facilitar a localização. Ali pertinho do Pirajá.

A Guinness era a grande estrela da noite dessa segunda-feira quente e chuvosa. Ainda estavam por lá outras duas marcas do clã Diageo, a fábrica da Guinness. A “Harp Premium Lager”, uma cerveja clara, de baixa fermentação e com teor alcoólico de 5% . E a “Kilkenny”, uma red ale cremosa, com teor alcoólico de 4,3% e coloração vermelho-rubi, mais escura que a Harp e menos que a Guinness.

Como bom apreciador de Brahmas, logo de cara fiquei encantado pela Harp por seu parentesco com as pilsens. Está bem. Tinha muita sede e foi logo a primeira a ser servida. Três copos depois, percebe-se que é levemente encorpada e forma um gostoso colarinho de uns três dedos no copo tulipa. Petisco daqui, petisco dali. Era chegada a vez da ruiva dar o ar de sua graça.

Apagaram-se as luzes e… guarde sua imaginação para você. Com o microfone em mãos, o “cervejólogo” (existe isso no dicionário? Vou ver) Edu Passarelli começou sua apresentação com a ajuda de vídeos no telão. Enquanto éramos apresentados a Arthur, que Deus o tenha, e víamos comerciais da marca, a Kilkenny descia pelos copos. Infelizmente, não pude apreciá-la em um ambiente mais claro. Ainda assim, dois copos depois, deu para reconhecer sua vermelhidão característica e sua bela espuma. O gosto mais forte e amargo que da Harp me pegou de jeito. Foi a que mais gostei na noite.

Nem tinha acabado de conhecer a Kilk e Passarelli já preparava o grande momento. Explicou como se serve um “perfect pint” (um “pint” equivale a 568 mililitros): pega-se um copo limpo (ufa), seco, e na temperatura ambiente, incline-o a 45 graus e comece a despejar o líquido rubi-avermelhado até passar a marca Guinness gravada no copo. Deixe a cerveja descansar por 60 segundos para formar o creme. Então, complete o copo usando a opção de creme da choppeira. Isso é a receita, principalmente, para quando ela é tirada do barril.

Como estávamos em um pouco mais de 50 pessoas, o “cervejólogo” (não encontrei nem no Aurélio, nem no Houaiss) disse que iria poupar o nosso tempo e a Guinness seria servida em lata. Gostei mesmo foi de um detalhe que Passarelli nos contou. Existe uma cápsula de nitrogênio dentro das latas. Assim, a famosa espuma enebriante se forma no copo. É praticamente um rito. Ele pede para que todos esperem para abrirem seus brinquedos ao mesmo tempo. Não teve jeito. Logo eram ouvidos os cracks, gluglugluglu. Outro pedido e os que ainda não tinham se atrevido esperaram. Era então chegada a hora. Quase um parabéns. Um, dois, três. Crack, gluglugluglu. Uma delícia.

Já tinha bebido a tal Guinness. Realmente encorpada e diferente. Uma cerveja tipo stout com um gosto tostado de seu malte, teor alcoólico de 4,1% espuma densa e cremoooosa. Dois pints depois, ouvi gente dizendo que não foi muito com a cara dela. Cada um tem sua preferência e há cervejas para diversos momentos. Confesso que, às vezes, gosto de ouvir um U2, desculpa aí Zeca.

“Slainté” (Saúde, como eles dizem lá)

Renato Schreiner Salem, 27 anos, faz parte da equipe que edita a capa do iG. Gosta mais de fermentadas do que de destilados. Mesmo assim, não nega uma boa caipirinha e está aprendendo a beber caninha sem fazer careta. Vinho? Também é bom. É viciado em sucos, Coca (as feitas em Jundiaí são as melhores, dizem que é a água) com gelo e limão e Guaraná (Antártica) com gelo e laranja. Diet? Light? Zero? Não, obrigado.

Foto: Rafael Brandimarti

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9 comentários para “A noite em que entrei para a Guinness”

  1. cacau disse:

    Que tentação para minha pessoa ver estas cervejas.! delícia pura…!! bebi todo teu blog..! kiss

  2. Zezinho disse:

    hehehehehe……

  3. Rodolfo disse:

    Gostei da descrição, com pitadas de humor e toques cervejeiros. Até abri uma gelada pra acompanhar. Slainté!

  4. Heverthon ayub beyruth mendes disse:

    Já tomei guinness no asterix na paulista !!!

    o melhor de todos, é um rubi-avermelhado maravilhoso !!!

    abraços

  5. josé luiz disse:

    Tomei vários “pints” em Londres há alguns anos.
    A guiness tirada do barril( demora alguns bons minutos até estar pronta para servir) é muito melhor que a de lata.
    Adorei sua descrição que me fez lembrar de bons momentos.

  6. Já tomei guinness no asterix na paulista !!!

    o melhor de todos, é um rubi-avermelhado maravilhoso !!!

    abraços
    OH! You’re my new favorite blogger fyi

  7. Semiramis disse:

    Já experimentei a Guinness, e foi a cerveja mais diferente que provei, mas eu sou o contrário do Renato, prefiro os destilados aos fermentados.
    adoro o blog, sempre passo aqui e vou começar a comentar! bjs

  8. […] Agostini edita a capa do iG junto com o Mac e o Renato, além de manter o blog sobre música A Day In The Life. Já teve sua época de destilados, mas […]

  9. Thathy disse:

    “Quem Resiste uma cerveja bem gelada”?

Os comentários do texto estão encerrados.

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