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Arquivo de setembro, 2008

29/09/2008 - 18:12

Nem só de chope vivem os dias quentes

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Não curte chope ou cerveja? A tipicamente espanhola sangria é uma boa alternativa para os dias mais quentes que estão chegando aí. A bebida, você já deve saber, é uma mistura de vinho, suco de laranja, várias frutas picadinhas e muito gelo.

Em São Paulo, a sangria é encontrada quase que exclusivamente em restaurantes espanhóis – a da foto acima é do Calà del Grau, na Vila Mariana. É perfeita para acompanhar tapas (os deliciosos petiscos espanhóis) como a lula en su tinta.

Na receita, os únicos itens obrigatórios são vinho tinto e suco de laranja. De resto, pode quase tudo: água com gás ou soda, para deixar o drinque mais leve, ou um pouco de gim ou conhaque (um pouco!), para deixar mais pesadinho.

A receita abaixo foi tirada do Panelinha. Fica bem parecida com a do Calà del Grau. A diferença é que o restaurante usa pêssegos em calda ao invés de frescos. Fica bom!

Ingredientes

750 ml de vinho tinto seco
600 ml de soda limonada
5 pêssegos
3 maçãs
1/2 abacaxi
1/2 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de açúcar
1 dose / 60 ml de conhaque
1 dose / 60 ml de gim

Modo de Preparo

1. Leve o vinho e a soda limonada à geladeira por 30 minutos.

2. Prepare as frutas: descasque o abacaxi e corte em fatias de 0,5 cm. Corte as fatias em tiras de 0,5 cm e as tiras em cubos de 0,5 cm. Repita o procedimento com as maçãs e os pêssegos, mas sem descascar as frutas.

3. Numa tigela, coloque todas as frutas picadas. Regue com o suco de laranja e leve à geladeira.

4. Na hora de servir, misture todos os ingredientes na tigela com as frutas. Coloque em uma jarra ou divida em copos. Acrescente gelo a gosto.

PS número 1: sangria não é suco. Como é leve e refrescante, parece que nem leva álcool. Mas leva!

PS número 2: as frutas que sobram no copo depois que a bebida acaba contêm álcool. Cuidado!

PS número 3: A I Vitelloni, aquela pizzaria que serve o Lolita Pilsen, também tem uma ótima sangria.

Calà del Grau
Rua Joaquim Távora, 1266
Vila Mariana – São Paulo, SP
Telefone: (11) 5549-3210

Autor: - Categoria(s): Receitas, Recomendamos, São Paulo, Vila Mariana Tags: , ,
25/09/2008 - 16:00

Os copos das Bond Girls

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Particularmente, eu adoro copos estampados com desenhos divertidos. Por isso, resolvi postar por aqui esse conjunto de cinco copos chamado “Shoot-her”, com estampas de mulheres inspiradas nas Bond Girls. O nome é um trocadilho com a denominação desse tipo de copo, conhecido por Shot, o típico copo do cowboy americano.

É usado para servir bebidas sem gelo e geralmente puras,  mas também pode-se preparar coquetéis em camada. A capacidade vai de 35 à  60 ml e o preço sugerido é de R$ 47,57.

Autor: - Categoria(s): Utensílios Tags:
24/09/2008 - 10:26

Opinião do Consumidor: Erdinger Champ

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Teste de Qualidade: Erdinger Champ

– Produto: cerveja
– Nacionalidade: alemã
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Tipo: cerveja de trigo

Da cidade de Erding, na Bavária, nasce a Erdinger, uma das mais famosas marcas de cerveja alemã. A cervejaria foi fundada em 1886 por Johann Kienle, e passou a se chamar Erdinger em 1949. Um dos grandes diferenciais positivos da marca é que a cerveja é sempre produzida e engarrafada na Bavária, e não licenciada para outras distribuidoras, o que lhe confere um atestado de qualidade.

Esta versão Champ (330ml) foi criada especialmente para ser bebida direto da garrafa, de preferência entre amigos, já que o fundo do vasilhame possui um abridor de giro exclusivo, integrado ao próprio frasco, que permite abrir outra garrafa, mas você sempre irá precisar ter duas, certo.  Além da aposta marqueteira do abridor, essa versão Champ é mais leve (em gosto e teor alcoólico) que a versão tradicional.

De coloração ruiva e gosto refrescante, ela é bem encorpada e em alguns momentos lembra as nacionais Bohemia e Original. Particularmente a acho inferior as belgas no quesito sabor, e fico com pulgas atrás da orelha quando o mais interessante de seu marketing seja sua forma de abrir, e não a bebida em si. Mesmo assim, é uma ótima pedida para baladas e lugares em que o copo é dispensável, no entanto as versões clássicas de 500ml são melhores.

 

 

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags: , , , ,
23/09/2008 - 14:54

O melhor tirador de chopp do Brasil

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Lembram daquele concurso de tirador de chopp para jornalistas? Pois é, como já tínhamos dito na semana passada, a função era só uma prévia divertida para o que estava realmente em jogo: o título de melhor tirador do chopp do Brasil!

Oitenta e quatro pessoas, de 13 estados, participaram do 3º Brasil Master Chopp, a eliminatória para indicar o representante brasileiro no World Draught Master, campeonato mundial da categoria, em Leuven, Bélgica, berço da Stella Artois.

Não por acaso, a competição principal é realizada com o chopp de Stella, utilizado também no mundial. Mas como o néctar belga é bastante recente no Brasil, a grande massa dos bares tupiniquins manda é concorrentes para o Chopp Brahma Master, competição paralela, que, como o próprio nome diz, escolhe o especialista nas torneiras da AmBev.

À primeira vista até pode parecer um concurso de miss, mas esses são os quesitos avaliados pelo júri: habilidade, destreza, simpatia, qualidade do serviço e respeito ao ritual. A última parte a Lígia já explicou – são os nove passos que devem ser seguidos à risca para tirar o nobre chopp Stella.

Não sei o que vocês acharam, mas adianto, com conhecimento de quem tirou um honroso quinto lugar na prova dos jornalistas, que não é fácil não. Experimente unir louça lavada + coordenação motora + geometria + timing + carinho + equilíbrio + controle para não meter a boca no copo, tudo em um curto espaço de tempo e com um sorriso deslumbrante no final? Só depois de muito treino.

Vivian e XXXE o nome do atleta escolhido para representar o Brasil na olimpíada belga é… Vivian Aline Salmeron da Silva! Isso mesmo, ponto para o time das mulheres, que parecem estar se tornando hegemônicas no “esporte” – no ano passado, a campeã mundial foi Erin Carroll, uma neozelandesa de Auckland.

Vivian foi a representante do Bar Charles Edward, de São Paulo, seguida de perto por Marcelo Brandão (Tehama Tex Mex, Porto Alegre) e Pedro Augusto Costa (Seo Rosa Gramado, Campinas). Já o especialista em chopp Brahma, que ganhou o direito de ir torcer para Vivian na Bélgica, é Gilvandro Andrade Trindade, do bar Genuíno, também de São Paulo. Além da viagem, os dois vencedores embolsaram um prêmio de R$ 4 mil. Vai dizer que não dá vontade de largar tudo e ir pra trás do balcão?

***

Primeiro post, e o cartão de visitas habitual: repórter de cultura e música do iG, grande fã das pilsens belgas (e amante de uma certa cerveja de morango britânica). Após experimentar a mistura entre maracujá e Gabriela paratiense, descobri que a melhor caipirinha pode ser mesmo lá em casa.

Autor: - Categoria(s): Eventos Tags: ,
22/09/2008 - 14:41

O chope da I Vitelloni

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Antes de mais nada, já vou avisando que, ao contrário de outros colaboradores do Bebidinhas, eu não sou muito fã de cerveja. Estou no time dos destilados: rum, cachaça, vodka e especialmente gim. Mas, de vez em quando, me aventuro num chopinho.

No último sábado, descobri um que é uma delícia. Chama-se Lolita Pilsen, e é produzido pela Microcervejaria Nacional com exclusividade para a pizzaria I Vitelloni, em Pinheiros, São Paulo. Pizza com chope? Acredite, fica bom.

Diz o cardápio: “Elaborado com lúpulos especiais da Alemanha e 100% de puro malte, o Lolita Pilsen equilibra aroma e amargor tornando-se especial e consistente. De estilo lager, volume pronunciado de gás e porcentagem alcóolica de 5,5”.

Eu traduzo tudo isso mais ou menos assim: ele tem aquele gostinho amargo típico das cervejas mais fortes, mas ao mesmo tempo é leve como um chope. Vale a ida à I Vitelloni – que, aliás, tem ótimas pizzas e uns sorvetes incríveis.

I Vitelloni
Rua Conde Silvio Álvares Penteado, 31
Pinheiros – São Paulo
Telefones: (11) 3816 3071 / 3819 0735

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18/09/2008 - 12:19

Opinião do Consumidor: Hoegaarden

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Teste de Qualidade: Hoegaarden

– Produto: cerveja
– Nacionalidade: belga
– Graduação alcoólica: 4,9%

Produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, desde 1441, a Hoegaarden é uma autêntica cerveja de trigo belga, também conhecida como White Beer. A Hoegaarden possui um processo de fabricação único e complexo e, por isso, é virtualmente diferente de qualquer outra cerveja no mundo.

A primeira etapa da elaboração é um processo de alta fermentação. Depois, a cerveja é engarrafada sem pasteurização e permanece em repouso por mais três semanas para que aconteça a re-fermentação dentro da garrafa. A aparência final é de uma cor amarelo ouro e opaco típico das cervejas de trigo belgas.

Além de seu processo de produção diferenciado (um fora e outro dentro da garrafa), a Hoegaarden contem ingredientes especiais como sementes de coriandro e raspas de casca de laranja, ingrediente que lhe confere alta refrescância e um gosto entre o frutado e o cítrico.

É uma cerveja bastante leve e deliciosa que deixa um azedinho no paladar após ingerida. Foi uma das Top 5 dos meus 40 dias na Europa e é uma das cervejas importadas mais fáceis de se encontrar no Brasil. A long neck de 330ml pode ser encontrada em lojas de bebidas e alguns supermercados entre R$ 3,90 e R$ 4,90.

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos, Recomendamos Tags: , , , ,
17/09/2008 - 19:10

Clássicos paulistanos: batida de amendoim no Jabuti

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O Jabuti é um botequim aberto há mais de quarenta anos na Vila Mariana, em São Paulo, e que até hoje é célebre por dois motivos: a porção de calabresa no álcool (a tal Joana d’Arc) e a batida de amendoim que leva o nome da casa.

Devo dizer que a idéia de misturar amendoim com álcool nunca me pareceu das melhores. Mas, como a tal batida é um dos drinques mais tradicionais de São Paulo, meu dever como colaborador do Bebidinhas era experimentar.

De cara, a bebida me pareceu um pouco aguada – culpa do gelo derretido que ficou concentrado no alto do copo. Nada que uma boa mexida não resolvesse, ainda bem.

A segunda impressão foi a de estar bebendo uma espécie de paçoca líquida. É que o drinque é quase pastoso, e o gosto de amendoim é bem forte. É estranho, mas, como é docinho, desce fácil.

A receita exata é segredo da casa. Mas dá para sentir que, além de gelo e amendoim, a receita leva cachaça e licor de cacau, e ainda um pouco de leite condensado.

Um amigo me passou uma receita que, diz ele, fica bem parecida com a batida do Jabuti. Vai leite, acredite se quiser! Vão cinco colheres de sopa de pasta de amendoim, uma lata de leite condensado, duas latas de leite, quatro doses de cachaça e uma dose de licor de cacau.

É só bater tudo no liquidificador e deixar um tempo na geladeira. Na hora de servir, misture com algumas pedras de gelo. E mexa bem, senão fica aguado na parte de cima!

Meu veredito: vale só como curiosidade. Tanto que, para acompanhar a igualmente famosa calabresa no álcool da casa, preferi o bom e velho chope. Meu veredito: chope ótimo, calabresa melhor ainda!

O Jabuti fica na esquina da ruas Joaquim Távora e Conselheiro Rodrigues Alves, na Vila Mariana, em frente ao Instituto Biológico. Quem freqüenta recomenda as caipirinhas e porções de frutos do mar. Não experimentei, mas boto fé.

Antes que eu me esqueça: o preço! A batida de amendoim pequena custa R$ 7 e a grande sai por R$ 12.

***

Seguindo a tradição do Bebidinhas, o primeiro post pede apresentação. Sou editor de música e cultura aqui no iG, fã de David Bowie, escritores argentinos, quadrinhos da Marvel e um montão de filmes. Na minha opinião, a melhor bebida do mundo é aquela mistura de gim, água tônica e uma rodelinha de limão.

Autor: - Categoria(s): Provamos, Receitas, São Paulo, Vila Mariana Tags: , ,
17/09/2008 - 00:00

O ritual para uma Stella perfeita

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No Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas a gente competiu tirando chopps Stella Artois. GENTE, é uma das minhas cervejas do coração, fiquei muito feliz quando soube que iamos aprender com ela. Confesso que nunca tinha bebido o chopp, só a cerveja, então estava ansiosa para provar a Stellinha – mais legal ainda ela tirada por minhas próprias mãos :D

Eu sabia que a Stella era uma cerveja de tradição e tudo – afinal vem escrito no rótulo que ela é fabricada desde 1366 – mas ainda não conhecia o ritual para servir Stella Artois. Foi aí que entrou em cena Andrei, nosso PROFESSOR DE TIRAR CHOPP, para ensinar os nove passos para servir uma Stella perfeitinha. Sim, são NOVE passos, e tivemos que repetir todos eles no campeonato. Não é fácil de lembrar de todos ali na hora do vamos ver, mas nos ensinaram direitinho, olha só:

(Se você não conseguir assistir ao vídeo aqui, assista no YouTube)

Vou explicar aqui por escrito como as coisas funcionam, se você quiser pode tentar em casa ;)

Passo 1 – A Purificação – Consiste em deixar o cálice perfeitamente limpo e gelado. Para isso, muito detergente, esfrega-esfrega e água gelada. Sua mão vai gelar também, mas tudo por um chopp perfeito! Pra ver se está limpinho, olhe o cálice contra a luz.

Passo 2 – O Sacrifício – Ai que dó: o primeiro jato de chopp tem que ser descartado. Isso pra evitar que a bebida que já está no “caninho” da chopeira vá para seu cálice. Esse jatinho pode estar quente, eca…

Passo 3 – A Alquimia – Ô coisa linda… com o cálice a 45°, você derrama o líquido dourado (emoção!) O chopp circula no fundo do cálice, formando a proporção ideal entre cerveja e espuma. Já dá pra começar a salivar.

Passo 4 – A Coroa – Também conhecida como colarinho. Para a coroa ficar linda, você deixa o cálice na posição vertical. Aí a cerveja não entra em contato com o ar, e o sabor fica intacto.

Passo 5 – A Remoção (que o professor chamou de reverência) – Fecha-se a torneirinha sem deixar nenhuma gota extra cair no cálice. Nem fora dele, né? Já basta o desperdício do começo…

Passo 6 – A Guilhotina – Elimina-se o excesso de espuma do cálice com uma espátula liiiinda. A espátula também tem que estar a 45°. Só pode passar a espátula uma vez, e COM AMOR. Nem muito rápido, nem muito devagar. Com isso você tira as bolhas maiores, que podem estragar seu chopp, e só deixa as bolhinhas pititicas, que deixam a coroa cremosa. Sabe?

Passo 7 – A Regra dos Dois Dedos – ALÔU CARIOCAS, ESSA É PRA VOCÊS: chopp tem que ter colarinho! Dois dedos (uns 3cm) de colarinho, pra manter a bebida geladinha e saborosa. E pra fazer aquele bigodinho maroto.

Passo 8 – A Limpeza do Cálice – Achou que já estava na hora de beber? Nããããão (é um pouco frustrante, eu sei). Depois disso tudo, o cálice volta pra uma banheira de água limpa e recebe um banho final, pra eliminar qualquer vestígio de chopp do lado de fora. Sua mão vai gelar de novo, mas você está quase lá.

Passo 9 – A Honra – AEEEEE! Pode beber feliz sua Stellinha perfeita. E exibir seu vasto conhecimento dos 9 passos na próxima mesa de bar!

Autor: - Categoria(s): Eventos, Se meu copo falasse..., Utilidade pública Tags: , , ,
16/09/2008 - 15:18

I Campeonato de Tirador de Chopp para Jornalistas

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A gente já tinha dito que ia marcar presença, né? Então hoje pegamos um táxi – claro – e fomos defender a camisa do Bebidinhas no campeonato. Na verdade a competição entre jornalistas era um “esquenta” para o 3º Brasil Master Chopp, etapa brasileira do World Draught Master 2008

 

Vamos ser honestos: a gente não conseguiu nenhum lugar no pódio, uma pena. Eu, “The Bad”, fiquei em quarto lugar, Marco “The Gaucho” ficou em quinto, e Marcelo “The Good” ficou em nono lugar. A honra do pódio ficou para os três da fotinho ao lado: em primeiro lugar Marcelo Jucá, do Gastronomia e Negócios; em segundo lugar Juliana Crem, do Guia da Cerveja, e em terceiro lugar Cleo Tassitani, do Destaque SP. Mas a gente deu muita risada, aprendeu os 9 passos do ritual para tirar um chopp Stella Artois e saimos de lá com vontade de fazer isso mais vezes, nem que seja em nossas próprias casas ;)

Nos próximos posts vamos explicar os 9 passos do ritual e contar nossas experiências do outro lado da chopeira. E, claro contar quem foi o grande campeão da competição SÉRIA, que reúne os maiores tiradores de chopp do Brasil. Aguardem ;)

 

Autor: - Categoria(s): Causos, Eventos, Se meu copo falasse... Tags: , , ,
15/09/2008 - 16:42

Como apreciar uma boa cachaça

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“Não há boa vida onde não há boa bebida” – Benjamin Franklin


Vou ensinar-lhes uma valiosa lição que aprendi com um mestre em cachaças, Milton Lima, criador do portal Cachaças.com e autor da frase “Para um bom bebedor meia dose não basta”. Foi ele quem me ensinou como beber cachaça de modo a apreciar o seu sabor (e sem que ela desça “queimando” na garganta).

Bebida de qualidade

Primeiro, saiba escolher uma boa cachaça. É importante que a bebida seja transparente e não contenha nenhum tipo de substância sólida. Depois, faça o teste das lágrimas, que avalia a oleosidade da bebida. Se você não sabe do que se trata, as lágrimas são as gotas da bebida que escorrem pelas bordas do copo quando você balança o líquido. Se a cachaça criar lágrimas no copo, bom sinal, significa que ela é de qualidade. Por outro lado, se a bebida escorrer rapidamente pelas paredes do copo, significa que ela tem pouca oleosidade.

O aroma também diz muito sobre a cachaça. Cada espécie de madeira usada para armazenar a bebida durante seu processo de envelhecimento deixa um odor característico. Aroma frutado é característico de cachaças com pouco tempo de armazenamento. Em contrapartida, cachaças envelhecidas adquirem os aromas amadeirados dos tonéis.

Carvalho, por exemplo, deixa a “marvada” com uma cor amarelada e um cheiro mais forte, enquanto o amendoim deixa a bebida com uma cor clara e um cheiro mais suave. Independente da madeira usada, a bebida deve ter um aroma delicado e o aroma alcoólico não deve ser agressivo. Aroma que lembra o cheiro do vinagre é sinal de que a cachaça contém excesso de acidez.

Como apreciar o sabor

Agora vamos ao que interesssa: beber. Antes de mais nada, uma dose, para ser bem apreciada, deve render três goles. Nada de virar de uma vez só! Dê um gole e, antes de engolir, deixe a bebida passear pela sua boca. Diferentes partes da língua revelam os diferentes sabores da bebida: adocicado, amargo ou ácido.

A respiração é um ponto importante na hora de engolir a cachaça (assim como qualquer outra bebida destilada). Você deve expirar e, antes de inspirar de novo, engula. A ausência de ar na traquéia faz com que a bebida não desça “queimando”.

Se você ficou com água na boca e com vontade de testar essas dicas, no próximo post irei citar alguns lugares em São Paulo onde você pode apreciar uma grande variedade de rótulos de cachaças, com opções para todos os gostos e bolsos.

Abri esse post com uma citação, então vou fechá-lo com outra: Nunca fiz amigos bebendo leite, no entanto tomando cachaça…” – Marcus Sorrentino

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