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03/08/2011 - 12:37

Um festival nos EUA com música e vinho

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São Francisco, nos Estados Unidos, recebe entre os dias 12 e 14 de agosto, no Golden Gate Park, a quarta edição do Outside Lands Music and Arts Festival, um festival que tem um line-up de bandas e outro de… vinho e comida. Isso mesmo, vinho e comida! Algumas das mais famosas vinícolas do Sonoma e do Napa Valley marcam presença no festival e uma lista com 50 restaurantes promete não deixar ninguém passar fome.

Em 2008, os headliners musicais foram Radiohead, Wilco, Tom Petty and the Heartbreakers, Beck, Manu Chao, Ben Harper e Jack Johnson. Em 2009 foi a vez de Pearl Jam, Dave Matthews Band, Black Eyed Peas, Ween, TV on the Radio, Dead Weather, Jason Mraz e The National. No ano passado subiram no palco The Strokes, Cat Power, Kings of Leon, Phoenix, Social Distortion, Chromeo e Al Green (entre muitos outros).

2011 promete muito com Arcade Fire, The Black Keys, The Shins, The Decemberists, John Fogerty, Erykah Badu, Beirut, Arctic Monkeys, Big Audio Dynamite e Muse. Entre as vinicolas destacam-se a Ridge Vineyards, de Monte Belo, na Califórnia – que produz premiados Cabernet Sauvignon, Zinfandel e Chardonnay –, Gloria Ferrer, Hess Collection, Summer of Riesling e muitas outras (são 30 vinícolas no total).

Os ingressos comuns por dia saem por 85 dólares (a noite de sábado já está esgotada), aproximadamente R$ 135. Os ingressos vips, ainda disponíveis para todos os dias, custam 185 dólares (R$ 290) e permitem área de descanso especial, massagem, acesso privilegiado para a área com cervejas, vinhos e alimentação além de um pôster comemorativo do festival. Caprichado. Será que daria certo algo assim no Brasil?

http://www.sfoutsidelands.com

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Leia também:
– Diário: 20 dias nos Estados Unidos, por Marcelo Costa (aqui)
– Uma noite com PJ Harvey em São Francisco, por Marcelo Costa (aqui)
– São Francisco e as rachaduras do american dream, por Mac (aqui)

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
29/07/2011 - 13:04

Opinião do Consumidor: Bock Damm

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A cervejaria catalã DAMM é uma das três maiores fabricantes de cerveja espanholas (as outras duas, a saber, são a Heineken e a San Miguel/Mahou) e desde 1876 distribui para os botecos espanhóis nomes como a famosa Estrella Damm (naquela época, Estrella de Ouro), a Xibeca, a poderosa Voll-Damm Doble Malta e esta boa Bock Damm, cujo rótulo atual homenageia o rótulo de sua primeira versão – datada de 1888.

Apesar do nome, a Bock Damm está muito mais para uma Dunkel de Munique (seu sobrenome, inclusive) do que para uma Bock tradicional. A diferença começa pela cor negra (contra o avermelhado da bock). No aroma, presença suave de malte tostado, café e caramelo, que se replicam no paladar, que começa amargo no primeiro toque na língua (café é a primeira lembrança) até tornar-se adocicado e finalizar levemente amargo.

Bem gostosa e leve, a Bock Damm não prima pela complexidade, mas se porta muito bem no copo. É o tipo de cerveja que, caso fosse brasileira, teria um bom mercado a se explorar. Porém, sendo espanhola e chegando ao Brasil entre R$ 8 e R$ 12 a garrafinha (bonita) de 250 ml fica difícil. Mesmo assim, apesar da falta de personalidade, eis uma boa pedida para se procurar em terras catalãs.

Teste de Qualidade: Bock Damm
– Produto: Dunkel Munick
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,95/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Top 10 Cervejas Européias, Viagem 2008, por Marcelo Costa (aqui)
– Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza em Madri (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
25/07/2011 - 19:40

Cerveja com fruto amazônico

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A Amazon Beer (www.amazonbeer.com.br), cervejaria de Belém do Pará (e, segundo eles, a única cervejaria 100% artesanal da região) sob a coordenação do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli, inspira-se na tradicional Lei Alemã de Pureza, de 1516, mas incrementa a tradição (água, malte e lúpulo) com produtos da região, como o bacuri (fruto típico da Amazônia) – na Bacuri Beer.

Para sua primeira investida nacional, a cervejaria paraense apresenta dois dos seus seis rótulos (River, Forest, Weiss, Red, Black e Bacuri Beer), as “comportadas” pilsens Amazon Forest (standard lager levíssima de apenas 3,5% de teor alcoólico pensados para o calor da região amazônica) e a Amazon River, uma premium lager tipo exportação de teor alcoólico de 4,8%.

Porém, o que a gente quer realmente saber é: qual o sabor desta Bacuri Beer? Alguém já experimentou? Conta pra nós.

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/07/2011 - 16:10

Opinião do Consumidor: Göttlich Divina!

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Elaborada pelo mestre cervejeiro Leonardo Botto (associado fundador e atual Presidente da ACervA Carioca – Associação de Cervejeiros Artesanais Cariocas), as Göttlich Divina! Pilsen e Weiss nasceram após uma visita ao Monastério de Weihenstephan, em 2007 (casa de uma das melhores Weiss do mundo, a Weihenstephaner). A visita rendeu a exportação dos lúpulos e leveduras Weihenstephan e Hallertäu, da Alemanha e Saaz, da República Tcheca, que aqui encontram o Tropical Guaraná da Amazônia em uma receita bastante particular.

Na versão pilsen da Göttlich Divina!, o aroma é marcado pela presença de lúpulo floral e malte encobrindo o tão esperado guaraná, que fica na retaguarda meio que causando um charme. Na boca, no entanto, o guaraná se faz muito mais presente (ainda que discreto – a intenção pelo jeito não era fazer uma cerveja doce, mas sim uma pilsen aromática e um tiquinho adocicada), principalmente no primeiro toque na língua, adocicado (com lembrança de mel). O amargor aparece no final marcando o céu da boca e a garganta. Muito boa.

Já na versão Weiss, o aroma é totalmente ocupado pelo tom de banana (escondendo o guaraná), característica básica de uma boa Weiss (aqui reforçada pela valorização do fermento Weihenstephan). No paladar, altamente refrescante, a banana se acentua ainda mais e o conjunto se torna mais adocicado do que o de uma Weiss comum. O guaraná desaparece no conjunto e surge discretamente no final – mas é o responsável pelo delicioso dulçor da cerveja e também por deixa-la bem mais encorpada que uma Weiss tradicional.

As duas Göttlich Divina! estão sendo fabricadas pelo Opa Bier e distribuídas pela On Trade. Os preços variam entre R$ 13 e R$ 15 (a garrafa de 600 ml) e ambas são ótimas cervejas que podem surpreender na mesa. A presença do guaraná é delicada e acentua qualidades nas duas versões. Vale muito experimentar.

Teste de Qualidade: Göttlich Divina! Pilsen
– Produto: Pilsen
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,19/5

Teste de Qualidade: Göttlich Divina! Weiss
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,20/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Weihenstephan, a cervejaria mais antiga do mundo (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Recomendamos Tags:
30/06/2011 - 11:17

São Paulo recebe a Exposição Absolut Illusion

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A Absolut está lançando um edição especial, Illusion, que será tema de uma exposição de arte no espaço multidisciplinar Cartel Zero Onze, em São Paulo. Com concepção e curadoria de Fernando Sappupo, Daniel Ueda, Cristian Resende e Jorge Grimberg, a exposição trará diferentes peças, instalações e pinturas que buscam seduzir e enganar o sistema visual.

A linha tênue que separa o que é real do que é ilusão permeará a exposição, que estará aberta ao público de 04 a 16 de julho com entrada gratuita, das 11h às 20h. O designer e ilustrador Ricardo Actus, famoso por seus intensos desenhos a lápis, também fará intervenções no espaço. As peças de arte vão brincar com os sentidos e pontos de vista sobre um mesmo objeto, que podem mudar em um segundo olhar.

Serviço – Exposição Absolut Illusion
Data: 04 a 16 de julho
Local: Cartel Zero Onze – Rua Artur de Azevedo 517 – Pinheiros
Horário: 11h às 20h
Entrada gratuita

Autor: - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/06/2011 - 10:21

Trailer do documentário “Cerveja Falada”

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“Diga lá Marcelo, estava conferindo no teu blog os posts sobre cerveja – quem escreve é o Demétrio da banda Repolho.

Fizemos um doc recentemente, “Cerveja Falada”, sobre um cervejeiro de SC, Canoinhas, em que a vida foi toda ela voltada para a produção artesanal de cerveja. Segue o trailer:”

Quer conhecer mais do documentário? Escreva para Demétrio Panarotto: demetriopanarotto@gmail.com

Autor: - Categoria(s): Recomendamos Tags:
29/06/2011 - 22:40

Opinião do Consumidor: Red Stripe

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A Desnoes and Geddes Limited (D&G) é uma empresa jamaicana fundada em 1918 em Kingston que produz cervejas e refrigerantes. O carro chefe da casa é esta Red Stripe, uma lager sem graça que patrocina a equipe de bobsleigh da Jamaica (bobsleigh? algo como uma corrida de trenó!) e que faz um sucesso danado no Inglaterra, um país cuja cerveja clara mais famosa é belga (Stella Artois) e a escura é irlandesa (Guiness).

Os Estados Unidos até tentaram resistir quando a Diageo (toda poderosa distribuidora da Smirnoff, do Johnnie Walker, do Baileys, da Guiness e da Jose Cuervo) comprou 51% da D&G e tentou enfiar goela abaixo dos norte-americanos a faixa vermelha. A Red Stripe não repetiu o êxito europeu, mas ainda assim é facilmente encontrada em território ianque.

Leve e refrescante como uma tradicional american lager (que aqui do lado debaixo do Equador são conhecidas como pilsens), a Red Stripe é indicada apenas para matar a sede em dias quentes. E olhe lá. Esqueça o quesito complexidade. O sabor do malte está por ali, escondido, mas o amargor acentuado no final chega a incomodar. Comparada aos títulos nacionais, Bohemia ou Original são muito melhores. E mais baratas…

Teste de Qualidade: Red Stripe
– Produto: Pale Lager
– Nacionalidade: Jamaica
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 2,26/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor Tags:
19/06/2011 - 10:36

Opinião do Consumidor: St Landelin Mythique

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Da mesma cervejaria francesa que distribui a La Divine, a Amadeus (“uma cerveja branca excepcional”, dizem os donos), a La Bière du Démon (“a cerveja loura mais forte do mundo”) e a Bière du Désert, apresentada como o “champagne das cervejas”, surge a St Landelin Mythique que, consta a lenda, era produzida pelos monges da Abadia Crespin exatamente onde o fundador da abadia, St Landelin, descobriu uma fonte de água mineral natural.

O belga São Landelin, que viveu entre 625 e 686, era um ex-bandido que se converteu ao cristianismo tendo fundado três mosteiros (Lobbes, Crespin e, segundo créditos, Aulne). O segundo deles, fundado em 651 na vila francesa de Crespin, duas horas e meia distante de Paris (40 minutos de Lille), foi onde nasceu a Mythique, uma das mais antigas cervejas de abadia da França (hoje produzida pela Brasseurs de Gayant à Douai), loura, leve e forte como uma boa belga.

Apesar dos 7.5% de graduação alcoólica, a St Landelin Mythique é extremamente leve. Um dos motivos é a utilização do sistema dry hopping, em que o lúpulo entra na mistura apenas na fase de fermentação com a função de incrementar ainda mais o aroma sem aumentar seu amargor. No caso da Mythique funciona muito bem. O aroma floral é suave (com uma queda para o cítrico – mais laranja) e o sabor levemente adocicado (de poucas nuances) com final amargo de curta duração batendo na garganta.

A St Landelin Mythique está chegando ao Brasil em sua versão 750 ml com o preço (salgado) entre R$ 40 e R$ 50. É um bière de garde interessante e bem boa (sinceramente, gostei), mas talvez com esse dinheiro valha investir em outras definitivamente melhores. Uma Chimay, por exemplo.

Teste de Qualidade: St Landelin Mythique
– Produto: Bière de garde
– Nacionalidade: França
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,20/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
18/06/2011 - 23:46

O drink preferido de Toulouse-Lautrec

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Henri Toulouse-Lautrec foi um pintor pós-impressionista conhecido por pintar (e curtir) a vida boêmia de Paris do final do século XIX.

Toulouse-Lautrec “faz” uma ponta no novo filme de Woody Allen, “Meia Noite em Paris”, e é responsável pela criação de um coquetel explosivo chamado carinhosamente de… Terremoto (“Tremblement de Terre” em francês, “Earthquake” se você quiser bebe-lo nos Estados Unidos).

O Tremblement de Terre é bem simples de fazer: ao contrário da foto, pegue uma taça de vinho (mas se não tiver, ok) e junte três doses de Absinto com três doses de conhaque. Acrescente gelo a gosto (ou então bata a mistura mais o gelo em uma coqueteleira). E prepare-se: o mundo vai tremer.

Leia também:
– O dry martini, por Luis Bunuel (aqui)
– White Russian – o drink do “cara” (aqui)
– “Meia Noite em Paris”,  de Woody Allen, por Marcelo Costa (aqui)

Autor: - Categoria(s): Receitas Tags:
19/05/2011 - 11:32

Opinião do Consumidor: Bière du Désert

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“Na Les Brasseurs De Gayantt, a cerveja ainda é preparada com o mesmo cuidado que um bom vinho”, avisa o site oficial da cervejaria francesa que produz, desde 1919, um catálogo de bons títulos cujos destaques são a La Divine, a Amadeus (“uma cerveja branca excepcional”, dizem os donos), a La Bière du Démon (“a cerveja loura mais forte do mundo”) e a Bière du Désert, apresentada como o “champagne das cervejas”.

Localizada em Douai, cidadezinha com pouco mais de 40 mil habitantes pertinho de Lille e da fronteira com a Bélgica, a Les Brasseurs De Gayantt é a segunda maior cervejaria independente da França (país cujas cervejas especiais representam 27% do mercado), e tem bastante influência do vizinho: Alain Dessy, mestre cervejeiro da casa, formou-se em engenheira cervejeira na Universidade de Louvain, Bélgica.

Primeira influência clara: os franceses seguiram a risca a tradição belga e conseguiram colocar 7,2% de teor alcoólico em uma cerveja levíssima, a Bière du Désert. Mesmo possuindo quase o dobro alcoólico de uma lager tradicional, a Bière du Désert impressiona pela leveza: em nenhum momento o álcool se faz presente. Eles conseguiram esconder o álcool, mas esqueceram de dar personalidade ao conjunto.

Refrescante como uma lager tradicional, a Bière du Désert tem um leve amargor e uma presença tão suave de lúpulo e malte que quase são imperceptíveis. A única qualidade da Bière du Désert, no final das contas, acaba sendo o modo como ela disfarça a forte presença de álcool, o que é muito pouco, vamos combinar. Na França, se tiver que escolher uma cerveja, vá de qualquer uma das Jenlain.

Bière du Désert só se tiver calor. E olhe lá.

Teste de Qualidade: Bière du Désert
– Produto: Lager
– Nacionalidade: França
– Graduação alcoólica: 7,2%
– Nota: 2,94/5

Veja também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six” (aqui)

Autor: - Categoria(s): Opinião do Consumidor, Provamos Tags:
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