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Arquivo de setembro, 2009

30/09/2009 - 19:00

Campeão do Brasil Master Chopp rumo à Nova York

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Marcio de Souza, do Na Mata Café
Marcio de Souza, do Na Mata Café, o campeão

São Paulo foi palco de mais uma disputa na etapa final da 4ª edição do Brasil Master Chopp, campeonato promovido pela Real Academia do Chopp, da AmBev, que elege o melhor tirador de chope do País.

A equipe Bebidinhas tentou muito participar do Campeonato para Jornalistas, mas não conseguiu defender os honrosos quarto, quinto e nono lugar do ano passado (relembre a nossa participação aqui).

E como diria o Galvão, para você que chegou agora, e não sabia que existe um campeonato de tirador de chopp, fique sabendo que além de existir, o competidor precisa seguir um ritual de nove passos (segundo a tradição belga). Listamos todos aqui.

Neste ano, o paulista Marcio de Souza, do Na Mata Café (SP), ganhou o primeiro lugar na categoria Stella Artois Challenge e, ainda, o direito de representar o país na World Draught Master, campeonato mundial da categoria.

A grande disputa ocorre no dia 29 de outubro em Nova York e tem por objetivo incentivar a cultura cervejeira.

Ao todo, sete competidores participaram da etapa final nacional. Gabriel Almeida Coelho, do Bar Bazkaria (Porto Alegre), e Vivian Aline Salmeron, do Charles Edward´s (São Paulo), que dividiram o ranking com o campeão no segundo e terceiro lugares respectivamente.

Ligilena durante a primeira edição da competição para jornalistas
Ligia “The Bad” Helena, melhor colocada do Bebidinhas no campeonato de 2008

Autor: - Categoria(s): Eventos Tags: , , ,
29/09/2009 - 18:26

A noite em que entrei para a Guinness

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Guinness

SÃO PAULO (valeu pelo sol, Pedrão) – O último 24 de setembro foi uma data para os fãs da cerveja Guinness comemorarem. Não, não era Saint Patrick’s Day (dia de São Patrício, como eles dizem cá), o padroeiro da Irlanda. Na verdade fez 250 anos que Arthur Guinness arrendou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e trouxe ao mundo o hoje famoso líquido rubi-avermelhado.

Confesso que não sou um grande fã da invenção de Arthur. Sou mais pra Zeca Pagodinho do que pra U2, apesar de também gostar do som do grupo de Bono Vox. Mesmo assim,  como bom bebedor, não poderia negar a sugestão do garçom, digo, meu chefe, para participar de uma degustação da cerveja irlandesa no Drake s Bar, ali em Pinheiros, São Paulo. Tá bom vai, vou facilitar a localização. Ali pertinho do Pirajá.

A Guinness era a grande estrela da noite dessa segunda-feira quente e chuvosa. Ainda estavam por lá outras duas marcas do clã Diageo, a fábrica da Guinness. A “Harp Premium Lager”, uma cerveja clara, de baixa fermentação e com teor alcoólico de 5% . E a “Kilkenny”, uma red ale cremosa, com teor alcoólico de 4,3% e coloração vermelho-rubi, mais escura que a Harp e menos que a Guinness.

Como bom apreciador de Brahmas, logo de cara fiquei encantado pela Harp por seu parentesco com as pilsens. Está bem. Tinha muita sede e foi logo a primeira a ser servida. Três copos depois, percebe-se que é levemente encorpada e forma um gostoso colarinho de uns três dedos no copo tulipa. Petisco daqui, petisco dali. Era chegada a vez da ruiva dar o ar de sua graça.

Apagaram-se as luzes e… guarde sua imaginação para você. Com o microfone em mãos, o “cervejólogo” (existe isso no dicionário? Vou ver) Edu Passarelli começou sua apresentação com a ajuda de vídeos no telão. Enquanto éramos apresentados a Arthur, que Deus o tenha, e víamos comerciais da marca, a Kilkenny descia pelos copos. Infelizmente, não pude apreciá-la em um ambiente mais claro. Ainda assim, dois copos depois, deu para reconhecer sua vermelhidão característica e sua bela espuma. O gosto mais forte e amargo que da Harp me pegou de jeito. Foi a que mais gostei na noite.

Nem tinha acabado de conhecer a Kilk e Passarelli já preparava o grande momento. Explicou como se serve um “perfect pint” (um “pint” equivale a 568 mililitros): pega-se um copo limpo (ufa), seco, e na temperatura ambiente, incline-o a 45 graus e comece a despejar o líquido rubi-avermelhado até passar a marca Guinness gravada no copo. Deixe a cerveja descansar por 60 segundos para formar o creme. Então, complete o copo usando a opção de creme da choppeira. Isso é a receita, principalmente, para quando ela é tirada do barril.

Como estávamos em um pouco mais de 50 pessoas, o “cervejólogo” (não encontrei nem no Aurélio, nem no Houaiss) disse que iria poupar o nosso tempo e a Guinness seria servida em lata. Gostei mesmo foi de um detalhe que Passarelli nos contou. Existe uma cápsula de nitrogênio dentro das latas. Assim, a famosa espuma enebriante se forma no copo. É praticamente um rito. Ele pede para que todos esperem para abrirem seus brinquedos ao mesmo tempo. Não teve jeito. Logo eram ouvidos os cracks, gluglugluglu. Outro pedido e os que ainda não tinham se atrevido esperaram. Era então chegada a hora. Quase um parabéns. Um, dois, três. Crack, gluglugluglu. Uma delícia.

Já tinha bebido a tal Guinness. Realmente encorpada e diferente. Uma cerveja tipo stout com um gosto tostado de seu malte, teor alcoólico de 4,1% espuma densa e cremoooosa. Dois pints depois, ouvi gente dizendo que não foi muito com a cara dela. Cada um tem sua preferência e há cervejas para diversos momentos. Confesso que, às vezes, gosto de ouvir um U2, desculpa aí Zeca.

“Slainté” (Saúde, como eles dizem lá)

Renato Schreiner Salem, 27 anos, faz parte da equipe que edita a capa do iG. Gosta mais de fermentadas do que de destilados. Mesmo assim, não nega uma boa caipirinha e está aprendendo a beber caninha sem fazer careta. Vinho? Também é bom. É viciado em sucos, Coca (as feitas em Jundiaí são as melhores, dizem que é a água) com gelo e limão e Guaraná (Antártica) com gelo e laranja. Diet? Light? Zero? Não, obrigado.

Foto: Rafael Brandimarti

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28/09/2009 - 18:52

Uma cerveja que é orgulho nacional

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Na última semana estive na República Dominicana, para fazer uma série de reportagens para a editoria de Turismo aqui do iG. Se você não consegue nem imaginar no mapa-mundi onde fica a República Dominicana, não é sua culpa: o país é pequenininho, do tamanho do Estado do Espírito Santo, e fica logo ali na América Central, no Caribe, dividindo uma ilha com o Haiti.

Olha que lugarzinho mais chato e feio...

Caribe, né gente? Sol o ano inteiro – e quando eu fui ainda era verão pelas bandas de lá. Logo que cheguei, me abanando no aeroporto e praguejando contra o calor, fui interceptada pelo querido Pruddy, nosso fiel guia pelo país: “está com calor? Gosta de cerveja? Você tem que experimentar a nossa Presidente“.

Não botei muita fé na qualidade da cervejinha, mas naquele calor, até uma Schincariol cairia bem. Meus olhos brilharam. Resolvemos deixar as malas no hotel e partir em busca de um bar para refrescar a garganta. No caminho Pruddy alertou: “Presidente es una cerveza que se bebe muy fria”. AE! Já gostei desses dominicanos… porque beber cerveja morna não dá – que me desculpem os alemães.

Sentamos, 11 brasileiros e nosso fiel guia, num barzinho dentro da cidade colonial de Santo Domingo. Pra começar os trabalhos pedi drinks com rum – uma especialidade do país. Mojito pra lá, Daiquiri pra cá… mas comecei a invejar a ala masculina da mesa, lambendo os beiços com suas  garrafinhas verdes de Presidente.

presidente2

Pedi uma, que veio trincando de tão gelada, com aquela “nevezinha” do lado de fora. Foi paixão ao primeiro gole. Forte, amarga, mas extremamente refrescante. Uma delícia. Douradinha, deliciosa, tudo que eu precisava. Dá pra entender porque a Presidente (que eu apelidei carinhosamente de “Prê”) é orgulho nacional.  Além da Presidente lá é fácil encontrar Brahma e Bohemia, mas dá até uma tristeza quando você pede cerveja lá e não tem A Prê…

Alguém sabe se há Cerveja Presidente no Brasil? Em São Paulo? Frangó, Melograno, Anhanguera, Tortula, Drake’s e tantos outros… se vocês não têm Cerveza Presidente nos seus cardápios não sabem o que estão perdendo! Tirem os olhos da República Tcheca e mirem que loco – muito mais pertinho da gente tem uma outra República que faz cervejas maravilhosas e super adequadas para esse verão que vem aí. Fica a dica ;)

"Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?"
“Pode despachar tudo isso pro Brasil, por favor?”

Ligelena trabalha na área de Web 2.0 do iG. Gosta (muit0) de viajar e mais ainda de descobrir novos sabores por aí. Especialmente se forem bebidinhas. Já entendeu que em lugares com tradição de vinho não se deve beber cerveja. Mas que alguns países podem guardar boas surpresas. Foi à República Dominicana a convite do Ministério de Turismo da República Dominicana e da companhia aérea Avianca.

Autor: - Categoria(s): Provamos, Recomendamos, Sem categoria Tags: ,
25/09/2009 - 11:29

Um ogro bebendo o champagne mais caro do mundo

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Perrier Jouët no balde de gelo aguardando os convidados

Vamos conversar sobre champagne. Não sou um especialista, e além do mais não sei onde estava com a cabeça quando concordei em participar de uma degustação de três Perrier Jouët, o champagne mais caro do mundo, mas fui. E logo eu, um ogro (fofo, como já escreveram aqui, mas mesmo assim ogro) acostumado com o paladar forte das cervejas belgas e das cachaças mineiras, mas a assessora garantiu: “Você vai virar um especialista em champagne agora”. Não me tornei, claro, mas a noite foi bem agradável.

A anfitriã da degustação foi a enóloga francesa Agnès Laplanche, executiva de Perrier-Jouët, que se divertiu entre o inglês e o espanhol contando a história do champagne, que começa de forma bastante romântica em 1811: o casamento de Pierre-Nicolas-Marie-Perrier, um manufatureiro de rolhas, com Adéle Jouët na cidade de Epernay, região de Champagne, na França. O nome Perrier lhe diz alguma coisa, certo? Nunca bebi a água, só para constar.

O champagne, pra quem não sabe, é um vinho branco espumante (as bolinhas, as bolinhas), e só os produzidos na região de Champagne, na França, são denominados como tal. Seguindo a rigorosa Denominação de Origem Controlada francesa, qualquer vinho semelhante, mesmo produzido pelo método “champanhês” em outros locais só pode ser apresentado como “espumante”. A região totaliza 32 mil hectares que guardam algumas das maiores marcas do mundo, dentre elas, a Perrier Jouet.

A enóloga francesa Agnès Laplanche

Laplanche nos apresentou na seqüência os três Perrier Jouet que retornam ao mercado brasileiro após um tempo de ausência. Abrimos a noite com um Grand Brut, de estrutura Pinot Noir com um toque final de Chardonnay. Depois de engarrafada, o champagne fica três anos em uma adega subterrânea. Agnès Laplanche ressaltou que nenhum dos Perrier Jouet é envelhecido em madeira. A marca busca uma leveza que visa conquistar o paladar feminino, e a vinificação é feita em modernos tanques de aço inoxidável.

Das três marcas, o Grand Brut foi a que mais me lembrou a memória afetiva que tenho sobre champagne. Sua leveza e maciez são inquestionáveis, mas há uma pontadinha de acidez, algo meio apimentado, que faz com que a bebida se apresente logo, o que dá um frescor especial. Ótimo. A seguir, um Perrier Jouet Rose totalmente feminino. Pela cor rosa (o Grand Brut é dourado), por seu sabor adocicado e por não causar nenhum amargor. Chega a lembrar vinho, e as meninas devem beber como água.

Para fechar, um dourado Perrier Jouët Belle Epoque, grande destaque da casa. Ele é envelhecido por oito anos com uvas de safras consideradas excepcionais e é composto por Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Me pareceu o mais encorpado, o mais denso e o mais frutado dos três, com toques finais que lembravam a nozes e café. A mesa se dividiu entre o Grand Brut e o Belle Epoque, mas esse último saiu vitorioso após mais uma rodada.

Uma pequena aula sobre champagnes

Já meio alegre, e com a taça novamente cheia de Grand Brut, eu buscava no pensamento uma frase de um conto das “Comédias da Vida Privada”, do Luis Fernando Veríssimo, que foi usada no primeiro episódio da adaptação do livro para a TV. Era uma cena em que o personagem de Tony Ramos preparava a noite para conquistar sua dama (Deborah Bloch) calculando cada passo. Inclusive a frase que ele iria dizer quando ela comentasse: “As bolinhas do champagne fazem cócegas no meu nariz”. Se você viu o episódio, sabe.

Também me lembrava da história de um navio que levava champagne francesa para a corte da Rússia, e afundou na costa da Finlândia em 1907, sendo encontrado 90 anos depois. 200 garrafas foram retiradas do fundo do oceano por mergulhadores após esse “envelhecimento especial”, e uma delas custa atualmente US$ 275 mil. Os Perrier Jouët, por sua vez, chegam ao mercado brasileiro custando em média respectivamente R$ 220 (Grand Brut), R$ 240 (Rose) e R$ 650 (Belle Epoque).

No fim das contas, nem me senti tão ogro assim. O Perrier Jouët desceu muito bem e a “aula/noite” foi bastante interessante. Não que eu vá trocar a cerveja pelo champagne no dia-a-dia, mas cada bebida tem seu momento especial, e é indiscutível que o champagne é “a” bebida das comemorações, das datas especiais. E como o champagne é, por natureza, uma bebida feminina (vencedores de F1, me desculpem), nada melhor do que desfrutá-lo em um momento especial a dois, certo. Recomendamos.

Perrier Jouët

Texto – Marcelo Costa, o Mac, 39 anos. Editor do Scream & Yell. Começou com Keep Coller no colégio e passou pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até se apaixonar por cachaças. Hoje em dia, socialmente, vai de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebe água, prefere coca-cola (de garrafa, 290ml).

Fotos – Gerardo Lazzari / Divulgação

Autor: - Categoria(s): Provamos, Recomendamos Tags: , , ,
08/09/2009 - 16:27

Você beberia uma cerveja de banana? E de manga?

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Foto: Marcelo Costa

Os belgas são responsáveis pelos melhores chocolates do mundo, pelos festivais de rock mais bacanas e não só pelas cervejas mais sensacionais do planeta como também pelas marcas mais exóticas. Uma das mais badaladas do momento é a Mongozo, que foi buscar inspiração na África para seus sabores estranhos, que por incrível que pareça não são ruins. Ao menos os de coco e banana, que este colunista experimentou em Londres, em julho passado.

Segundo o site da Mongozo (http://www.mongozo.com/), o sabor de banana é o da cerveja tradicional do povo Masai, do Quênia e da Tanzânia. Pouco se sente o gosto do álcool na cerveja que realmente tem sabor de banana e graduação alcoólica de 4,5% (praticamente o mesmo das cervejas brasileiras e quase metade das afamadas marcas belgas de abadia). Já a de Coconut é mais refrescante, tem sabor leve de coco e graduação alcoólica de 3,5%.

Além de coco e banana, a Mongozo também pode ser encontrada nos sabores de Manga, Quinua e Palmnut (esta última, segundo o fornecedor, é “uma experiência espiritual”). Interessante que mesmo marcas mais conceituadas já estão entrando no mercado dos sabores frutados de cerveja. Uma delas é a excelente Hoegaarden, que pode ser encontrada em festivais de rock na Bélgica no sabor de cereja, e em lojas também no sabor de limão. Vale experimentar.

Leia também:
– Top Ten: Hoegaarden é mais nove cervejas européias (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
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