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Arquivo de junho, 2009

16/06/2009 - 12:05

Opinião do Consumidor: Mac Queens Nessie

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Mac Queens Nessie

Teste de Qualidade: Mac Queens Nessie
– Produto: Cerveja Scoth Ale
– Nacionalidade: Austríaca
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 3/5

A Áustria também faz cerveja, e boa. A Eggenberger Mac Queens Nessie é um ótimo exemplo. Ela é fabricada por uma das mais antigas cervejarias da Europa, a Eggenberg, no castelo de mesmo nome (datado do século 10). O castelo fica no estado de Salzburg, região dos Alpes Austríacos, às margens do rio Alm – cuja água é usada para a produção das cervejas.

Com 5,0% de teor alcoólico, a Nessie é uma cerveja de alta fermentação fabricada com malte de uísque de Highland, na Escócia, e homenageia em seu nome e rótulo o lendário monstro escocês do Lago Ness. Ela tem cor âmbar puxada para o alaranjado e matura por dois meses antes de seu engarrafamento. Seu paladar é agradavelmente delicioso e defumado com toques de caramelo, malte e muito pouco amargor. O aroma lembra café, mel, frutas cítricas e malte.

Apesar de ser uma cerveja austríaca, a Nessie segue o estilo escocês e sua principal característica é o malte de uísque – valorizado no aroma e no sabor. É uma cerveja bastante leve cuja maturação por dois meses em madeira também marca presença no conjunto final, e o leve amargor não a transforma em uma cerveja muito adocicada, o que é muito bom. Pode ser encontrada em empórios entre R$ 10 e R$ 14 (a garrafa de 330 ml) e vale muito experimentar.

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags:
05/06/2009 - 12:50

Meus cinco botecos preferidos em SP

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Na mesa do Veloso

A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.

Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck. O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e, como já me lembraram nos comentários, o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…

Veloso
É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. O chopp é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.

As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo a namorada dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.

Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.

Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana
http://www.velosobar.com.br/

Exquisito
Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Éum lugar bom para beber com amigos. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.

Rua Bela Cintra, 532, Consolação
http://www.exquisito.com.br

Esquinão do Fuad
Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” de uma ex-namorada, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar – nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. Ligelena é fã do lugar.

Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia
http://www.esquinagrill.com.br

Bar do Zé
Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater “Bar do Zé + Maria Antônia” no Google. hehe

Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque

Charm
A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci minha namorada, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da comunidade do bar no Orkut discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão… risos

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E então, quais são os seus botecos preferidos em Sâo Paulo?

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Me apresentando: Marcelo Costa, o Mac, 38 anos. Sou editor do Scream & Yell. Comecei com a Keep Coller no colégio e passei pela fase Jack Daniels (pura, sem gelo) e do Hi-Fi (com Fanta Laranja) até me apaixonar pelas cachaças. Hoje em dia, socialmente, vou de caipirinha (de abacaxi ou morango), cervejas (as belgas são sensacionais) e Fanta Uva. Não bebo água, prefiro coca-cola (de garrafa, 290ml).

Autor: - Categoria(s): Se meu copo falasse..., Sem categoria, Utilidade pública Tags:
04/06/2009 - 10:04

Opinião do Consumidor: Palm

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Palm

Teste de Qualidade: Palm
– Produto: Cerveja Pale Ale
– Nacionalidade: Belga
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,5/5

Nascida e batizada com o nome da principal cervejaria independente da Bélgica (fundada em 1747), a Palm é uma das marcas mais populares do mercado belga, e é produzida de acordo com um distinto processo nacional de alta fermentação que consiste em uma semana de fermentação a 15º – 25ºC, seguida por um período de maturação de 10 dias a 15ºC.

De cor acobreada, é uma cerveja bastante leve, com aroma de caramelo e forte sabor de malte e lúpulo, sendo que este último se destaca intensamente, e leve amargor no final. O malte é especialmente selecionado e criado usando cevada da região de Champagne, na França. Já ao lúpulo (de Kent, na Inglaterra) é acrescida uma mistura de três diferentes leveduras que procuram dar a cerveja um aroma frutado.

Para quem é apaixonado pelas marcas belgas mais fortes (principalmente as de trigo), a Palm será uma surpresa, mas não irá tirar suas concorrentes do posto (ao menos para aqueles que preferem as cervejas mais encorpadas e intensas). A Palm é uma cerveja de espuma clara que se dissipa rapidamente, ótimo sabor, bastante suave e refrescante, e que deixa um gostinho saboroso na boca, mas que não impressiona como outras cervejas do país (o nível é alto). Vale experimentar.

A Palm chega ao Brasil com o preço em torno de R$ 12 (a garrafa de 330 ml) importada pela Bier and Wien, que traz ao país ainda uma variação, a Palm Royale de 7,5% de graduação alcoólica e sabor mais encorpado.

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
02/06/2009 - 05:09

Como degustar uísques

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Em 1992, Jim Murray decidiu largar o jornalismo para escrever única e exclusivamente sobre uísque. Na época, não existiam revistas especializadas na bebida e pouco era o interesse no tema, mas aos poucos o inglês ganhou terreno e publica anualmente desde 2003 o “Whisky Bible”, a bíblia do uísque, um guia no qual avalia os lançamentos de destilarias de todo o mundo.

A Ballantine’s, que em 2008 ganhou o prêmio de melhor lançamento, trouxe Jim para o Brasil para fazer uma degustação em São Paulo e em Recife, a cidade brasileira onde mais se consome uísque. E claro que em nome de você, leitor, fiz o sacrifício de acompanhar a degustação. Rá!

Mas vamos às dicas de Jim para apreciar um bom uísque. Pra começar, o copo. “Sabe aquele copo de uísque de base reta? É ótimo para praticar tiro ao alvo”, disse o consultor. O ideal é uma taça com base, em forma de tulipa, para que os aromas se preservem. Aqui vai uma foto do copo ideal que tirei no dia da degustação. Prestem atenção no baldinho, em instantes explico o que ele está fazendo lá:

Gelo, como vocês deve imaginar, é um pecado aos olhos de Jim: “Uísque é uma bebida com 40% de álcool. Se você coloca água, vira uma água forte, não é uísque. Eu entendo que vocês brasileiros usem o gelo porque aqui é um país quente e é bom ter uma bebida refrescante, mas…”

Tacinhas ao invés de copos e a falta do gelo não são as únicas novidades na degustação, que pede também que você tenha em mãos uma cuspideira. Sim, é o baldinho, que estava cheio de areia. “Quantos de vocês cospem?” pergunta o malicioso Jim. “É necessário cuspir porque senão você fica bêbado e não consegue sentir os sabores e aromas da bebida”. Tudo preparado? Uísque servido nos copos? Vamos à degustação!

O primeiro passo é cheirar o líquido, encostando levemente o copo na boca sem que ele encoste no nariz, para que o ar se misture ao cheiro da bebida. O copo deve ser colocado debaixo de uma narina de cada vez. “Cheirar o uísque é como preliminares, tem que acontecer! É muito interessante observar se o que você esperava encontrar se confirma ao beber o uísque”, disse Jim.

Agora vou demonstrar toda a minha nerdice para explicar como segurar o copo para a segunda etapa: faça aquela mão de Spock (a do “Vida longa e próspera”, foto abaixo) e coloque o copo entre os dedos anelar e médio. Em seguida, tampe a boca do copo com a outra mão e encoste-o no corpo. A idéia aqui é deixar a bebida na temperatura do seu corpo, excitando as moléculas. Cheire de novo. Não parece que é outra bebida?

Finalmente um primeiro gole, mas que deve servir apenas para lavar a boca com a bebida., É beber e cuspir sem pensar para que no segundo gole você consiga sentir apenas o uísque. Na segunda vez você tem que segurar a bebida na boca com o queixo um pouco elevado para que você possa respirar pela boca e fazer com que o uísque passeie por todas as áreas. “É como se você fosse um peixe, passe vergonha sem medo”, instruiu Jim. E daí cuspa de novo.

Agora você pode refletir sobre as sensações que a bebida deixou. Indica Jim: “O segredo é pensar em coisas simples. Nada de ser enganado por essas histórias que se lê por aí de sentir o gosto de amoras peruanas colhidas ao cair da tarde. Procure perceber se o uísque é seco ou doce, se tem sabor defumado, se lembra frutas, se lembra sua infância. O interessante no uísque é que ele proporciona uma experiência totalmente pessoal.”

A complexidade da bebida é outro ponto a ser observado. “Um uísque interessante é complexo, começa de um jeito e termina de outro. Se ele é seco do começo ao fim, é sem graça, o segredo é justamente balancear sensações, sabores, ter ações e reações, é tornar a experiência única”.

Pronto! Seguindo esses passos você já pode iniciar suas explorações no mundo do uísque. E agora vou defender a degustação. Sim, é meio besta pensar em pagar uma grana no uísque (ou vinho, ou qualquer bebida que seja) e cuspir, mas a idéia aqui é aguçar o paladar pra você perceber realmente o que gosta, se uísques mais pesados, se mais leves, se mais doces, mais secos, se seu negócio é scotch, bourbon…

As opções são muitas e é bem legal essa experiência de parar para perceber o que realmente agrada seu paladar, conhecer novas marcas e seu próprio gosto. Por exemplo, depois da degustação fiquei morrendo de vontade de comprar uma garrafa de Jameson porque adorei o fato dele ser frutado, entre os scotch whiskys estou mais para os médios, como o Ballantine’s, ao invés dos mais leves, como o Red Label e que no final das contas, gosto mais de bourbon que de uísque. Agora, se vou trocar os copos e abrir mão do gelo, essa é uma outra história… :D

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